Archive for maio \29\UTC 2007

O empobrecimento relativo do Recife

maio 29, 2007

“Temos afirmado, e reafirmado, aqui neste espaço, que o Recife vem perdendo pujança econômica relativa no território do Estado. Em outras palavras, está deixando de gerar riquezas a passos rápidos. Os números são incontestáveis, e vêm da Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco – Condepe/Fidem: no ano de 1998 a participação do Produto Interno Bruto-PIB do Recife (a soma de tudo que é produzido no Recife, em termos de bens e serviços) em relação ao PIB de Pernambuco representava 35,51%; em 1999 caiu para 33,45%; em 2000 caiu para 32,35%; em 2001 caiu para 31,65%; no ano 2002 caiu para 31,23%; em 2003 caiu para 30,20%, e em 2004 (último dado encontrado) a participação descera para menos de 30%, ou seja, 29,94%. Em apenas 06 (seis) anos o Recife perdeu em geração de riquezas o equivalente a 5,57% de participação no PIB estadual.

Qual é a razão para este empobrecimento relativo?”

Esta é a introdução ao meu artigo de hoje no blog do jornal Folha de Pernambuco, que você pode acessar aqui!

Desenvolvimento e Próxima Geração

maio 24, 2007

Este é o título do World Development Report – WDR – 2007, o Relatório Anual de Desenvolvimento do Banco Mundial para este ano. O tema deste ano é a juventude, entre 12 e 24 anos de idade. Ele focaliza as decisões que dizem respeito às cinco fases com o maior impacto de longo-prazo em como o capital humano pode ser mantido seguro, desenvolvido, e empregado. Para cada fase (continuar a aprender, começar a trabalhar, desenvolver um estilo de vida saudável, iniciar uma família, e exercitar a cidadania) os governos devem aumentar os investimentos diretamente e cultivar um ambiente para os jovens e suas famílias investirem neles próprios.

O WDR sugere que uma lente jovem em políticas que afetem as cinco fases ajudaria a focalizar em três amplas direções: expandir as oportunidades, aumentar as capacidades, e ofertar segundas chances. Cada caminho (oportunidades, capacidades, e segundas chances) é aplicado para cada uma das transições, gerando sugestões de reformas. Para mobilizar recursos econômicos e políticos que estimulem tais reformas, os países devem resolver três questões: melhor coordenação e integração com as políticas públicas nacionais, voz mais forte, e mais avaliação. Adicionalmente, o WDR examina tanto as migrações de jovens, como seus aumentos no uso de novas tecnologias.

O Relatório é formado por nove capítulos e pode ser encontrado (em partes ou na totalidade) aqui.  É uma boa leitura para aqueles interessados em saber o que os governos deveriam estar fazendo para conter os elevados índices de violência no país, principalmente porque quem mais mata e quem mais morre no Brasil são os jovens!

O declínio econômico relativo do Recife

maio 22, 2007

“Vimos no artigo da semana passada que pelos dados da Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco – Condepe/Fidem, mesmo ainda sendo o município mais rico do Estado de Pernambuco (além do fato de ser a capital do mesmo), Recife vem perdendo pujança econômica relativa no território do Estado desde o ano de 2000. Os números estão aí para quem quiser conferir (basta clicar aqui): no ano 2000 a participação do Produto Interno Bruto-PIB do Recife (a soma de tudo que é produzido no Recife, em termos de bens e serviços) em relação ao PIB de Pernambuco representava 32,35%; em 2001 este percentual caiu para 31,65%; no ano 2002 caiu para 31,23%; em 2003 caiu para 30,20%, e em 2004 (último dado encontrado) a participação descera para menos de 30%, ou seja, 29,94%.”

Esta é a introdução ao meu artigo de hoje no blog do jornal Folha de Pernambuco, que você pode acessar aqui.

Silverlight da Microsoft

maio 21, 2007

“Silverlight! Este é um novo nome no elenco de novidades da Microsoft na nova Era Pós-Bill Gates, ou seja, na Era Ray Ozzie, o novo chief software architect que o próprio Bill Gates fez como seu sucessor. Segundo Ozzie, esta nova era, onde há intensa combinação de software e serviços on-line, é o futuro!
Não sei se todos conhecem o Ozzie, mas ele se tornou conhecido no mundo do software por ter criado o Lotus Notes. Depois de ter vendido o Lotus Notes (junto com a empresa Lotus) para a IBM, ele fundou a Groove Networks, a qual foi adquirida pela Microsoft em 2005, onde Ozzie se tornou um dos três principais chefes técnicos desta empresa. No dia 15 de junho de 2005 ele foi formalmente aclamado o sucessor de Bill Gates.”

Esta é a introdução ao meu artigo de hoje (só publicado às 18:09 hs) na Coluna Rai-TEC do JC-OnLine, do Jornal do Commércio, que você pode acessar aqui!.

(PS: o título foi modificado pelo JC-OnLine para: “Silverlight, a luz prateada da Microsoft”)

Recife 2030: um projeto para o futuro do Recife!

maio 15, 2007

“Estamos aproveitando este espaço para divulgar o projeto denominado RECIFE 2030. Este projeto tem como objetivo principal contribuir para colocar o Recife no mapa mundi das cidades mais tecnologicamente avançadas, que mais protegem o meio ambiente, e, consequentemente, que tenha, daqui a 23 anos, indicadores de educação, saúde, segurança, transporte e meio-ambiente dignos de países do Primeiro Mundo!
Quais são os principais motivadores deste projeto? Em primeiro lugar é necessário se perguntar, entre tantos temas, como anda a saúde econômica do município do Recife.
Pelos dados da Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco – Condepe/Fidem, mesmo ainda sendo o município mais rico do Estado de Pernambuco (além do fato de ser a capital do mesmo), Recife vem perdendo pujança econômica relativa no território do Estado desde o ano de 2.000. Os números estão aí para todos conhecerem (quem quiser conferir, basta entrar no endereço eletrônico http://www.condepefidem.pe.gov.br/pib/tabelas_02.asp?noticia_id=663&secao_id=72&canal_id=5 ): no ano 2000 a participação do Produto Interno Bruto- PIB do Recife (a soma de tudo que é produzido no Recife, em termos de bens e serviços) em relação ao PIB de Pernambuco representava 32,35%; em 2001 este percentual caiu para 31,65%; no ano 2002 caiu para 31,23%; em 2003 caiu para 30,20%, e em 2004 (último dado encontrado) a participação descera para menos de 30%, ou seja, 29,94%.”

Esta é a introdução ao meu artigo de hoje no blog da Folha de Pernambuco, e que você pode acessar aqui.

A world of connections (4)

maio 10, 2007

“On the radio” (No rádio)

Este é o título do segundo capítulo da pesquisa de The Economist sobre telecomunicações sem fio, cuja mensagem é “Sem fio toma diversas formas”. 

Os rádios funcionam usando espectro magnético para enviar informação.  Quando uma corrente elétrica viaja através de um fio ela cria um campo eletromagnético, enviando ondas em todas as direções – como a luz, que é também uma parte do espectro mas com frequências muito maiores.  Uma antena e uma energia extra permitem o sinal a ser transmitido ao longo de distâncias.  A frequência da onda pode ser mudada de modo que os sinais não interfiram uns com os outros, permitindo mais do espectro ser usado.

As ondas de rádio existem na natureza, do som e da luz até os raios cósmicos no espaço.  As feitas pelo homem podem fazer coisas como transmitir música ou comida quente em um microondas.  No limite inferior do espectro estão às frequências usadas para coisas como televisão e telefones móveis.  Quanto mais baixa a frequência da onda,  mais longe ela pode viajar ou penetrar objetos físicos.  Logo, rádio FM a relativamente altas frequências é usado por estações locais, mas viajam longe, enquanto que rádio de ondas-curtas, a baixas frequências, pode trafegar ao redor do mundo.

A tecnologia sem fio pode se dividir em quatro tipos principais, grosseiramente classificada pela distância que o sinal trafega.  As top viajantes são as comunicações por satélite, tais como Global Positioning System (GPS).  Esta é uma constelação de 24 satélites, gerenciados pelas forças armadas dos EUA, que constantemente enviam sinais para artefatos na terra.  Mas os sinais viajam somente um caminho, do satélite para o artefato.

Um pouco mais perto das casas, e com sinais indo em ambos caminhos, estão as tecnologias de telefone-móvel de área-ampla, tais como GSM e CDMA.  Versões avançadas de terceira-geração (3G) incluem HSDPA e LTE, desenvolvidas pela indústria de celulares.  Um rival que promete é o WiMax, baseado no padrão Internet e suportado pela indústria dos computadores.  Uma terceira categoria toma uma faixa mais curta de sinais usados para conectar coisas num prédio ou sala.  Exemplos incluem o popular padrão Wi-Fi para acesso a Internet em hoteís e aeroportos, e Zigbee para conectar sensores.  Um novo avanço é a tecnologia ultra-wideband (UWB), que usa frequências muito altas em faixas bastantes curtas para transmitir grandes quantidades de dados, como ao enviar um vídeo de um dispositivo como IPod para uma tela de TV.

Um quarto tipo conecta coisas em uma “personal-area network (PAN).  Como um exemplo é Bluetooth, que é usada para conectar telefones com aparelhos de escuta nos ouvidos.  A última é a near-field communications (NFC), onde o contato precisa estar perto, com em passes para pre’dios ou transportes públicos.  Uma variante é a etiqueta de indentificação de frequência de rádio (RFID), usada por varejistas e outros.  Quando passam em frente de uma leitora, as etiquetas enviam dados armazenados nelas.  Estes sistemas de rádio são tão diferentes de cada um dos outros como luz está para o som, de modo que satélites não podem rastrear etiquetas RFID, por exemplo.  Isto significa que algumas preocupações com privacidade são deslocadas.

O rádio sido abarrotado com sempre mais informação na transmissão, usando técnicas tais como espalhando-a através do espectro, dividindo-a em porções e usando antenas mais espertas.  À medida que o rádio se move crescentemente para os microchips, “rádios-definidos-por-software” estarão aptos para mudar de padrões e frequências à medida que elas vão.

A proliferação de sistemas sem fio tem empurrado a demanda de espectro e aumentado seu valor.  Há esperança que rádios “cognitivos” possam eventualmente aliviar o problema por compartilhar grandes leva do espectro inteligentemente- mas eles ainda estão por ser inventados.

Rádio

Nova York em 2030! Recife (????)

maio 8, 2007

“É possível pensar o futuro de nossas cidades? É possível planejar para o futuro de nossas cidades? Eu acredito que sim! Inquietado sobre isto (talvez pensando que outras pessoas já tivessem manifestado a mesma preocupação), coloquei a expressão “O Futuro do Recife” tanto nas ferramentas de busca do Google quanto do Yahoo, e não consegui achar coisa alguma que me remetesse a algo relacionado ao futuro desta cidade.
Minha conclusão mais óbvia é que qualquer coisa que deva existir (acredito que exista!) sobre o futuro do Recife ainda não chegou sequer ao presente digital da Internet.”

Esta é a introdução ao meu artigo de hoje no Blog do Jornal Folha de Pernambuco, em sua seção de Artigos!

(PS: Por um problema no blog da Folha este artigo só será publicado amanhã, dia 09/05!)

Ubuntu: um sistema operacional interessante

maio 5, 2007

“Você já ouviu falar do Ubuntu? O Ubuntu é um sistema operacional que está dando o que falar!

Aposto que certamente já ouviu falar do Linux, aquele sistema operacional de código aberto e livre que pretendeu desafiar o sistema Windows, da Microsoft! Pois bem, o Linux emergiu com essa fama de desbancar o Windows, no entanto é difícil de usar. Mas isso foi até o Ubuntu surgir!”

Esta é a introdução ao meu artigo inicial da Coluna RAI TEC, no JC On-Line, do Jornal do Commércio, que você pode acessar aqui !

A world of connections (3)

maio 4, 2007

“Marconi’s brainwave (a onda cerebral de Marconi)”, e “A tecnologia sem fio está avançando através de saltos e limites – e há mais por vir”.  Estes são o título e a mensagem, respectivamente, deste primeiro capítulo da pesquisa de The Economist sobre tecnologia sem fio.

Quando Guglielmo Marconi recebeu a patente pelo seu “telégrafo sem fio” em 1897, o futuro de sua invenção parecia modesto.  Naquela época sinal de rádio podia viajar somente alguns quilômetros, e somente um receptor e um transmissor podiam operar em uma área qualquer.  Desde 1900 a “eficiência espectral”- a quantidade de informação que pode trafegar na mesma porção de ondas de rádio- tem melhorado talvez um milhão de vezes, estima Martim Cooper da ArrayComm, que é considerado o pai do celular (ver quadro abaixo).

Marconi   

A invenção do transistor em 1947 e o microprocessador (que integra transistors e outras coisas num mesmo chip) em 1958 mudaram o modo como os rádios funcionam.  O microprocessador ajudou a nos livrar dos cristais, bobinas de cobre, tubos à vácuo, colocando os ingredientes do rádio quase inteiramente em silício.  Isto custa menos para fazer, toma menos espaço, consome menos energia, faz o rádio funcionar melhor e permite que ele opere com mais suavidade os outros eletrônicos no dispositivo.

A inovação acontece rapidamente.  O poder de processamento dos chips dobra a cada dois anos, de acordo com a Lei de Moore, devida à Gordon Moore, fundador da Intel, a maior companhia produtora de chips do mundo.  À medida que os bilhões de transistors nos chips ficam cada vez menores, há mais espaço para adicionar funções extra.  Tais chips não somente ficam mais rápidos, eles também fazem mais, e o custo de integrar novas funções é relativamenter baixo.

Muitas das funções de tais chips são controladas por software, que significa que eles podem ser melhorados continuadamente a pouco custo.  Além do mais, a tecnologia dos chips não somente melhorou a performance e o custo do rádio, mas também outras partes do sistema, de antenas mais “espertas” a gerenciamento avançado de energia para aumentar a longevidade das baterias.  Como resultado, o custo das comunicações sem fio desceu “ladeira abaixo”.

A indústria do telefone móvel tanto se beneficiou destes desenvolvimentos quanto os estimulou.  A indústria como um todo – incluindo os produtores dos dispositivos de mão (handsets), desenvolvedores de software, operadores de redes e por aí vai- está destinada a ter receitas em torno de 01 trilhão de dólares por ano, de acordo com Informa, uma empresa de pesquisa.  O volume de tráfego está se elevando.  Por 2011 talvez 04 bilhões de pessoas estão com um telefone móvel.

Conectar coisas, mais que pessoas, está menos avançado.  Vendas de módulos sem fio para dispositivos, sensores, e máquinas,  estão previstas de alcançarem meros US$ 33 milhões, apesar de se esperar que cresçam rapidamente, para em torno de US$ 400 milhões em 2011, de acordo com Harbor Research.  Até lá as receitas para hardware e serviços, agora em US$ 48 milhões, devem crescem para US$ 200 milhões- ainda um choro distante da indústria de telefonia móvel.

As comunicações sem fio nestas áreas estão se desenvolvendo rapidamente, a um tempo em que a indústria de telefonia móvel está se aproximando do ponto de saturação nos países ricos, e a receita média por usuário está cedendo.  E eles sustentam uma promessa: há muito mais coisas do que pessoas que podem ser sem fio, de portas a janelas, e de máquinas a árvores.

Tal como quando foi atingido um marco em 1998, quando o volume de tráfego global da Internet superou o tráfego de voz nos EUA, um ponto de inflexão virá quando dispositivos conectados à rede superem pessoas, tanto em número, banda-larga ou chamadas.  Isto pode acontecer mais rápido que  se espera.

Stratton Scalvos, o chefe da VeriSign, que opera parte do sistema de endereços da Internet, nota que em torno de 12% do tráfego de endereços envolve computadores conectando computadores, sem uma pessoa sequer nas pontas.  John Roese, o tecnologista chefe da Nortel, uma empresa vendedora de equipamentos de telecomunicações espera que a quantidade de comunicação máquina-máquina irá para frente das chamadas humanas e dos clicks na web em algum momento entre 2009 e 2011, quando câmeras, carros, medidores de uitlidades públicas, sistemas de segurança caseiros e semelhantes irão continuadamente enviar dados através das redes.  Vivek Ranadivé, o chefe de Tibco, uma empresa desenvolvedora de software para sistemas corporativos de tecnologias de informação, diz que o número de transações de computadores iniciadas automaticamente por outros computadores já é maior que o iniciado por pessoas.

Estranhamente, é o sucesso dos telefones móveis que está alimentando o crescimento das comunicações sem fio entre objetos mais que pessoas, promovendo inovação e trazendo os preços para baixo.  Tome-se Texas Instruments, que lidera o mercado de chips para celulares no padrão GSM.  Em 2003 ela começou a trabalhar com um chip único de baixo-custo para rádio para dar suporte a digital musical player, FM stereo, camera e clour display, com uma bateria de vida longa.  Um protótipo foi construído em 2004 e a produção começou em 2006.  No quarto trimeste do ano passado somente a empresa vendeu 10 milhões destes chips.  Os chips caíram de preço de US$ 50 para US$ 5 por chip, e um telefone que custava uns US$ 250 há uns 5 anos hoje custa US$ 25.  Mas, mais do que ficar barato, no futuro os chips irão oferecer mais características, diz Greg Delagi, que lidera a unidade de TI sem fio.

Engenheiros têm sido capazes de aplicar tais inovações e economias de escala a outras tecnologias sem fio.  Como resultado, alguns chips de rádio- por exemplo, aqueles usados para o Global Positioning System-GPS, ou comunicações Bluetooth sem fio – agora custam pouco mais de US$ 1,0 e estão do tamanho de uma cabeça-de-fósforo.  Chips com uma nova tecnologia chamada Zigbee, usada para sensores de curto alcance, que atualmente custam em torno de US$ 4 estão do tamanho de uma unha, estão esperados de diminuir mais ainda para 1/4 do preço e tamanho em 5 anos.  Uma categoria mais simples de chips, chamada “radio-frequency identification (RFID) tag” – etiqueta de identificação de frequência de rádio- que envia uma pequena quantidade de dados sobre uma largura pequena quando ativada, já pode ser manufaturada por 4 centavos de dólar.  Hitahci tem um protótipo de chip que se fixa numa ranhura de uma impressão digital.  Ano passado 1 bilhão de RFID chips foram vendidos; este ano o número pode subir para 1,7 bilhões, de acordo com IDTechEx, uma empresa de consultoria.

Tudo isso significa que muitas coisas auto-contidas podem se tornar capazes de comunicar.  Por exemplo, a maioria das grandes companhias de logística nos EUA e Europa agora rastreia suas frotas com uma combinação de redes de satélites e de celulares.  Pequenos sensores móveis monitorando equipamentos em grandes fábricas podem prover avisos de eventuais paradas.  Eles podem operar em energia liberada a partir do calor da vibração de seus maquinários.

Permita que os dispositivos falem dentro deles

O Ipod da Apple e os sapatos da Nike podem se interconectar de modo que o tocador de música possa selecionar sons que coincidam com os passos do atleta.  Grandes organizações tais como varejistas, hospitais e as forças armadas estão usando etiquetas RFID para gerenciar níveis de estoque.  Versões mais robustas da tecnologia estão sendo aplicadas em cartões de bancos, passaportes e passes de transporte público.

Isso é só o começo.  E apesar de muitas das tecnologias iniciais terem sido desenvolvidas pela indústria de defesa dos EUA- que deu vida à Internet nos anos 70- a maioria das aplicações interessantes está emergindo no setor privado (novamente, como na Internet).  Reguladores estão ajudando nisso.  Tanto a Europa quanto os EUA estão considerando propostas de colocar equipamentos nos carros que irão chamar automaticamente os serviços de emergência no evento de um acidente. Alguns países agora estão requerendo das empresas de utilidade pública que leiam medidores mais regularmente para promoverem conservação de energia, dando um reforço nas comunicações on-line.  Produtores de dispositivos médicos estão oferecendo mais produtos de monitoração dos lares.  E operadores de celulares estão investindo grandes somas para fazerem o upgrade de suas redes para acesso de maior velocidade- e estão produrando por novas fontes de tráfego para elas.

Uma das mais importantes consequências destas novas tecnologias sem fio é um aumento na visibilidade e na prestação de contas, diz Jiro Kokuryo da Keio University, no Japão.  Economistas hoje tratam muitos itens como custos indiretos porque não há um modo de atribuir o uso de um recurso para um indivíduo em particular.  Comunicações sem fio podem mudar isso, ao fazerem possível basear estas coisas tal como pedágios em estradas e prêmios de seguros de automóveis no corrente padrão de direção das pessoas.  Mas isso levanta também preocupações com privacidade numa escala que não era imaginada antes.

Irá o refrigerador falar com a chaleira?  Provavelmente não.  Mas isto é só um detalhe.  A tecnologia sem fio é afim da malha de energia elétrica, a qual foi intencionada para um fim em particular, o bulbo de luz, mas que sua aplicação “killer”  se tornou o soquete de força que permite uma multitude de novos e não previsto artefatos que derivam energia a partir dele.  Em tempo, as novas tecnologias sem fio irão igualmente redimensionar a sociedade em formas não previstas.

JCC no JC

maio 4, 2007

Foi divulgado hoje no Jornal do Commércio, de Pernambuco, que este escriba vai iniciar uma coluna no JC On-Line, que é o jornal eletrônico do Jornal do Commércio.  O nome da coluna é RAI-TEC e terá uma periodicidade quinzenal, sendo atualizada às segundas-feiras.  É mais um espaço para a continuidade do processo de aculturação da tecnologia neste país, para que o mesmo cresça e se torne mais competitivo e mais justo. 

Encontramo-nos lá (também) !

JCC


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