Archive for outubro \30\UTC 2007

Está havendo uma “Judicialização” da vida pública no país?

outubro 30, 2007

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“Meu objetivo, com as reflexões de hoje, é tentar responder a uma simples questão (e às que dela derivam): está havendo uma “judicialização” da vida pública no nosso país? Secundariamente, se está, isto é um fenômeno isolado ou é uma tendência? Este fenômeno tem impacto econômico?

Antes, porém, vamos aos conceitos. Aqueles que se dedicam os estudos relacionados à esfera jurídica se defrontam com dois conceitos muito próximos: a judicialização e a judiciarização. Aqui os dois conceitos são tomados com o mesmo significado para efeito de simplificação. Judicialização pode ser contextualizado como sendo tanto a expansão da área de atuação das cortes judiciais com a transferência de decisões políticas aos tribunais, como a propagação de métodos judiciais de decisão para fora das cortes de direitos. O que tenho em mente é o primeiro aspecto.

O fenômeno social que procuro destacar hoje vem sendo mais chamado de judicialização da política, e os seus exemplos mais recentes estão nas páginas de todos os jornais do país: “O STF (Supremo Tribunal Federal) transforma denunciados em réus no caso do mensalão”; “O STF decide que os mandatos políticos pertencem aos partidos”; “O STF estabelece limites às greves do funcionalismo”. Se olharmos um pouquinho mais atrás na história recente, encontraremos: “O TSE manteve a vinculação das coligações regionais às para eleições Presidenciais”; “Privatizações (dos anos 90, grifos nossos!) promovem enxurrada de ações judiciais”; em função das greves dos anos FHC, “trabalhadores acionaram o judiciário federal para reverter as inconstitucionalidades praticadas”.”

Esta é a introdução ao meu artigo de hoje no blog Acerto de Contas que você pode acessar aqui, ou pode baixar no formato pdf aqui!

AULA 8

outubro 29, 2007

Curva da Demanda 

Gosto de enfatizar em aulas que em meu método de ensino eu separo, didatica e cuidadosamente, as questões relacionadas à demanda daquelas relacionadas às da oferta, para reforçar as nuances de cada uma delas (bem como para fixar nas mentes dos estudantes).  Esta separação ocorre, como eu reforço, somente nas aulas, já que as forças de demanda e de oferta na sociedade ocorrem simultaneamente.

Sendo assim, vamos observar como se manifesta a Curva de Demanda para um indivíduo que esteja desejoso de comprar um bem, como por exemplo, pêras.  Vamos imaginar um comportamento de um indivíduo, e que queremos analisar suas reações de desejo de comprar pêras quando confrontado com diferentes preços de pêras (figura abaixo).

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Vamos imaginar que ele se comporta da seguinte maneira, quando confrontado com a variação de preços que segue (figura a seguir).

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Vamos imaginar, agora, que além de observar a variação da quantidade de pêras em relação ao seu preço, o indivíduo sofra uma variação positiva na sua renda.  Deste modo, uma nova quantidade demandada ocorrerá, já que com mais renda sua predisposição para comprar mais pode aumentar, como mostra a figura abaixo.

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Observe que a variação positiva na renda deslocou a curva da demanda para a direita.  Se ao invés de ter havido um aumento positivo na renda do indivíduo, ocorresse uma variação negativa da renda (ou seja, se ele perdesse renda), a curva se deslocaria para a esquerda no gráfico.  

Agora, vamos observar como se determina a curva da demanda do produto pêra se examinamos um mercado de mais de um indivíduo (como mostra a figura abaixo).

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Deste modo, como desejamos mostrar, numa análise econômica na vida real é deste modo que se determina a curva de demanda de um indivíduo e de um produto no mercado!

A Economia da Cauda Longa

outubro 29, 2007

 “Você já ouviu falar da expressão “A Cauda Longa”? Pois bem, esta expressão (no seu formato original em inglês é The Long Tail) foi cunhada pela primeira vez por Chris Anderson em um artigo de outubro de 2004 para a revista Wired, na qual ele é o editor de tecnologia, depois de ter sido editor de tecnologia da revista The Economist.

O artigo tinha como objetivo descrever certos negócios e modelos econômicos tais como a Amazon.com (varejo de livros e outros produtos) e a Netflix (aluguel de vídeo).  Ou seja, negócios com poder de distribuição (ou com massivas redes de distribuição) podem vender um volume bem maior de itens de pequenos volumes, difíceis de encontrar, do que itens populares de grandes volumes.”

Esta é a introdução à newsletter da Creativante desta semana, que você pode acessar aqui, ou pode baixar no formato pdf aqui!

O que funciona na educação: as lições segundo a McKinsey

outubro 29, 2007

O artigo  abaixo saiu na revista The Economist e foi reproduzido ontem no jornal Folha de São Paulo.  Interessante!

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Para consultoria, escolas precisam obter os melhores professores, extrair o máximo dos docentes e intervir quando os alunos começam a ficar para trás

DA “ECONOMIST”

O governo britânico, diz Sir Michael Barber, antigo assessor do ex-primeiro ministro Tony Blair, mudou quase todos os aspectos da política educacional na Inglaterra e no País de Gales, e em muitos casos mais de uma vez. “As verbas das escolas, a gestão, os padrões curriculares, os sistemas de avaliação, o papel dos governos local e nacional, o alcance e a natureza das agências nacionais, a política de admissão escolar” -pode escolher: tudo isso foi mudado, e em certos casos posteriormente devolvido à forma original.
A única coisa que não mudou foram os resultados. De acordo com a Fundação Nacional de Pesquisa Educacional britânica, não houve (até recentemente) melhora mensurável nos padrões de alfabetização e de domínio da matemática nas escolas básicas -e isso ao longo dos últimos 50 anos.
A Inglaterra e o País de Gales não estão sozinhos. A Austrália quase triplicou seus gastos por aluno, de 1970 para cá. Nenhuma melhora. Nos Estados Unidos, os dispêndios quase dobraram depois de 1980, e os tamanhos das turmas são os menores de todos os tempos. Uma vez mais, resultado algum. Não importa o que se faça, aparentemente, os padrões se recusam a mudar. Parafraseando Woody Allen: quem não faz ensina; quem não consegue ensinar se torna diretor de escola. Certamente há quem deva imaginar por que tanto esforço. Nada parece fazer efeito. Mas é certo que algo deve funcionar.
Existem grandes variações nos padrões educacionais dos países. Elas foram avaliadas e reavaliadas pelo Pisa (Programa de Avaliação Internacional de Estudantes), da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), e isso serviu para estabelecer, primeiro, que os países de desempenho mais forte se saem muito melhor do que os piores e, segundo, que os mesmos países lideram essas avaliações, a cada vez que são realizadas: Canadá, Finlândia, Japão, Cingapura, Coréia do Sul.
Essas constatações provocam uma pergunta que deveria ser bastante frutífera: o que os países de maior sucesso têm em comum? Mas encontrar a resposta parece ser tarefa das mais complicadas. Não se trata de maior investimento: Cingapura gasta menos dinheiro por aluno do que a maioria dos demais países. Tampouco de períodos mais longos de estudo: os alunos finlandeses começam as aulas mais tarde, e estudam menos horas, do que os dos demais países ricos.

Outro olhar
Agora, uma organização que vem de fora do setor de educação -a consultoria McKinsey, que assessora empresas e governos- decidiu que audaciosamente iria ao lugar que raros educadores ousaram visitar e faria recomendações estratégicas com base nas constatações do Pisa.
Segundo a empresa (em “How the world’s best performing schools systems come out on top” [como os melhores sistemas escolares do mundo chegam ao topo]), as escolas precisam fazer três coisas: obter os melhores professores, extrair o máximo deles e intervir quando os alunos começam a ficar para trás. Isso talvez não pareça exatamente uma recomendação “sem precedentes” (a definição usada por Andreas Schleicher, diretor de pesquisa educacional da OCDE, para a abordagem da McKinsey): as escolas com certeza já devem agir dessa maneira. Mas a verdade é que não o fazem. Se essas idéias fossem realmente levadas a sério, seria possível mudar a educação radicalmente.
O primeiro passo é contratar os melhores. Não resta dúvida de que, como declarou um funcionário do governo sul-coreano, “a qualidade de um sistema educacional não pode superar a qualidade de seus professores”.
Estudos feitos no Tennessee e em Dallas mostraram que, se alunos de capacitação média forem entregues a professores que estão entre os 20% mais competentes de sua profissão, terminam se posicionando entre os 10% de estudantes com melhor desempenho; caso os professores que os ensinam venham dos 20% menos competentes, os alunos terminam entre os 10% de pior desempenho.
A qualidade dos professores exerce a maior influência sobre o desempenho dos alunos.
Mas a maioria dos sistemas escolares não se esforça demais para selecionar os melhores. A Nova Comissão sobre a Capacitação da Força de Trabalho dos Estados Unidos, uma organização sem fins lucrativos, diz que as escolas norte-americanas tipicamente recrutam professores que estão no terço mais baixo de desempenho, entre os formandos das universidades.
A cidade de Washington recentemente contratou como diretora-geral de suas escolas públicas uma integrante da organização Teach for America, que identifica os melhores formandos e os contrata para lecionar por dois anos. Tanto a indicação da diretora quanto a organização que ela representa geraram grande controvérsia.

Falta de dinheiro
A predisposição contra os mais capazes surge em parte pela falta de dinheiro (os governos temem que não terão verba para contratá-los) e em parte porque outros objetivos interferem. Quase todos os países ricos vêm tentando reduzir os tamanhos de suas turmas escolares, nos últimos anos. Mas, se não houver outras variações, turmas menores querem dizer mais professores a serem contratados com a mesma verba, o que reduz o salário médio e o status profissional da categoria.
Isso pode explicar o paradoxo de que, depois da educação básica, parece haver pouca ou nenhuma correlação entre o tamanho das turmas e as realizações educacionais.
A McKinsey argumenta que os sistemas de educação que apresentam melhor desempenho mesmo assim conseguem atrair os melhores profissionais. Na Finlândia, todos os novos professores precisam ter mestrado. A Coréia do Sul contrata professores de ensino básico entre os 5% de formandos com melhor desempenho, Cingapura e Hong Kong entre os 30% de melhor desempenho.
E esses países o fazem de maneira surpreendente. Seria possível imaginar que as escolas oferecem o máximo de dinheiro possível para tentar atrair um grande quadro de interessados em formação educacional, o que permitiria selecionar os melhores dentre eles.
Mas não é assim, segundo a McKinsey. Se o dinheiro fosse tão importante, então os países com os melhores salários para os professores -Alemanha, Espanha e Suíça- teriam presumivelmente sistemas de ensino posicionados entre os melhores. E isso não procede. Na prática, os países com melhor desempenho pagam salários não superiores à média.
E eles tampouco tentam atrair um grande quadro de interessados para selecionar entre eles os mais bem sucedidos. Quase que o contrário. Cingapura avalia os candidatos rigorosamente antes de admiti-los aos cursos de formação de professores e aceita apenas o número de candidatos suficiente para cobrir as vagas nos quadros da educação.
A Finlândia também limita a oferta de cursos de treinamento de professores à demanda. Em ambos os países, o ensino é uma profissão de status elevado (porque é altamente competitiva), e os fundos destinados a cada professor em treinamento são generosos (porque o número deles é baixo). A Coréia do Sul demonstra como os dois sistemas produzem resultados diferentes.
Seus professores de ensino básico têm de obter um diploma de graduação em uma de apenas 12 universidades. A admissão requer notas altas; o número de vagas é racionado de acordo com o número de postos de ensino em aberto. Em contraste, os professores de escolas secundárias podem obter seus diplomas em qualquer uma das 350 faculdades do país, e os critérios de seleção são mais frouxos. Isso gera um enorme excedente de professores secundários recentemente qualificados -cerca de 11 por vaga, de acordo com as mais recentes estatísticas. Como resultado, o ensino secundário é uma profissão com menos status na Coréia do Sul, onde todo mundo prefere trabalhar no ensino básico. A lição parece ser a de que a admissão aos sistemas de treinamento de professores precisa ser difícil, e não fácil.

Ensinando os professores
Depois de selecionar pessoal de boa qualidade, a tentação é a de trancá-los nas classes e deixar que eduquem. Por motivos compreensíveis, os professores raramente recebem muito treinamento nas salas de aula em que lecionam (enquanto os médicos, em contraste, treinam muito nos hospitais). Mas os países de maior sucesso no ramo podem fazer muito para superar essa dificuldade.
Cingapura provê cem horas de treinamento aos seus professores a cada ano e aponta professores veteranos para supervisionar o desenvolvimento profissional em cada escola.
No Japão e na Finlândia, grupos de professores visitam as classes de colegas e planejam aulas juntos. Na Finlândia, professores têm uma tarde de folga semanal com esse objetivo.
Em Boston, cidade cujo sistema educacional demonstra um dos melhores ritmos de progresso nos EUA, os cronogramas de aulas são organizados de forma a permitir que os professores das mesmas disciplinas tenham períodos de folga coincidentes, para que possam planejar juntos. Isso ajuda a difundir as melhores idéias.
Como apontou um educador, “quando um professor norte-americano brilhante se aposenta, quase todos os planos de aula e práticas que ele desenvolveu também são aposentados. Quando um professor japonês se aposenta, deixa um legado”.
Por fim, os países de maior sucesso são singulares não só no que tange às pessoas que contratam para que as coisas saiam bem mas também com relação àquilo que fazem quando as coisas vão mal.
Nos últimos anos, quase todos os países começaram a dedicar mais atenção aos processos de avaliação, a mais comum maneira de verificar se os padrões estão em queda. A pesquisa da McKinsey é neutra quanto à utilidade do método, apontando que, embora Boston teste todos os alunos anualmente, a Finlândia em larga medida abriu mão de exames nacionais.
De maneira semelhante, escolas na Nova Zelândia e na Inglaterra são testadas a cada três ou quatro anos, e os resultados são divulgados em público, enquanto a Finlândia, líder mundial na educação, não tem processo formal de revisão e mantém sigilo sobre os resultados de suas auditorias informais.
Mas existe um padrão quanto ao que os países fazem quando os alunos e as escolas começam a falhar. Os países de melhor desempenho não hesitam em intervir, e o mais cedo possível. A Finlândia dispõe de mais professores de educação especial encarregados de ensinar os alunos retardatários do que qualquer outro país -em certas escolas, chega a ser um professor em cada sete.
A cada dado ano, um terço dos alunos recebe educação suplementar em sessões individuais. Cingapura oferece aulas adicionais aos 20% de alunos com desempenho mais fraco, e existe a expectativa de que os professores fiquem na escola depois das aulas -ocasionalmente por horas- a fim de ajudar os alunos.
Nada disso é muito complexo. Mas são práticas que contrariam algumas das suposições silenciosas da política educacional. Quando professores, dirigentes de escolas ou até pais são convidados a se expressar sobre a questão, muitas vezes dizem que é impossível obter os melhores professores sem pagar salários altos; que os professores de Cingapura, digamos, têm status elevado devido aos valores confucianos; ou que os estudantes asiáticos são bem comportados e atentos por motivos culturais.
As conclusões da McKinsey parecem mais otimistas: obter bons professores depende de como você os seleciona e treina; lecionar pode se tornar uma carreira para os melhores formandos mesmo que não sejam oferecidos salários milionários; e, com as políticas corretas, as escolas e os alunos não estão condenados ao atraso.


Tradução de Paulo Migliacci

O efeito Halo da Microsoft

outubro 28, 2007

NEW YORK (CNNMoney.com) — A Microsoft Corp. anunciou seus ganhos no terceiro trimestre nesta quinta-feira que bateu as estimativas dos analistas, citando uma robusta demanda pelo seu sistema operacional Vista, bem como seu top-selling novo vídeo-game “Halo 3.”

As ações da empresa subiram perto de 10 porcento.  O maior produtor de software do mundo reportou um lucro líquido de $4.29 billion, ou 45 centavos de dólar por ação, subindo 23 porcento em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Os analistas estavam esperando que a empresa reportasse ganhos de 39 centavos de dólar por ação, de acordo com estimativas da Thomson Financial.

As receitas subiram 27 percent no trimestre, para $13.76 billion, bem acima das expectativas dos analistas de $12.57 billion.

Vejam gráfico o movimento recente das cotações das ações da Microsoft abaixo!

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Facebook: US$ 15 bi ?

outubro 26, 2007

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A notícia quente do dia de ontem foi que Microsoft investiu $240 million no Facebook, avaliando a empresa em US $15 billion, num acordo por menos de 2% das ações desta empresa.  Um acordo que dá uma certa vitória à Microsoft na sua batalha contra gigantes como o Google no mercado de empresas de comunidades sociais.

Para entender o que valem US $15 billion, o blog Techcrunch colocou este valor em perspectiva: entre as empresas americanas puramente da Internet, somente Google, eBay, Yahoo e Amazon têm capitalizações de mercado maiores que este valor. Suas receitas anuais variam entre US$6 – e US$11 billion/ano. IAC, Salesforce, Monster.com e todas demais estão abaixo.

Grandes propriedades como MSN/Live.com, AOL e MySpace não podem ser diretamente comparadas porque elas fazem parte de grandes corporações.  Mesmo assim, é fácil imaginar que Facebook, a US $15 billion, tenha talvez um valor maior que AOL e MSN/Live.com. Será que vale mais que MySpace, que foi comprado por meros US $580 million em 2005? O valor total da empresa parente News Corp., com US $30 billion ou mais em receitas anuais, é somente US $70 billion.

É claro que Facebook não está sendo avaliada pelos mercados públicos como as outras. E levará algum tempo antes que surja qualquer avaliação atualizadora da empresa.  Eles estão agora posicionados com um monte de dinheiro (a quantidade real levantada no acordo com a Microsoft é mais de US $240 million; os rumores de que um fundo de hedge fund e outros parceiros financeiros que colocaram cash adicional estão surgindo) e uma avaliação massiva de ações. Eles podem fazer aquisições de tecnologias-chave e talentos sem gastar muito. Bem como podem permanecer por vários anos como empresa privada neste dinheiro. Mesmo com os 700 empregados que a empresa espera ter!

A Internet no Brasil

outubro 25, 2007

Estou me preparando para escrever algo novo sobre a Internet no Brasil, e me lembrei de um artigo que escrevi em 1995 (quando fui Coordenador do Grupo de Economia de Redes do Comitê Gestor da Internet no Brasil), e que foi publicado na Revista de Economia Política, no Vol. 17, No. 2, Abril- Junho, 1997, portanto há mais de 10 anos (o artigo pode ser baixado, no seu formato original, aqui).

Creio que este deve ser o primeiro artigo econômico publicado no Brasil sobre a Internet.  Passados mais de 10 anos, cabe a pergunta: o que aconteceu de lá para cá? O espírito deste novo documento é trazer ao leitor evidências do que ocorreu com a Internet no país ao longo destes anos. Aguardem!

Eleições nos EUA em 2008

outubro 24, 2007

Ano que vem não é só de eleições para prefeitos no Brasil (eleição que terá grande influência na eleição de 2010, que decidirá quem irá substituir o Presidente Lula).  O ano de 2008 será a eleição para Presidente da maior potência econômica do planeta: os EUA.

Um dos temas mais quentes da vida americana nos dias de hoje é a crescente desigualdade de renda, que tratamos aqui no dia 20/09, quando apontei o novo livro do economista Paul Krugman (https://jccavalcanti.wordpress.com/2007/09/20/a-consciencia-de-um-liberal/.

Hoje vi que a revista The Economist atualizou seu blog sobre as eleições nos EUA, agora trazendo personalidades para falar sobre questões dos americanos.  O primeiro a ser entrevistado é o ex-Secretário (Ministro) do Trabalho do Governo Bill Clinton, Robert Reich.  E ele discute a questão da crescente desigualdade de renda nos EUA.

Você pode ouvir o podcast de Robert Reich aqui!  

Prêmio Nobel 2007 + Google = Negócio de Sucesso em Tecnologia de Informação

outubro 23, 2007

“Que danado de fórmula é esta?  O que vamos argumentar neste breve espaço é que o Prêmio Nobel de 2007, recentemente anunciado para os economistas Leonid Hurwicz, Eric Maskin e Roger Myerson, foi dado à pesquisa que estes professores desenvolveram numa área da Economia chamada Mechanism Design Theory (Teoria de Projeto de Mecanismos), e que um dos instrumentos desta teoria (a técnica dos Leilões) está na base do modelo de negócios do Google, empresa de tecnologia da informação que se financia através de propaganda on-line.”

Esta é a introdução ao meu artigo desta semana da coluna Rai-Tec do JC-Online, que você pode acessar aqui, ou pode baixar em formato pdf aqui!

Gosto não se discute? (Final)

outubro 23, 2007

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“Ao longo de uma série de quatro artigos procurei defender o argumento de que o conceito de classe não se define só pela variável renda, e que me valeria das contribuições de dois intelectuais de peso da Sociologia contemporânea francesa: Pierre Bourdieu e Bernard Lahire. Do primeiro, apoiei-me, como visto, em sua obra mais extensa, o livro “Distinção: Uma Crítica Social do Julgamento do Gosto”, de 1979. E do segundo, vali-me, essencialmente, no seu livro intitulado “A Cultura dos Indivíduos: Dissonâncias culturais e a distinção de si”, de 2004.

Ambos os autores nos legaram uma visão sobre a formação social contemporânea baseada na associação entre as práticas culturais dos indivíduos e suas posições sociais. Ou seja, ambos privilegiam as escolhas culturais dos indivíduos (e, como já manifestei aqui neste espaço, gosto muito desta abordagem, uma vez que os economistas, em geral, preferem outros tipos de escolhas dos indivíduos para suas análises! Esta é, em essência, uma das minhas distinções!).

Neste último artigo da série gostaria de trazer ao leitor interessado em aprofundar o assunto, duas evidências que corroboram o argumento aqui colocado, além daquelas referências indicadas dos Profs. Bourdieu e Lahire. Uma primeira pode ser encontrada numa pesquisa desenvolvida sob patrocínio do jornal New York Times. A segunda diz respeito a um trabalho comparativo entre modelos que tentam estabelecer estratificações sociais (isto é, uma hierarquia de classes) e mobilidade no interior das sociedades complexas dos dias atuais.”

Esta é a introdução ao meu artigo desta semana no blog Acerto de Contas, que você pode acessar aqui, ou pode baixar no formato pdf aqui!


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