Archive for setembro \28\UTC 2007

AULA 3

setembro 28, 2007

MODELAGEM ECONÔMICA

Esta aula tem como característica principal colocar para os alunos a forma como os economistas trabalham, ou seja, como eles enxergam, e explicam, o mundo.  Existem várias maneiras de apresentar este assunto (os livros de Economia têm sempre um capítulo a este respeito) , mas eu dou preferência ao seguinte procedimento.

Como dou um certo destaque nas aulas introdutórias à questão da Racionalidade (plena, limitada, instrumental e comunicativa), eu tento argumentar que, apesar de existirem importantes críticas à adoção exclusiva da idéia de que o ser humano age, no mais das vezes, racionalmente, a construção do pensamento econômico, ou da forma de trabalhar do economista, obedece aos cânones do pensamento científico.  

Inicialmente eu faço uma breve discussão sobre Metodologia Científica.  Metodologia Científica é a forma como funciona o conhecimento científico. Ela tem origem, como tratado em aula, no pensamento de Descartes.  Sempre defendo que o tratamento desta questão é complexo e que existem muitos livros que podem ser consultados para um aprofundamento nesta temática.

Já o Método Científico é um conjunto de regras básicas para um cientista desenvolver uma experiência de modo a produzir conhecimento, bem como corrigir e integrar conhecimentos pré-existentes.   Ele é baseado na coleta de evidências observáveis, empíricas, e mensuráveis.

Há um autor em especial, o filósofo Paul Feyerabend, autor do polêmico livro “Contra o Método”, que merece um destaque.  Ele ficou famoso por sua visão anárquica da Ciência e por sua rejeição da existência de regras metodológicas universais (para maiores detalhes, consultar http://en.wikipedia.org/wiki/Paul_Feyerabend).

De qualquer forma, o método científico consiste dos seguintes aspectos (retirados, à titulo provisório, do Wikipedia):

  • Observação – (aqui me valho do Houaiss digital; observação é um procedimento científico de investigação que consiste no exame atento de um fato, de um processo, geralmente envolvendo instrumentos ópticos, de mensuração, etc.)
  • Descrição – O experimento precisa ser replicável(capaz de ser reproduzido).
  • Previsão – As hipóteses precisam ser válidas para observações feitas no passado, no presente e no futuro.
  • Controle – Para maior segurança nas conclusões, toda experiência deve ser controlada. Experiência controlada é aquela que é realizada com técnicas que permitem descartar as variáveis passíveis de mascarar o resultado.
  • Falseabilidade – toda hipótese tem que ser falseável ou refutável. Isso quer dizer que mesmo que haja um consenso sobre uma hipótese ou teoria, é necessário que se mantenha a possibilidade de se refutá-la. Está fortemente associada ao fato que uma teoria nunca é definitiva. É um dos elementos mais importantes do método científico.
  • Explicação das Causas – Na maioria das áreas da Ciência é necessário que haja causalidade. Nessas condições os seguintes requerimentos são vistos como importantes no entendimento científico:
  • Identificação das Causas
  • Correlação dos eventos – As causas precisam se correlacionar com as observações.
  • Ordem dos eventos – As causas precisam preceder no tempo os efeitos observados.

Modelos Econômicos

Em Economia um modelo econômico é um constructo teórico que representa um processo econômico por um conjunto de variáveis e um conjunto relações lógicas e quantitativas entre elas (as variáveis).  Como em outros campos do pensamento, os modelos econômicos são estruturas simplificadoras desenhadas para ilustrar processos complexos, frequentemente, mas nem sempre, usando técnicas matemáticas e estatísticas.

Para ir direto à questão da modelagem econômica, eu começo perguntando aos alunos o que eles acham que são os passos essenciais do estabelecimento (desenho) de um modelo.  Como as respostas são as mais diversas, inicio a discussão, passo a passo, das seguintes etapas:

1- A caracterização do Problema a ser tratado;

2- O levantamento de Hipóteses, suposições, assunções sobre o que pode explicar o problema;

3- A Construção da Teoria (caso não exista, ou a corroboração de alguma, caso exista);

4- O Teste da Teoria

Neste momento eu gosto sempre de colocar um exemplo. E o que mais utilizo é o da Teoria do Consumo de Keynes (John Maynard Keynes). No software Winecon há uma boa referência que serve de um exemplo adequado para demonstrar o uso de um modelo em Economia (a ser colocado em seguida).

Uma boa referência para colocar neste tema é um texto do Prof. Hal Varian, “How to Build an Economic Model in Your Spare Time“, que você pode acessar aqui!

Participação do crédito no PIB do Brasil ainda é pequena, 33%

setembro 28, 2007

Nos últimos 30 anos temos (nós profissionais de Economia) nos acostumado a falar de restrição ao crédito.  Recentemente o governo federal tem se bagado de que “nunca na história do Brasil” o crédito cresceu tanto.  Não deixa de ser verdade que o crédito em geral tem aumentado no país, mas estamos muito longe, mesmo dos nossos contrapartes dos países emergentes.

Matéria interessante do jornal Valor Econômico retrata bem isso. Na comparação com outros países, o Brasil ainda tem uma participação baixa do crédito no PIB, de 33%.  Em países como a Malásia, China e Tailândia, este percentual fica em torno de 100%. Nos países como os Estados Unidos, chega a 164%, conforme dados do Banco Mundial.

habitacao-puxa-credito.jpg

Mercado brasileiro de higiene, perfumes e cosméticos tira da França o terceiro lugar no ranking global

setembro 27, 2007

A indústria brasileira de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos avança a um ritmo só visto nas economias asiáticas.  De 1996 a 2006, o crescimento anual médio foi de 10,9%, perante 2,6% da indústria em geral e igualmente 2,6% do PIB nacional.

Não foi, então, por acaso que o Brasil passou, em 2006, do quarto para o terceiro lugar no ranking mundial, desbancando a França.  Este e outros dados (como podem ser vistos nas figuras abaixo) estão numa pesquisa que foi feita pelo jornal Valor Econômico, e que chegou aos assinantes na data de ontem (26/09). 

Pois é; como estamos argumentando no blog Acerto de Contas, gosto se discute mesmo!

mercado-global-cosmeticos.jpg       painel-da-beleza.jpg      indicadores-ind-da-beleza.jpg

TV USP: Universidade coloca no ar seis canais acadêmicos gratuitos

setembro 26, 2007

Deu na Folha de São Paulo de hoje. A Universidade de São Paulo colocou no ar, na semana passada, a IPTV USP (iptv.usp.br). Com seis canais voltados para a comunidade acadêmica, a emissora está preparada para a transmissão ao vivo de eventos; além disso, vai ser uma plataforma de distribuição de programas feitos por alunos de vários cursos da universidade.

Eis aí um belo exemplo que poderia ser adotado na Universidade de Pernambuco-UPE.  Há algum tempo eu havia sugerido à gestão do Reitor Emanuel Dias que a UPE deveria ter um Centro de Artes, só que combinando Artes com Tecnologia.  Eis aí uma boa oportunidade para iniciar algo desta natureza!

Exercício da AULA 2

setembro 26, 2007

Conforme prometido na segunda aula, gostaria que vocês fizessem o teste abaixo, para que o comentemos na próxima aula! 

TESTE CEREBRAL – SENTIDO HORÁRIO OU ANTI-HORÁRIO?

“Observe a figura de fundo. Segundo alguns estudiosos, se você vê a mulher girando no sentido horário, significa que trabalha mais o lado direito do cérebro. Se, no entanto, você a vê girar no sentido anti-horário, utiliza mais o lado esquerdo do cérebro. Faça a experiência… O teste é realmente sensacional. Comecei vendo o giro no sentido horário.
Quando começo a formular mentalmente questões matemáticas (que usam o lado racional do cérebro, o esquerdo), imediatamente ela muda o sentido de giro para anti-horário. Se eu começo a cantar, nova mudança para o sentido horário (cantando você usa o lado direito, subjetivo, artístico).
O mais interessante nessa fórmula que encontrei é que consigo ver o instante em que ela pára e muda o sentido de giro. E as alternâncias provocadas pelos focos em temas objetivos e subjetivos sempre funcionam conforme indicado no primeiro parágrafo.”

Dica do Carlos Alberto Teixeira, o CAT do caderno “Informática Etc….” do “O GLOBO”.

(clique na figura!) 


AULA 2

setembro 26, 2007

Inicio sempre esta segunda aula com a entrega da ementa do curso, que já  coloquei no post de apresentação deste curso.  E ao entregar, vou dando detalhes do que cada etapa representa, e de como desenvolvo minhas avaliações.  Neste II semestre de 2007 comecei a estabelecer a publicação do curso neste blog, o que dá mais liberdade para consulta, já que muitos dos alunos gostam de “copiar” tudo aquilo que o professor está falando (o blog procurará evitar isso). 

Nesta segunda aula costumo estabelecer um marco de referência do território onde eu navego.  Em outras palavras, gosto de esclarecer, de partida, que eu vou dar ênfase à Sociedade do Século XXI, e à Economia que dá base a esta Sociedade, que alguns estão denominando de Economia da Informação ou Economia do Conhecimento.

Sendo assim, do ano 2001 para cá sempre apresento um slide que considero crucial para a definição do que hoje se denomina de Economia, ou Sociedade, da Informação. Trata-se do slide abaixo (com adaptações minhas), produzido pela EMC Corporation, dos EUA, que contratou o Professor Hal Varian para responder uma única pergunta:

“Quanta informação se produz no mundo hoje?” (ou seja, o estudo foi feito no ano 2000).

Com base numa metodologia inédita, e com uma equipe multidisciplinar, o Prof. Varian chegou a vários resultados, dentre os quais se destacam os seguintes: a) desde tempos imemoriais é possível “computar” que a humanidade deva ter produzido cerca de 57 bilhões de gigabytes (um Gigabyte, ou seja, um bilhão de bytes, é equivalente ao armazenamento de toda Quinta Sinfonia de Beethoven) de informação; b) nos tempos atuais a produção de informação mundial já nasce predominantemente digital; e, c) a quantidade de informação nova que vem sendo criada duplica a cada ano. Se considerarmos que a produção anual é da ordem de 1 a 2 bilhões de gigabytes de informação (em 2003 o Prof. Varian reviu estas estimativas afirmando que ao invés de 1 ou 2 bilhões de gigabytes, tendo como referência o ano de 1999, o correto seria entre 2 ou 3 bilhões de gigabytes, ou melhor, 2 ou 3 exabytes), entre os anos de 2003 e 2004 devemos ter produzido mais informação no mundo do que em quase toda história da humanidade.

Uma vez tendo mostrado este slide, pergunto o que os alunos acreditam possa ter ocorrido ao longo de todos estes anos (desde 40 mil anos Antes de Cristo) com o ser humano (no sentido da anatomia biológica).  Como muitos ficam em dúvida, parto logo para dizer que uma parte do corpo humano que evoluiu ao longo deste período foi o nosso crânio.

Portanto, e olhando para o slide, se ao longo de toda uma história recente a humanidade produziu algo em torno de 57 bilhões de gigabytes de informação (de acordo com o estudo do Prof. Varian), e se nesta trajetória nosso crânio aumentou cerca de 2 a 3 vezes em tamanho, o que poderá acontecer com os nossos crânios no futuro, já que entre 2003 e 2004 (pelo slide) produzimos mais informação do que toda a nossa história?

Neste momento coloco o slide de um ser humano que identifiquei outro dia (ver slide abaixo).  Fico sério para não demonstrar que estou brincando, e espero para ver a reação de todos (a surpresa e os risos são visíveis!).

grandecerebro.jpg

Geralmente, depois que os alunos vêem o slide há sempre algum (ou alguma) que aponta a cabeça do homem aumentou mas a da mulher não, o que deflagra uma pequena discussão sobre gênero que contribue para dar uma breve pitada lúdica à aula.

Logo em seguida apresento um slide (abaixo) o Prof. Stephen Hawking, retirada do seu livro Universo numa Casca de Noz, onde ele acredita, de alguma forma, na possibilidade de gerarmos embriões fora do corpo humano que permitirá maiores cérebros, e portanto, mais inteligência. 

embriao-1.jpg

Mas fugindo da explicação física, argumento que uma das maiores razões para que todos nós não nos preocupemos em termos no futuro um mundo povoado por “seres de cabeças-grandes”, é o fato de que o Homem, reconhecendo suas limitações biológicas para processar muitas informações, usou sua inteligência e praticamente passou esta tarefa (processar grandes volumes de informação) para as máquinas, ou sej,a para os computadores. 

Isto é, para se adaptar a este mundo de abarrotamento de informações (the information overload) ele (Homem) inventou a Ciência que lida com isso: A Ciência da Computação!

A partir deste ponto, começo a indagar o que, de fato, diante deste information overload, fazemos para tomar as decisões que tomamos no nosso cotidiano.  Como nosso cérebro processa as informações que processamos?

Sem precisarmos entrar numa discussão sobre Neurociência (é bem verdade que hoje nós temos a Neuronomics, uma utilização pela Economia dos avanços da Neurociência, que, à título de ilustração, como apresentado na figura abaixo, aponta que as redes neurais influenciadas pela comida, pela droga, e pelo dinheiro, transmitem idênticas sensações ao indivíduo), eu tenho apresentado desde 2003 um slide (mais à frente) que sintetiza, de alguma forma, a contribuição de dois grandes nomes da Economia, que estudaram durante anos os vieses sistemáticos entre nossas crenças e as decisões que tomamos.

neuronomics.jpg

Este dois nomes são Daniel Kahneman e Vernon Smith, que conquistaram o Prêmio Nobel de Economia em 2002 : o primeiro por ter integrado insights da pesquisa psicológica na ciência econômica, especialmente no que diz respeito ao julgamento humano e o processo de tomada de decisão em incerteza, e o segundo por ter estabelecido experimentos de laboratório como um instrumento de análise econômica, especialmente no estudo de mecanismos alternativos de mercado.

E foi da palestra do Prof. Kahneman de aceitação do Nobel, que você pode ver aqui, que eu retirei seu “Mapa da Racionalidade Limitada“, cuja figura central é a que coloco abaixo.

kahneman.jpg

Eu tomo algum tempo explicando o que significa este mapa fazendo uma analogia como o computador; eu chamo os sub-sistemas (Percepção, Intuição e Raciocínio) de Kahneman de Barramentos, onde há a camada de Processo eu denomino de Sistema Operacional, e onde há a camada de Conteúdo eu chamo de Dados e Informações. A partir de então vou fazendo as diferenciações, e pergunto ao final de toda a explicação, o seguinte:

“Diante disso vocês ainda acreditam que nós seres humanos, na maior parte do tempo, somos racionais nas nossas decisões?”

Prosseguindo na abordagem da Racionalidade, também costumo colocar como os filósofos contemporâneos estão tratando esta questão.  Neste sentido, gosto de apontar os trabalhos de Jurgen Harbermas, um dos maiores filósofos da atualidade, criador da Teoria do Agir Comunicativo (ver figuras abaixo).  Habermas é defensor da idéia da existência de duas racionalidades: uma chamada instrumental, que é voltada ao êxito, e outra, chamada comunicativa, que é voltada ao entendimento (ver figura abaixo).  Portanto, por mais que um projeto, uma decisão, ou seja, algo apresente uma racionalidade inerente, se não houver um entendimento entre os entes impactos por este projeto ou decisão, os mesmos podem estar comprometidos.

teoria-do-agir-comunicativo.jpg     habermas.jpg

AULA 1

setembro 25, 2007

Neste meu curso de Introdução à Economia costumo tomar a primeira aula como sendo um marco importante do curso.  Dedico uma boa parte do tempo às apresentações, tanto minha quanto de cada um dos alunos. Costumo perguntar (a cada aluno) três questões básicas: a) Por que escolheu o curso que escolheu?; b) Se fez curso médio em escola pública ou particular; e, c) Se fez curso médio no Recife, no interior do Estado, ou fora do Estado.

Ao final de todas as apresentações discorro um ponto sobre este estágio novo dos alunos (a entrada na Universidade).  Pergunto se conhecem a UFPE (se não, que devem conhecê-la em maior detalhe, principalmente pelo fato dela possuir 10 centros de conhecimento), e tento demarcar um território comentando o seguinte:

“Até agora vocês foram preparados para responder questões. Para tudo que vocês fizeram até o momento haviam questões prontas e vocês esmeraram em respondê-las. No entanto, agora vocês estão entrando num mundo novo onde vocês estarão sendo preparados para formular questões, e isso não é tão simples quanto possa parecer”.

A partir daí inicio uma aventura de captura da atenção dos alunos para fazê-los perceber como o conceito de Economia é fácil de ser compreendido.  Tento começar pela natureza humana. O que somos? Como pensamos? Como fazemos nossas escolhas? O que determina as nossas decisões?  Neste momento tento fazer os alunos pensarem sobre isso, e procuro dar exemplos que possam “clarear” as idéias.  É importante lembrar que, como primeiro dia de aula, ainda existe muita inibição, muito receio, muita cautela nos depoimentos. Coisa que muito natural em jovens de 17, 18, 19 anos que estão tomando contato pela primeira vez em suas vidas com a disciplina de Economia.

E para quebrar o gelo, digo logo de partida que a Economia é um campo do saber que cuida de um órgão importante do corpo humano (nesta hora percebo que a inquietação é generalizada, uma vez que ninguém imagina que Economia lide com o corpo humano!), que é o NOSSO BOLSO!

Voltando à natureza humana, procuro apontar que nós seres humanos temos muitos DESEJOS (e bote muito nisso!), e eles não deixar de surgir.  Todos os dias acordamos com novos desejos e ao longo do tempo nós procuramos de alguma forma satisfazê-los; desejamos ir para a universidade, desejamos ser profissionais, desejamos formar família, etc, etc!

Mas na busca da satisfação destes desejos nos confrontamos com a realidade da finitude dos recursos ao nosso redor.  E é daí que surge a idéia de ESCASSEZ, que é o conceito central em Economia. Ou seja, habitamos um planeta que tem recursos que são finitos: a terra (os recursos minerais), o ar que respiramos, a água (parte constitutiva do nosso corpo humano).

E é exatamente em função desta escassez que somos levados/forçados a fazer ESCOLHAS.  Ou seja, como nem tudo está à nossa disposição, e como aspiramos satisfazer nossos desejos, somos praticamente forçados a tomar decisões que implicam em escolhas alternativas.

Sendo assim, como pode ser visto na primeira figura apresentada em sala (ver slide), a Economia nada mais é do que a Ciência que lida com a alocação de recursos que são finitos para a satisfação de desejos/necessidades que são infinitos.   Nos slides seguintes comentamos, então, as três questões fundamentais da Economia.  Se temos que fazer escolhas sobre a satisfação dos nossos desejos:

1- O que, e quanto, produzir?

2- Como produzir?

3- Para quem produzir?

Em seguida “brincamos” um pouco sobre as três “verdades”  da Economia para, logo após, tratarmos de algo mais complexo: como decidimos o que decidimos?  Nesta momento preparo o terreno para uma discussão que se segue e que está na natureza da distinção que faço nos dias de hoje sobre o que está por trás das nossas decisões: a razão ou a intuição?  E aqui comento um pouco sobre os cogitos de Rene Descartes e de Antonio Damásio.

Gosto não se discute?

setembro 25, 2007

 

(Desenho de Amanda Costa)

“Durante esta semana estive mais uma vez envolvido com uma discussão interessante: a questão da classe média. E ela me ressurgiu de algumas direções. A primeira delas, e que comentei no meu blog, veio através do anúncio do novo blog do economista Paul Krugman.”

Esta é a introdução ao meu artigo de hoje no blog Acerto de Contas, que você pode acessar aqui, ou pode baixar no formato pdf aqui!

A Economia do Reuso de Software

setembro 24, 2007

“O reuso de software é o uso de software existente para o desenvolvimento de novo software. No reuso de software duas decisões estão envolvidas. A primeira é se devemos, ou não, adquirir software para reusar. Sistemas operacionais devem ser comprados, bibliotecas de códigos devem ser desenvolvidas, ou compradas, arquiteturas de domínio específico para famílias de produtos devem ser produzidas. Se o software a ser reusado já é possuído como resultado de outra atividade, esta decisão é desnecessária.

A segunda decisão é se devemos, ou não, reusar software em instâncias particulares. A questão é: o desenvolvedor deve escrever uma rotina, ou deve buscá-la na Internet? Justamente pelo fato de que o processo de reuso de software envolve encontrar software, entender como reusá-lo, e talvez, modificá-lo antes de ser de fato reusado, pode ser mais atrativo para redesenvolver.”

Esta é a introdução ao meu novo artigo na coluna Cultura Rai-Tec, no JC-Online, que você pode acessar aqui, ou baixá-lo no formato pdf aqui!

Curso de Introdução à Economia (II semestre 2007)

setembro 24, 2007

A partir deste II semestre de 2007 estarei colocando meu curso de Introdução à Economia disponível aqui neste blog.  Minha intenção é tornar público aquilo que venho ministrando, as referências bibliográficas, o material acessório que paulatinamente vou disponibilizando aos alunos, etc.  É uma maneira que estou pensando de sistematizar o material que venho recolhendo nos últimos 8 anos, principalmente nesta disciplina que reputo de extrema importância, porque ela inicia os alunos neste universo tão amplo das Ciências Econômicas.

Apesar de estar ensinando esta disciplina nos últimos 8 anos, ela nunca é a mesma em cada semestre.  Como tenho tido estudantes de diversos cursos (Direito, Pedagogia, Engenharias variadas, Ciência da Computação, mais propriamente), os quais variam a cada semestre letivo, sempre há diferenças de públicos, o que me motiva a variar as temáticas que servem de exemplo ao material teórico, bem como o enfoque nas metodologias de avaliação.

Como vocês podem ver pelo programa que hoje disponibilizo, algo que é fundamental é decidir sobre temas que são mais importantes de serem privilegiados. Daí a seleção que segue abaixo.  Nem sempre é possível seguir à risca um programa pré-estabelecido; mas é necessário estabelecer um compromisso mínimo com o que é antecipado aos alunos, como o faço agora.

Não tenho o costume de adotar um livro-padrão para ser seguido.  Considero, todavia, que um em particular me agrada muito.  Trata-se do “Manual de Economia”, da Equipe de Professores da USP, publicado pela Editora Saraiva (minha última edição é a 5a., de 2004).  Em 2006 os professores da USP resolveram adaptar este Manual para a disciplina de Introdução à Economia, e o resultado foi um novo livro, intitulado “Manual de introdução à economia”, também editado pela Saraiva em 2006. 

Apesar dele, existem vários outros livros também interessantes que podem servir de base a um curso como o meu, tais como “Fundamentos de Economia“, de Marco Antonio S. Vasconcellos e Manuel Garcia, da Editora Saraiva (o que tenho é de 2000); “Introdução à Economia”, de Eraldo Sérgio da Silva e Joaquim Ornelas Neto, da FTD (o meu é de 1996); “Introdução à Economia“, de Roberto Luis Troter e Francisco Mochón, da Makron Books (o meu é de 1999); “Economia“, de Paul Wonnacott e Ronald Wonnacott, da Makron (o meu é de 1994); “Introdução à Economia“, de José Paschoal Rosseti, da Editora Atlas (o meu é de 2000); além de outros.

Os próximos posts serão usados para agregar material do cursos enquanto ele estiver sendo dado neste segundo semestre de 2007 (as aulas começaram no dia 18/09/2007).

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INTRODUÇÃO À ECONOMIA

Professor: José Carlos Cavalcanti

(Blog: https://jccavalcanti.wordpress.com )

(E-mail: cavalcanti.jc@gmail.com )

Segundo Semestre de 2007 

METODOLOGIA 

Este curso, que será composto de aulas teóricas e práticas, utilizará, de algum modo, o software WINECON voltado especificamente para a utilização de ferramentas da informática no ensino de Economia. O WINECON foi desenvolvido pelo The Economics Consortium of Teaching and Learning Technology Programme (TLTP), com financiamento do Higher Education Funding Council do Reino Unido. Serão também abordados assuntos em estruturação na literatura tradicional, como a Economia dos Bens de Informação, as Economias Baseadas no Conhecimento e assuntos relacionados.

 EMENTA 

Introdução  

1-      O que é Economia ?

2-      Evolução do Pensamento Econômico

3-      Sociedade Contemporânea 

Microeconomia 

4-      Introdução à Demanda e à Oferta

5   Produção e Custos

6-   Concorrência Perfeita 

7-   Concorrência Imperfeita

8-   Regulação de Mercados e Falha de Mercado

9-   Fatores de Produção  

Macroeconomia  

10- Contabilidade Nacional

11- Modelo de Renda e Gasto

12- Oferta e Demanda de Moeda

13- Teorias da Demanda Agregada

14- Teorias da Oferta Agregada

15- Políticas Fiscal e Monetária

16- Desenvolvimento Econômico  

Economia Brasileira Contemporânea 

AVALIAÇÃO 

A avaliação será feita a partir da participação em aula e trabalhos escolares.  Ela levará em conta a observação de 05 competências (domínio de linguagem; compreensão e interpretação de fenômenos; solução de problemas; construção de argumentos; e elaboração de propostas). A bibliografia recomendada será dada ao longo do curso.


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