Archive for junho \30\UTC 2007

China 2.0

junho 30, 2007

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“Agora vem a China 2.0 

Esqueça Google e Yahoo.  As ações de companhias chinesas da Internet estão verdeiramente no fogo, e os analistas vêm mais coisas pela frente”.

Esta é uma excelente matéria que saiu dia 28/06 na CNNMoney.com.  Mais detalhes aqui!

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Aumento na desigualdade social na Alemanha

junho 30, 2007

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Continuando a série sobre desigualdade social, encontramos mais um texto desta vez apontando para o aumento da desigualdade na Alemanha.

Eis abaixo o início do artigo, que pode ser baixado aqui:

“A desigualdade de renda aumentou dramaticamente nos EUA ao longo das décadas passadas, com outros países Anglo-Saxões acompanhando.  A pesquisa existente sugere, no entanto, que os países continentais europeus não têm experimentado aumentos similares na desigualdade de renda.  Nossa pesquisa, recentemente liberada como o Trabalho para Discussão CEPR No. 6251, mostra que apesar da desigualdade de renda na Alemanha ter ainda que atingir as proporções dos EUA, a tendência é naquela direção.  Os ricos da Alemanha estão ficando mais ricos, e seus super-ricos estão ficando mais super-ricos”. 

Dias preguiçosos e nebulosos para o sortudo Lula

junho 29, 2007

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Eu pensava que finalmente durante o governo FHC a imagem do Brasil tinha mudado para melhor.  Afinal, há muitos anos um Presidente Europeu havia dito isso sobre o nosso país: “este não é um país sério!”

Mais eis que bastaram 5 anos de Lula para desconstruir tudo. Vejam só o título da matéria que está na nova The Economist (e vejam só o “sortudo preguiçoso”  na charge!).   A matéria navega nos escândalos de corrupção que cercam o Planalto, fala dos bons tempos da economia que não são aproveitados para as mudanças que se fazem necessárias, em meio a um governo com 35 ministros (pasmem, 35, e a revista ironiza falando que tem um para “planejamento estratégico”).

Mas um dado me chamou atenção. Apesar de já saber, soa estranho quando é dito por estrangeiros.  A revista nota que o maior jornal do Brasil, a Folha de São Paulo, é lido nacionalmente por 300 mil pessoas, num universo de 190 milhões de brasileiros.  Ou seja, somos mesmo um país de incultos!

Realmente é uma vergonha, e talvez o governo Lula esteja querendo “levar a sério” a máxima de De Gaulle acima!

China: Pobreza caindo Desigualdade subindo!

junho 29, 2007

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Continuando esta linha de pobreza e desigualdade no mundo, encontrei algo interessante sobre a China, fenômeno econômico e social mais importante deste início de século.

Pois é!  A pobreza na China tem caído massivamente, mas outras disparidades sociais – particularmente a desigualdade em renda – têm crescido. David Dollar, Diretor do Banco Mundial para a China, escreveu um artigo importante sobre isso, que você pode acessar aqui!

A guerra contra a pobreza foi vencida!

junho 27, 2007

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Ao colocar no ar o post sobre Desigualdade Social nos EUA, lembrei-me de algo que ocorreu na minha aula de  Introdução à Economia, ontem à noite, para alunos do Curso de Engenharia Química da UFPE.

Eu estava apontando os seguintes números (retirados de um artigo do prêmio Nobel de Economia de 1995, Prof. Robert Lucas).   De 1960 a 2000 a população mundial cresceu de uns 3 bilhões para 6,1 bilhões, ou seja, a uma taxa anual de 1,7%.  No mesmo período a produção mundial cresceu mais que a população, de US$ 6,5 trilhões em 1960, para US$ 31 trilhões em 2000.  Ou seja, a produção mundial foi quase multiplicada por 5 ao longo de um período de 40 anos, crescendo a uma taxa de 4% a.a. 

A produção per capita – renda real, que é a produção dividida pela população- então cresceu a uma taxa de 2,3% a.a., o que quer dizer que o padrão de vida do cidadão global médio mais que dobrou…..  A raça humana total está ficando mais rica a taxas históricas sem precedentes.  Crescimento econômico não é a exceção no mundo de hoje: é a regra.

Logo que terminei de apresentar estes números, uma estudante levantou o braço de disse: “mas Professor,  eu não estou conseguindo entender estes números, já que eu só vejo pobreza!”

Na realidade esta é uma confusão muito grande entre as pessoas: trocar pobreza por desigualdade.  Depois constatei que ela queria mesmo é destacar a desigualdade.

De qualquer forma, o que o post da Desigualdade nos EUA mostra é que o país mais rico do mundo está ficando mais desigual, e não mais pobre! 

E para trazer ao leitor dados sobre o que vem acontecendo sobre a pobreza mundial (e a desigualdade social no mundo), e que corrobora os números acima do Prof. Lucas, basta apontar uma recente trabalho de outro economista, o Prof. Xavier Sala-i-Martim.  No resumo deste trabalho ele aponta:

We estimate the World Distribution of Income by integrating individual income distributions for 138 countries between 1970 and 2000. Country distributions are constructed by combining national accounts GDP per capita to anchor the mean with survey data to pin down the dispersion. Poverty rates and head counts are reported for four specific poverty lines. Rates in 2000 were between one-third and one-half of what they were in 1970 for all four lines. There were between 250 and 500 million fewer poor in 2000 than in 1970. We estimate eight indexes of income inequality implied by our world distribution of income. All of them show reductions in global inequality during the 1980s and 1990s.”

Em resumo, a guerra contra a pobreza está sendo vencida.  Para maiores detalhes deste trabalho seminal do Prof. Sala-i-Martim, acesse o site do Quarterly Journal of Economics aqui!  Este artigo é gratuito!

Desigualdade Social: nos Estados Unidos!

junho 27, 2007

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Eu já estudava isso há algum tempo (vejam este meu post de 18/12/2006), observando uma nova geração de brilhantes economistas (como Daron Acemoglu, do MIT/EUA, dentre tantos outros), mas agora está virando “moda” a velha geração de economistas começar a falar sobre este tema. Trata-se da crescente desigualdade social nos EUA (é; não é só no Brasil que isso existe!). 

E uma das cabeças mais influentes na economia internacional, o Professor Lawrence Summers, que já foi Secretário Adjunto do Tesouro Americano e Reitor da Universidade de Harvard, é um dos que estão levantando a voz (e o verbo) para apontar os desafios postos pelo crescimento da desigualdade lá no país mais poderoso do mundo (e se agravando mais ainda no período Bush).

Vejam abaixo o que ele escreveu no dia 24/06 em sua coluna no jornal inglês Financial Times (infelizmente o artigo está em inglês):

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Harness market forces to share prosperity

By Lawrence Summers

Published: June 24 2007 19:34 | Last updated: June 24 2007 19:34

When I studied economics in graduate school a generation ago we were taught that it was a “stylised fact” that the US income distribution was very stable. We were shown that the fraction of the population in poverty tracked almost perfectly the performance of median family income over time and that productivity growth and average real wage growth moved together, with both declining sharply after the oil shocks of the 1970s. These observations led naturally to the conclusion that the main way of reducing poverty or increasing the incomes of middle income families was raising the rate of economic growth.

Today, we have another generation’s worth of data including the experience of the information technology-driven re-acceleration of productivity growth in the 1990s. This experience forces a reassessment of the earlier economic orthodoxy. It can no longer plausibly be asserted that the income distribution is relatively static or that average wage growth tracks productivity growth. Indeed, in a recent paper on tax policy prepared for the Hamilton project, my collaborators and I concluded from Congressional Budget Office data that, since 1979, changes in income distribution had raised the pre-tax incomes of the top 1 per cent of the population by $664bn or $600,000 per family – an increase of 43 per cent.

By definition what one group gains from changes in the distribution of income another group must lose. The lower 80 per cent of families are $664bn poorer than they would be with a static income distribution, which works out to $7,000 less in income per family or a 14 per cent loss. To put this in some perspective, the total gain in median family incomes adjusted for inflation between 1979 and 2004 was only 14 per cent. If middle income families had shared fully in the economy’s income growth over the past generation their incomes would have risen twice as rapidly!

While the most recent data available for performing these calculations come from 2004, it appears that the trend towards increased inequality is continuing and may even be accelerating, and will continue even in years when the price of stocks and other assets does not rise abnormally. It also appears that these trends reflect far more than increases in the financial return from education, as the top 1 per cent of the population has pulled away from the rest of the top 10 per cent and the top 0.1 per cent has pulled away from the rest of the top 1 per cent.

Public policy has been successful in cushioning the impact of these trends but in some cases, such as President George W. Bush’s tax cuts, has actually exacerbated them. Of even greater concern is the growing suspicion that gaps in educational access for children and in life expectancy across the population may well be increasing. The observation that trends of the type observed in the US are also observed in other industrialised countries – in particular the English-speaking countries – suggests that something quite fundamental is at work.

What should be done? As is often the case in economic policy the answers are not entirely clear but probably lie between the extreme positions on offer. In the face of the experience of the past generation it is no longer credible, if it ever was, to argue that the goal of economic policy should be only to increase the size of the economy and that addressing questions of its distribution is populist or divisive. Given what has not happened to the pay cheques of average workers over the period of the information technology-induced acceleration in productivity and cyclical expansion, it is not plausible to suppose that policies that focus only on aggregate economic growth are sufficient to meet current challenges.

Equally, arguments that suggest the only way to raise the incomes of middle-class families is through measures to regulate business practices more heavily or to restrict increases in international trade are very dangerous. As much justified concern as we have about increased inequality, we need to recognise that it could be much worse if the economy had not been able to achieve the combination of under 5 per cent unemployment and sub-3 per cent inflation that we have enjoyed for much of the past decade. This surely would not have happened without the US economy benefiting from greater global integration. As western Europe’s long experience with unemployment rates that in some cases are more than double American rates illustrates, we would be taking great risks if, in the name of benefiting workers, we took steps that made production in the US less competitive in the global marketplace.

The right approach is activist but it embraces activism that goes with – rather than against – the grain of the market system. This is not a new idea. The enduring legacy of the New Deal is not the many measures taken to regulate prices or increase public employment. It is the measures such as securities regulation and Social Security that do not seek to oppose but channel market forces and mitigate their consequences.

The challenge for those running for president of the US in 2008 – a challenge very different from that faced by presidential candidates until very recently – will be to develop a mandate for policy approaches that can ensure prosperity is more fully shared without threatening its fundamental basis.

The writer is Charles W. Eliot university professor at Harvard

O crescimento recente das cidades brasileiras (2)

junho 26, 2007

“Dando continuidade ao que havíamos tratado no artigo do dia 19/06/07, hoje vamos abordar os resultados do trabalho intitulado “Um Exame dos Padrões de Crescimento das Cidades Brasileiras”, desenvolvimento conjuntamente pelos economistas do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e do Banco Mundial Daniel da Mata, Uwe Deichmann, J. Vernon Henderson, Somik V. Lall e Hyoung G. Wang, e divulgado em janeiro de 2006.

Segundo este estudo, nos últimos 30 anos o Brasil acomodou sua crescente população tanto com o crescimento das cidades já existentes quanto com o surgimento de novas. 

Mais de 80% da população do país vive em áreas urbanas, contra um valor de 56% em 1970.  De acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), a totalidade do crescimento populacional, que ocorrerá nas próximas três décadas, será nas cidades, quando a taxa de urbanização esperada excederá 90%.

Esse fenômeno adicionará aproximadamente 63 milhões de pessoas às cidades brasileiras, e a população será de 200 milhões.”

Esta é a introdução ao meu artigo de hoje no blog da Folha de Pernambuco, que você pode acessar aqui!

Xerox entra no mercado de busca

junho 26, 2007

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Deu ontem no TechCrunch: a Xerox anunciou sua entrada no mercado de busca esta semana com o FactSpotter, um software de busca de documentos que diz ir além da convencional busca de palavra chave.

FactSpotter é um software de mineração de textos que combina um engenho linguístico que permite usuários fazerem pesquisa em linguagem cotidiana. FactSpotter procura as palavras-chave contidas numa pesquisa no contexto em que as palavras pertencem.

Mais sobre o FactSpotter aqui!

Social Networking Conference

junho 26, 2007

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“Crescente aumento de tamanho da Comunidade Internet … e da receita!” 

Muitos sugeriram que o uso de Internet móvel irá eclipsar o uso de computadores e laptops. Para a indústria de redes sociais esta tecnologia representa a estrada para o futuro. As redes sociais móveis são mais fortes na Europa e estão crescendo significativamente no Far-Este.  O uso móvel norte-americano de aplicações web cresceu significativamente ao longo dos últimos 12 a 18 meses.

Depois de 2 anos, o evento “Social Networking Conference” (Conferência de Redes Sociais) está de volta aos EUA e acontece em San Francisco, nos dias 26-27 de julho próximos. Este evento irá focar unicamente em mercados móveis para negócios de Redes Sociais. Será para executivos de redes sociais que têm um interesse sobre novas tecnologias, estratégiasde mercado, gerência de negócios, redes e telecomunicações móveis.

O site da conferência você encontra aqui

The Oxford Handbook of Information and Communication Technologies

junho 22, 2007

Book

A Oxford University Press (da Inglaterra) lançou em março deste ano o livro com o título acima.  É uma abordagem das TIC’s com o olhar dos economistas (e economistas britânicos, em sua maioria).   Pelo conteúdo do livro (que você pode acessar aqui), o livro é uma grande contribuição ao entendimento do papel das TICs na sociedade e na economia.


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