Archive for abril \30\UTC 2007

A world of connections (2)

abril 30, 2007

Esta é introdução a mais uma pesquisa de The Economist.  Segundo a revista, o rádio tem 110 anos de idade e o microprocessador menos que 50.  À medida que estas duas tecnologias caminham cada vez mais juntas, com capacidades sem fio agora sendo colocadas em chips de computador, alguma coisa excitante está acontecendo.  Todos os benefícios do mundo do computador- inovação, ciclos de desenvolvimento mais curtos e baixo custo- estão sendo estendidos às comunicações sem fio.  Como resultado, uma miríade de objetos até agora separados está se tornando conectada às redes, de televisões e carros até maquinário industrial de coisas de fazendas.  Pequenos artefatos estão sendo colocados no corpo humano para desempenhar tarefas úteis.  A nova tecnologia possibilita o controle ser exercido a distância, e permite que artefatos se interconectem para fazer algo novo.

Até o momento o celular tem tido todas as atenções.  Em torno de 2,8 bilhões já estão em uso, com mais 1,6 milhões sendo adicionados a cada dia.  Os telefones estão eles mesmos melhorando a passos impressionantes.  E ainda, este boom está também transbordando em outras áreas da comunicação sem fio, usadas para conectar máquinas, sensores e objetos.  “Todo mundo fala sobre os mercados emergentes como sendo a grande oportunidade para a indústria do celular nos próximos poucos anos, mas no longo-prazo existirão muito mais artefatos falando uns com os outros”, diz Paul Jacobs, da Qualcomm, que produz chips para telefones móveis.

Este ano em torno de 10 bilhões de microprocessadores serão vendidos, embutidos em qualquer coisa desde computadores até máquinas-de-café.  A grande maioria deles estará apta a “pensar” mas não “falar”: eles irão desempenhar tarefas específicas mas não se comunicarão.  Mas isso está começando a mudar.  Os requerimentos de custo, tamanho e poder das funções sem fio estão caindo rapidamente, de modo que improváveis candidatos estão sendo agora conectados às redes.  Por exemplo, pontes e construções estão sendo monitoradas por sua integridade estrutural por pequenos sensores.  As fazendas estão sendo observadas e sistemas de irrigação estão sendo ligados remotamente.

Nos anos que se seguem, as comunicações sem fio irão crescentemente se tornar parte da fábrica da vida cotidiana.  David Clark, um cientista computacional do Massachusets Institute of Technology-MIT que ajudou a desenvolver a Internet, acredita que em 15 a 20 anos a rede necessitará acomodar trilhões de artefatos, a maioria sem fio.  Para ilustrar que mundo pode ser, Robert Poor, o co-fundador de duas companhias sem fio, Adozu e Ember, usa um exemplo modesto: luzes afixadas em prédios.  Se cada uma delas tivesse um pequeno nó sem fio, as pessoas iriam não somente ser capazes de controlar a luz mais eficientemente, mas iriam colocá-las para muitos outros usos.  Se os nós fossem programáveis para servir como detectores de fumaça, eles poderiam sinalizar um fogo bem como indicar sua localização.  Eles poderiam também agir como um sistema de segurança ou oferecer conectividade Internet para outras coisas no prédio. 

Tais aplicações já estão sendo desenvolvidas.  Por exemplo, Phillips, uma empresa eletrônica, planeja introduzir sistemas controladores de luz sem fio para prédios comerciais em cinco anos.  Seus pesquisadores estão trabalhando na preparação de conectores de luz em rede capazes de monitorar os objetos em um prédio, rastreando equipamentos em hospitais ou prevenindo roubos em escritórios.

Estas idéias tem girado por aí por anos, algumas vezes chamadas de “computação ubíqua”, ” redes incorporadass”, “Internet prevasiva”.  Mas agora elas estão começando a acontecer.  Mesmo governos já estão se dando conta.  Japão e Coréia incorporaram a tecnologia sem fio nas suas políticas nacionais.

Por toda esta excitação, daqui a pouco comunicação máquina-a-máquina (machine-to-machine-M2M) e redes sensoriais se tornarão perenes e em toda parte.  A direção geral é clara.  Nos anos à frente novas tecnologias sem fio irão aparecer em uma pletora de artefatos, da mesma maneira que os chips fizeram na segunda metade do século 20.  Esta pesquisa de The Economist vai explicar como isso pode acontecer, e porque não será fácil. 

A world of connections

abril 28, 2007

Connections

Um mundo de conexões !  Este é o título de mais uma pesquisa que The Economist  nos oferece em sua edição que saiu neste fim-de-semana.  Segundo a revista, novas tecnologias de telecomunicações sem fio irão conectar não somente pessoas, mas também objetos.  Isto será tremendamente útil, mas para chegar lá tem muita coisa no caminho.

Estaremos comentando esta pesquisa nos próximos posts !

O impacto dos subsídios à Internet em escolas públicas (nos EUA)

abril 27, 2007

Austan Goolsbee (Professor de Economia da University of Chicago, de sua Graduate School of Business-GSB, da American Bar Foundation, e do National Bureau of Economic Research- NBER) e ­Jonathan Guryan (da University of Chicago, de sua GSB, e do NBER, respectivamente) publicaram um artigo na Review of Economics and Statistics, May 2006, Vol. 88, No. 2: 336-347, intitulado “The Impact of Internet Subsidies in Public Schools” (O Impacto dos Subsídios à Internet nas Escolas Públicas”).

Segundo eles, em um esforço para atenuar o crescimento percebido do hiato digital (a diferença entre os que têm acesso ao mundo digital e os que não têm), o governo dos EUA aprovou lei introduzindo um amplo subsídio para investimentos em Internet e Comunicações em escolas começando a partir de 1998. No artigo, os autores avaliaram o efeito deste subsídio —conhecido como E-Rate — nos investimentos em Internet nas escolas públicas da Califórnia. O programa subsidiava gastos entre 20%–90%, dependendo das características das escolas.

Utilizando dados novos de uso de tecnologia nas escolas em cada escola da Califórnia entre 1996 to 2000, bem como a aplicação dos dados do programa E-Rate, os resultados indicaram que o subsídio realmente obteve sucesso em aumentar significativamente o investimento na Internet. A elasticidade de preço da demanda do primeiro dólar por investimento em Internet esteve entre −0.4 and −1.1 (ou seja, para cada 1% de redução no custo da Internet com o subsídio, a demanda por conexão Internet nas salas de aula aumentava de 0,4 a 1,1%) , e a maior sensitivididade é percebida entre as escolas urbanas. e escolas com muitos estudantes negros e hispânicos. As escolas rurais, com estudantes predominantemente brancos e asiáticos mostraram menos sensitividade.  No geral, no ano final da amostra, havia aproximadamentethere 68% mais salas de aula conectadas à Internet por professorer do que teria se não tivesse sido aplicado o subsídio.  Usando uma variedade de resultados de testes de classificação escolar, no entanto, os autores não encontraram  significativos efeitos do programa E-Rate, pelo menos até agora, no desempenho dos estudantes.

Estes resultados são uma evidência concreta de que subsidiar as escolas com a Internet geram impacto positivo.  Para um país como o Brasil, isso é de extrema importância, já que nós temos um volume enorme de recursos do FUST (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) na Anatel, que ainda não têm destino assegurado !  

Ensino ou aprendizado: do quê estão tratando quando falam em qualidade da Educação?

abril 24, 2007

“Nos últimos tempos tem se falado muito no Brasil em Qualidade da Educação, já que pelos atuais indicadores de desempenho, nossos estudantes vão de mal a pior. No final do mês passado o governo federal anunciou um Plano de Desenvolvimento da Educação. O ponto mais relevante do anúncio foi a criação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, que servirá como referência para medir o desempenho educacional de uma rede ou (eventualmente) de cada escola pública brasileira. O que o governo quer é criar metas educacionais diferenciadas de cada rede, com base no seu desempenho atual, para serem atingidas até 2021 e ajudar os municípios a atingir essas metas”

Esta é a introdução ao meu artigo de hoje no blog do jornal Folha de Pernambuco, que você pode acessar aqui.  Na realidade ele continha um gráfico (abaixo), que infelizmente não foi publicado.

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Google´s Whopping Numbers

abril 20, 2007

Os Colossais Números do Google“.  Este é o título da matéria que a revista Businessweek on-line de hoje traz sobre esta surpreendente empresa global de tecnologias de informação e comunicação (eu digo que ela já se tornou o nosso “pai dos burros” , já que quase tudo que a gente precisa encontra lá !). 

Será que esta tremenda força vai terminar em algum momento ?  A julgar pelos resultados do primeiro trimestre deste ano deste gigante de sites de busca, ninguém poderia ter melhor aposta !

Os dados de lucro do primeiro trimestre superaram as mais otimistas previsões, e ao que tudo indica, nada parece puxar este gigante para baixo.  A expectativa rotineira dos ganhos do Google era de que superassem as estimativas dos top ganhadores, mas os resultados superaram as expectativas.  Ontem, 19 de abril, Google (GOOG) reportou um lucro líquido de $1 billion (1 bilhão de dólares), crescendo 69% em relação ao ano passado, e com um salto de 63% em vendas para $3.66 billion (3,6 bilhões de dólares).  

O preço de $3.68 por ação que atingiu antes de subtrair o estoque as stock options e outras despesas, facilmente superou as estimativas dos analistas, que eram de of $3.30 por ação. “Nós estamos extasiados sobre nossos resultados financeiros deste primeiro trimestre”, disse o Chefe Executivo do Google Eric Schmidt numa conference call.

 Google

Crises e crescimento: uma perspectiva Latino-americana

abril 19, 2007

Sebastian Edwards, chileno de nascimento, e hoje cidadão americano, é um dos grandes nomes da Economia Internacional.  Atualmente é Henry Ford II Professor of International Economics na Universidade da Califórnia, em Los Angeles.  Entre tantas posições ele já foi o Economista Chefe para a Região da América Latina e o Caribe do Banco Mundial (sua página na Internet pode ser vista aqui).

Prof. Edwards acaba de publicar um texto para discussão no National Bureau of Economic Research- NBER, dos EUA, com o título acima.  O artigo é impactante, em função da experiência que o Prof. Edwards tem com os problemas econômicos da América Latina, bem como pelas suas previsões.

Neste trabalho ele usa dados históricos para analisar a relação entre crises e crescimento na América Latina.  Ele calcula em quanto o PIB per capita da região foi reduzido como uma consequência das recorrentes crises externas.  Ele analisa também os determinantes das maiores crises das balanças de pagamentos.  A principal conclusão a que ele chega é que é improvável que a América Latina irá, na média, experimentar uma grande melhoria no crescimento de longo prazo no futuro. 

Ele acredita que é possível que alguns países irão ter algum progresso em se aproximarem dos países desenvolvidos.  Mas isto, no entanto, não será a norma; para ele a maioria dos países da América Latina está fadada a ficar para trás em relação aos países da Ásia e outras nações emergentes.

Mas nem tudo é cinzento .  Sua análise também sugere que poucos países da América Latina estarão sujeitos ao tipo de crises catastróficas que afetaram a região no passado.  O futuro da América Latina será um de, segundo suas palavras,  “No crises and modest growth”, ou seja, sem crises e com crescimento modesto.

Até aí nenhuma novidade, pois no Brasil estamos patinando em termos de crescimento econômico há tempos, como temos argumentado recorrentemente neste blog.  A questão é que estamos perdendo tempo demais.  Já estamos no 5 ano de um governo que prometeu muito e até agora pouco demonstrou.  Apontar que estamos bem “como nunca estivemos” não é mérito deste, mas de vários governos recentes.

Acontece que nós temos que gerar crescimento sustentado e riqueza rápido para podermos, pelo menos, atenuar os graves problemas que hoje nos afligem muito: desemprego, violência, péssima educação, e por aí vai.  Mas com a atual carga de impostos, de burocracia infindável, com uma incerteza jurisdicional evidente (com o poder Legislativo sendo agora ofuscado pelo Judiciário em várias questões), fica muito difícil acreditar que o Prof. Edwards está errado !  

PS: A tabela 1 do Prof. Edwards abaixo é um exemplo claro de como a América Latina está perdendo o bonde da história !

Edwards

Porto Digital no Espaço Aberto da Globo News

abril 18, 2007

PD 

Mais um espaço de divulgação do nosso trabalho aqui no Porto Digital.  Foi ao ar nesta segunda-feira 16/04 uma boa matéria sobre o Porto Digital: como Pernambuco está produzindo capital humano especializado em tecnologias de informação e comunicação -TICs !

Quem quiser ter uma palhinha, ou quem tiver assinatura da Globo.com pode ver o vídeo aqui !

WEB 2.0 EXPO

abril 17, 2007

 Web   Date

 Web 2.0

A Web 2.0 está tendo uma grande exposição em São Francisco, na Califórnia: a WEB 2.0 EXPO.  É um novo evento que traz a Web 2.0 à vida e para o seu negócio.  Se você é um designer, desenvolvedor, empreendedor, gerente de operações, estretegista de negócios ou marqueteiro, você então deveria estar lá aprendendo, fazendo contactos, compartilhando e celebrando a comunidade Web 2.0.

A Web 2.0 Expo é uma conferência para profissionais da Web, marqueteiros e empreendedores, e neste evento estão falando como keynote speakers Jeffrey Bezos, fundador da Amazon.com, Eric Schmidt, do Google, e Jeff Weiner, do Yahoo.

Pela programação, acredito que deva ser uma excelente conferência !

PS: comentamos na Lettericia 3, da Creativante, a questão da migração para a Web 2.0.  Vale conferir aqui !

Existe correlação entre desigualdade social e desigualdade escolar?

abril 17, 2007

“Por ocasião de sua morte, em 2002, Pierre Bourdieu, francês por nascimento, foi considerado um dos mais proeminentes sociólogos do mundo.  Ele foi autor de inúmeros estudos clássicos, e se tornou ponto de referência em várias áreas-especialidades de sua disciplina (incluindo Educação, Teoria, e a Sociologia do Conhecimento).  Como destaque especial dentre seus trabalhos, pode-se apontar “Distinction: A Social Critique of the Judgement of Taste” (Distinção: Uma Crítica Social do Julgamento do Gosto), editado pela Harvard University Press, em 1984.

Bourdieu teve o mérito de formular, a partir dos anos 60, uma resposta original, abrangente e bem fundamentada, teórica e empiricamente, para o problema das desigualdades escolares.”

Esta é a introdução ao meu artigo de hoje no blog do jornal Folha de Pernambuco (ver aqui).

Le blog Présidential

abril 17, 2007

Le blog

É tempo de eleições presidenciais na França.  E a revista Newsweek preparou um blog específico para cobrir os eventos relacionados a tão importante acontecimento (ver aqui).

O blog introduz os candidatos, explica as questões principais, e investiga, numa cobertura dia após dia, o que está em no centro do debate para a Europa, os Estados Unidos, e o mundo. 

A Web, uma retardatária na França nos anos 90, está no coração deste concurso. Os blogs substituiram os cafés como lugares favoritos para discussões e diatribes (termo exótico que significa “gastar o tempo”), e streaming video se tornou a cinematheque do momento. Nos últimos 60 anos a França deu ao mundo o “novo olhar” na moda e a “nouvelle vague” em filme. Este ano nós estamos assistindo uma nova onda em política, diz a Newsweek.


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