Archive for novembro \30\UTC 2007

Sector de Tecnologias de Informação e Comunicação, estatísticas e políticas do avanço, e do atraso

novembro 30, 2007

Vejam só o que um contexto saudável, progressista e antenado com o futuro pode fazer por um setor econômico.  No Canadá as estatísticas do setor de tecnologias de informação e comunicação podem ser consideradas como o que há de mais avançado no mundo.  Os detalhes e a riqueza dos dados são inquestionáveis (ver aqui).

Por outro lado, aqui em Pernambuco, as estatísticas de desempenho do setor de TICs (estudo projetado e conduzido de forma pioneira, e única no Brasil até recentemente) foram canceladas pelo novo governo. 

Pode ser que haja uma razão: foi feita pelo governo anterior!

Incerteza Jurisdicional e Crescimento Econômico de Longo Prazo-Final

novembro 27, 2007

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“No artigo da semana passada, apresentamos o que é a tese da incerteza jurisdicional que foi proposta pelos economistas Edmar Bacha, Pérsio Arida e André Lara Resende para designar a incerteza sobre a estabilidade e a segurança dos contratos financeiros firmados sob jurisdição brasileira.

Mas será que este fenômeno só ocorre no Brasil? Segundo os proponentes da tese outros países também têm incerteza jurisdicional, mas as taxas de juros reais de curto prazo são bem menores. Exemplo típico seria o Peru. Segundo eles nos países em que há incerteza jurisdicional (e em que, portanto, inexiste crédito de longo prazo) o mercado financeiro de curto prazo tende naturalmente a se dolarizar. Esse é o caso do peru, bem como da grande maioria dos países latino-americanos.”

Esta é a introdução ao meu artigo de hoje no blog Acerto de Contas, que você pode acessar aqui, ou pode baixar no formato pdf aqui!

O BOVESPA MAIS e o Desenvolvimento Estratégico do Segmento de PMEs de TICs no Brasil

novembro 26, 2007

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“Na letterícia desta semana vamos argumentar que o segmento de pequenas e médias empresas-PMEs de tecnologias de informação e comunicação-TICs do Brasil pode encontrar um novo caminho para poder crescer e ganhar novos mercados. Este novo caminho se chama o Mercado de Capitais. No entanto, este caminho não pode ser trilhado nem de “peito aberto” nem de maneira amadorística; ele teve ser buscado atendendo aos fundamentos de uma robusta estratégia de desenvolvimento da área de TICs do país, a qual esteja antenada com o novo ambiente de retomada do crescimento econômico sustentado nacional.”

Esta é a introdução à newsletter desta semana da Creativante, que você pode acessar aqui, ou pode baixar no formato pdf aqui!

USP, Unicamp e o ranking das universidades

novembro 26, 2007

Artigo muito interessante do Reitor da Unicamp, Prof.  José Tadeu Jorge , publicado ontem no jornal Folha de Sâo Paulo, reproduzido aqui.

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USP, Unicamp e o ranking das universidades

JOSÉ TADEU JORGE


É relevante saber quais qualidades levaram as duas instituições brasileiras a figurar num círculo restrito de universidades de 1ª linha

A INCLUSÃO da USP (Universidade de São Paulo) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) no ranking das 200 melhores instituições de ensino superior do mundo, conforme divulgado pelo “The Times Higher Education Supplement” no início de novembro, é fato que merece atenção e análise. Se não pela posição que ambas ocupam entre milhares de universidades espalhadas pelo mundo, já em si honrosa, seguramente pelo salto que deram desde o surgimento dessa avaliação comparativa, há quatro anos.
A USP, que, na lista anterior, aparecia em 284º lugar, surge neste ano no 175º posto, uma evolução de nada menos que 109 posições. Já a Unicamp saltou do 448º lugar para o 177º, um avanço tão notável a ponto de situá-la ao lado da Universidade de Dublin e à frente de instituições prestigiosas como as universidades de Leicester, Antuérpia, Canterbury, Oslo, Barcelona e Kobe. A Universidade Autônoma do México (192º colocada) é a única outra instituição latino-americana a constar do ranking. Para compor a lista, os organizadores ouviram 5.101 especialistas em todo o mundo, sobretudo acadêmicos, mas também empregadores e estudantes internacionais. E confrontaram publicações relevantes, visando detectar, no período, os textos científicos de maior impacto e influência.
Não chega a ser novidade que os dez primeiros lugares sejam dominados por universidades norte-americanas e inglesas, com Harvard na ponta, e que, fora desse âmbito, apenas quatro instituições -uma canadense, uma australiana, uma japonesa e outra de Hong Kong- apareçam entre as 20 melhores. Outros rankings têm sistematicamente confirmado essa polarização. A primeira universidade européia não anglófona a aparecer é a École Normale Supérieure, da França, no 26º posto. A lista completa se fecha em torno de 28 países, círculo do qual surpreendentemente se excluem, ao menos nessa edição do ranking, sistemas universitários tradicionais como os de Rússia, Índia e Argentina.
Ponto importante a ser considerado, no contexto de levantamentos comparativos dessa natureza, é que, se na Europa a idade das universidades se conta por séculos, no Brasil, ela ainda se conta por décadas. Embora o país tenha instalado suas primeiras escolas superiores isoladas a partir de 1808, com a chegada da corte portuguesa, somente no século 20 passou a haver aqui universidades congruentes, integradoras e capazes de traduzir a “unidade na diversidade”.
As primeiras universidades norte-americanas, Harvard, Yale e Filadélfia, surgiram respectivamente em 1636, 1701 e 1755. Quando foi criada a antiga Universidade do Rio de Janeiro, em 1920, já havia 78 universidades espalhadas pelos Estados Unidos e 20 pela América Latina, como as de São Domingos, fundada em 1538, São Marcos, no Peru (1551), México (1553), Bogotá (1662), Cusco (1692), Havana (1728) e Santiago (1738). Em contrapartida, a USP, alma mater da universidade pública brasileira, surgiu apenas em 1934, e a Unicamp nem bem terminou de comemorar seu quadragésimo aniversário.
Por certo é relevante saber quais qualidades levaram as duas instituições brasileiras a figurar num círculo restrito de universidades de primeira linha. Os próprios critérios de avaliação dão pistas nesse sentido, bem como o processo de ausculta utilizado.
Pesaram fortemente na indicação, não há dúvida, a densidade de seus programas de pesquisa, a inserção internacional de seus pesquisadores, o impacto de seus “papers” no mundo científico, a capacidade de inovação e o cultivo de um modelo que faz da pesquisa e da extensão elementos qualificadores do ensino, com influxo na formação dos estudantes e na preparação de profissionais capazes de intervir nas frentes de desenvolvimento social, industrial, cultural etc.
Tem também seu significado o fato de que as duas instituições sejam de São Paulo, único Estado brasileiro em que as universidades públicas -USP, Unicamp e Unesp- contam com a prerrogativa da autonomia plena, inclusive de gestão financeira. Gerindo a si mesmas desde 1989 graças à vinculação de seus orçamentos à arrecadação do ICMS estadual, essas universidades puderam refinar suas escolhas de prioridades, estabelecer metas e acelerar a qualificação acadêmica de docentes e de gerações sucessivas de alunos.
Os resultados não tardaram a aparecer, com reflexos em praticamente todos os indicadores, como demonstrado em diversas ocasiões. Era natural que, cedo ou tarde, fossem percebidos aqui e além, para estímulo não só da USP e da Unicamp, mas da universidade brasileira como um todo.


JOSÉ TADEU JORGE, 54, doutor em ciências de alimentos, é reitor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e presidente do Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas).

A real contribuição econômica das Pequenas e Médias Empresas-PMEs no mundo

novembro 20, 2007

Muito se fala no Brasil sobre a contribuição das pequenas e médias empresas (tem até instituição ganhando muito dinheiro para mostrar isto). Mas apesar de tudo, muito pouco ainda se sabe sobre a real contribuição delas para a Economia.

Mas,  vejam só que evidência interessante, extraída de um paper do Banco Mundial intitulado “Small and Medium Enterprises across the Globe: A New database“, escrito por Meghana Ayyabari, Thorsten Beck, e Asl1 Demirguç-Kunt, em agosto de 2003.  O estudo envolveu uma amostra de 76 países.

Como mostram os slides abaixo, países com maior nível de renda per capita têm setores de Pequenas e Médias Empresas-PMEs maiores, em termos de suas contribuições para o emprego total e para o PIB.  E que a contribuição geral das pequenas empresas -formais ou informais- são quase as mesmas ao longo dos grupos de renda.  Finalmente, à medida que a renda aumenta, a participação do setor informal diminui e aquela do setor formal aumenta. Detalhe: Brasil está dentro da amostra! 

Quem quiser baixar o texto (uns 28 mb) pode encontrar em: http://ideas.repec.org/p/wbk/wbrwps/3127.html

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Comércio e a Difusão da Revolução Industrial

novembro 20, 2007

Enquanto nós aqui no Brasil estávamos “folgando”  no feriado do dia 15/11, o Prof. Robert Lucas, prêmio Nobel de Economia de 1995, estava no Banco Mundial fazendo uma de suas magníficas palestras sobre Desenvolvimento Econômico Mundial, desta feita apresentando as conclusões de um recente trabalho com o título acima.

A palestra foi gravada em vídeo, e pode ser assistida aqui!

Incerteza Jurisdicional e Crescimento Econômico de Longo Prazo

novembro 20, 2007

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“Na série de artigos intitulada “Está havendo uma “Judicialização” da vida pública no país?”, que divulgamos aqui neste blog, citamos o termo “incerteza jurisdicional”, que foi proposto pelos economistas Edmar Bacha, Pérsio Arida e André Lara Resende para designar a incerteza sobre a estabilidade e a segurança dos contratos financeiros firmados sob jurisdição brasileira.

Nela avançamos um argumento que acrescenta um dado à tese sugerida por estes economistas. Ou seja, em nossa opinião, o fenômeno da judicialização da política, ao invés de contribuir para a diminuição da incerteza de que tratam aqueles economistas, traz consigo, ao contrário, um aumento da incerteza sobre a estabilidade e segurança dos contratos financeiros, uma vez que ele retarda as condições de adimplemento (dispositivos de aplicação) dos contratos relacionados.

Mas o que é na realidade a tese da “incerteza jurisdicional” e como ela se relaciona à discussão do crescimento econômico de longo prazo?”

Esta é a introdução ao nosso artigo desta semana no blog Acerto de Contas, que você pode acessar aqui, ou pode baxiar no formato pdf aqui!

Redes Sociais, na Internet! (Final)

novembro 20, 2007

“No primeiro artigo desta série apontamos o que é uma rede social, mas frisamos que estávamos interessados em tratar dos novos serviços de redes sociais na Internet. E no jogo competitivo pela oferta destes serviços dois gigantes das tecnologias de informação e comunicação vêm travando intensa disputa: Microsoft e Google.

Mas como esta disputa não se restringe unicamente a estas duas empresas, e como a inovação tecnológica neste segmento é intensa, vejamos o que aconteceu nos últimos dias que pode traçar um novo rumo neste competitivo mercado de serviços de redes sociais.”

Esta é a introdução ao nosso artigo desta semana na coluna Cultura Rai-Tec, do JC On-Line, que você pode acessar aqui, ou pode baixar no formato pdf aqui!

Impacto Econômico das Comunicações Móveis na Era 3G (2)

novembro 19, 2007

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“No artigo da semana passada, vimos que já estamos em plena Era da Terceira Geração (3G como é conhecida) de padrões e tecnologia das comunicações móveis, inclusive no Brasil. Mas o que significa isso em termos econômicos? O quê estamos ganhando com este novo padrão tecnológico de comunicações, e o que ele representa para o futuro dos negócios?

A melhor maneira de responder a estas questões é recorrer aos estudos já estabelecidos na literatura econômica. Dos poucos existentes a este respeito, podemos citar o aquele que foi preparado por Lars-Hendrik Roller e Leonard Waverman, intitulado “Telecommunications Infraestructure and Economic Development: A Simultaneous Approach”, publicado na American Economic Review, vol. 91 (4), pp. 909-923, de 2001.”

Esta é a introdução à newsletter da Creativante desta semana, que você pode acessar aqui, ou pode baixar no formato pdf aqui!

As três cabeças do dragão

novembro 14, 2007

Gostei muito de um artigo que saiu no jornal Valor Econômico desta segunda-feira 12/11, razão pela qual estou reproduzindo aqui no blog.  O título do artigo é o deste post!


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