Archive for the ‘Acerto de Contas’ Category

Nova Economia Institucional: Um Livro-Guia

julho 29, 2008

“Você confia nas Instituições? Você confia no Congresso Nacional?  Você acredita que o Superior Tribunal Federal toma decisões imparcialmente? Você crê que o Banco Central do Brasil toma decisões com independência?

Pois bem, todas estas questões estão relacionadas ao que na disciplina de Economia nós denominamos de Economia Institucional, ou seja, a área da Ciência Econômica que estuda sobre como as instituições afetam o desempenho da Economia.”

Esta é a introdução ao nosso artigo desta semana no blog Acerto de Contas, que você pode acessar aqui!

Manual de Economia Anti-Truste

julho 22, 2008

“No passado recente a Brahma se fundiu com a Antártica (empresas privadas de produção de bebidas) e foi criada a AMBEV.  Depois a AMBEV foi incorporada à belga INBEV, que agora comprou a Budwiser americana por US$ 52 bilhões.  Ao que me consta estas transações foram feitas com dinheiro não-estatal.  Agora Oi (ex-Telemar) está comprando a BrT (empresas de telefonia) com dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social- BNDES e do Banco do Brasil, predominantemente.  O que estas duas transações têm em comum?

Ambas são objeto de uma área da Economia denominada Economia Anti-Truste.  Ao longo dos últimos 20 anos, a teoria econômica começou a desempenhar um papel central nas questões anti-truste. Nos seus primórdios, a aplicação das regras anti-truste era vista quase que inteiramente em termos formais (e marcadamente sob a “mão visível” dos advogados); agora é amplamente aceito que a interpretação apropriada destas regras requer um entendimento do como os mercados operam e como as empresas podem alterar suas eficiências operacionais.”

Esta é a introdução ao meu artigo desta semana no blog Acerto de Contas, que você pode acessar aqui!

Mestrado em Engenharia de Serviços e Gestão (em Portugal)

julho 16, 2008

“Tenho sido há vários anos um defensor de uma maior ênfase, tanto na Economia como nas políticas públicas, nos estudos e aplicações sobre o Setor de Serviços. Quando estive à frente da FACEPE- Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco solicitei a alguns economistas daqui do Recife um estudo detalhado do Terciário Moderno de Pernambuco. O trabalho, pioneiro, ainda hoje serve de balizamento para o que entendemos, em termos quantitativos e qualitativos, hoje sobre este segmento no Estado.

As razões para dirigir mais atenção a este setor são evidentes (como já tratamos aqui neste blog no dia 13/05/2008). O setor industrial do país não mais agrega valor à economia como agregava anteriormente, nem emprega mais pessoas como empregava no passado. Em termos de importância econômica, o setor que mais contribui para o PIB brasileiro, e o que mais emprega, é o setor de Serviços.

Segundo documento do Banco Central (Geração de Postos de Trabalho por Atividade Econômica, de 31 de julho de 2007), a publicação da nova série das Contas Nacionais por parte do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) evidenciou mudanças significativas na estrutura produtiva brasileira. Os dados atuais estimam um valor do PIB cerca de 10% superior ao anterior, com alterações relevantes na participação dos setores e dos componentes da demanda. O setor de serviços aparece com importância mais expressiva, o mesmo acontecendo com a estimativa de consumo das famílias. Essa nova estrutura da economia traz implicações sobre as inter-relações das variáveis macroeconômicas, em especial sobre a alocação da mão-de-obra. Na atual estrutura, a geração de novos postos de trabalho depende fundamentalmente do setor de serviços, que se mostrou muito mais produtivo (relação valor adicionado por trabalhador) e dinâmico com a nova série.”

Esta é a introdução ao meu artigo desta semana no blog Acerto de Contas, que você pode acessar aqui!

 

Elites Globais

julho 8, 2008

“Nos dias de hoje muito se fala sobre globalização, investimento direto estrangeiro, BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), e por aí vai. Aos poucos as pessoas vão sentindo que estamos verdadeiramente constituindo uma “aldeia global” (além daquela que a TV Globo faz ampla propaganda), onde um espirro na China dá uma gripe no Brasil.

Mas algo pouco tratado, pelo menos no grande público, é a mudança social que a globalização vem proporcionando. Um dos aspectos que vem ganhando cada vez mais interesse dos especialistas é a análise da Sociedade Global, ou seja, o que ela é, como se organiza, e qual seu grau de estratificação e influência.

Semana passada, deparei com uma interessante matéria (de capa) publicada na nova revista inglesa de economia The Economist. Trata-se de uma discussão sobre quem manda hoje no mundo. A revista observa que as instituições globais (como Organizações das Nações Unidas-ONU, Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional-FMI, e por ai vai), funcionaram relativamente bem.  Mas os países emergentes e as crescentes ameaças estão desafiando sua preeminência. É uma reportagem importante porque aponta para uma substantiva alteração na correlação de forças da geo-economia mundial (o encontro do chamado G8, grupo dos mais ricos e poderosos, o G7 mais a Rússia, que está acontecendo nesta semana no Japão, é um indicativo de como este formato de “definidores dos destinos do mundo” está perdendo relevância).”

Esta é a introdução ao meu artigo desta semana no blog Acerto de Contas, que você pode acessar aqui!

Bill Gates: fim de uma era início de outra!

julho 1, 2008

“Neste mês de junho próximo passado, foi noticiada no mundo inteiro a efetivação da saída de Bill Gates da direção da Microsoft, empresa que ele criou nos anos 1970. Confesso que sou um admirador deste visionário do mundo das tecnologias de informação e comunicação-TICs. Ele é o que posso chamar um dos grandes nomes da minha geração.

Muitos têm comentado que sua saída da Microsoft representa o fim de uma era e o início de outra (ver nova revista The Economist a este respeito). Mas são poucos os que têm feito uma boa síntese do que representou a era que está chegando ao fim, e a contribuição de Gates para ela.

Ontem, no entanto, deparei com um razoável apanhado do legado de Gates e resolvi trazer aos leitores em consideração ao trabalho de Gates e ao que ele nos deixa como lições. O material foi retirado de um post intitulado “Cinco coisas que aprendemos com Bill Gates”, de Jason Hiner, do blog TechRepublic.  As cinco coisas são:”

Esta é a introdução ao meu artigo desta semana no blog Acerto de Contas, que você pode acessar aqui!

 

 

Brasil Globalizado

junho 17, 2008

“Semana passada, ao terminar meu artigo que foi publicado aqui neste blog no dia 10/06, fui à Livraria Cultura para buscar um livro encomendado dias atrás. Este livro se intitula “Brasil Globalizado”, organizado pelos economistas Otavio de Barros, Diretor de Pesquisas Macroeconômicas do Banco Bradesco, e Fabio Giambiagi, Chefe do Departamento de Risco de Mercado do BNDES, e editado pela Campus/Elsevier

Ao dar início à sua leitura neste final de semana, reparei que uma boa parte do que havia me proposto no artigo que saiu aqui no Acerto de Contas no dia 10/06, e que deveria resultar no artigo que deveria ser publicado hoje, poderia ser melhor iluminado pelo que foi tratado neste livro, principalmente pelo artigo do ex-Presidente, Sociólogo Fernando Henrique Cardoso.

Neste sentido, e também em função da exigüidade de tempo, resolvi alterar meu objetivo em relação ao meu artigo de hoje, para poder transmitir ao leitor a riqueza de informações que contém o livro Brasil Globalizado, o qual recomendo sem pestanejar!”

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O Processo Civilizador (2)

junho 10, 2008

“Na semana passada, reafirmamos que está havendo no Brasil uma acelerada judicialização da política no nosso país. Ou seja, com um Congresso (legislativo nacional) em que a cada dia que passa “o que antes era sólido hoje se desmancha no ar” (com políticos cada vez mais perdendo prestígio na sociedade, em função de escândalos, pelo envolvimento em negócios ilícitos, e pela defesa de interesses que nada correspondem com os interesses do público em geral), o judiciário passa a ser mais uma vez o palco de grandes decisões da esfera pública (não esqueçamos, porém, do poder executivo, que apesar de operar por “medidas provisórias”, está mais preocupado em extrair impostos da sociedade do que em usá-los de maneira mais conseqüente!).

Para entender este fenômeno (dentre tantos outros), resolvi recorrer ao passado, e fui parar na re-leitura de “O Processo Civilizador”, de Norbert Elias. Este livro, no seu volume 1 (“Uma História dos Costumes”) , Norbert Elias começa com seus conceitos de Civilização e Cultura. Civilização se refere a uma grande variedade de fatos: ao nível da tecnologia, ao tipo de maneiras, ao desenvolvimento dos conhecimentos científicos, às idéias religiosas e aos costumes. No limite, para ele Civilização expressa a consciência que o Ocidente tem de si mesmo, ou seja, sua consciência nacional.”

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O Processo Civilizador (1)

junho 3, 2008

   

“A liberação de pesquisas com células-tronco embrionárias pelo Supremo Tribunal Federal-STF no dia 29/05/2008 por seis votos a cinco, apesar de representar um grande avanço civilizatório, é mais uma prova de um fenômeno que apontamos aqui neste blog (artigos dos dias 30/10/2007, 06/11/2007, e 13/11/2007): está havendo uma acelerada judicialização da política no nosso país.

Com um Congresso (legislativo nacional) em que a cada dia que passa “o que antes era sólido hoje se desmancha no ar” (com políticos cada vez mais perdendo prestígio na sociedade, em função de escândalos, pelo envolvimento em negócios ilícitos, e pela defesa de interesses que nada correspondem com os interesses do público em geral), o judiciário passa a ser mais uma vez o palco de grandes decisões da esfera pública (não esqueçamos, porém, do poder executivo, que apesar de operar por “medidas provisórias”, está mais preocupado em extrair impostos da sociedade do que em usá-los de maneira mais conseqüente!).”

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O Ornitorrinco está em metamorfose ambulante!

maio 27, 2008

“(Encontrados em rios no leste e sul da Austrália, os ornitorrincos (Ornithorhynchus anatinus) são conhecidos por suas características bastante peculiares. São mamíferos, pois têm o corpo coberto por pêlos e amamentam seus filhotes. Contudo, colocam ovos semelhantes aos dos répteis e possuem nadadeiras e um bico, como o de um pato (foto: Wikimedia Commons).

Caro leitor: não estou aqui hoje para falar sobre Biologia, tema que me agrada muito! Mas sim para recordar algo que surgiu no ano de 2003, logo no início do Governo Lula. Estou me referindo ao livro “Crítica à Razão Dualista: O Ornitorrinco” (Boitempo Editorial), do sociólogo Francisco de Oliveira, um dos fundadores do PT, mas que, com o lançamento deste livro (em 2003), marcou seu rompimento com este partido.

E por que tratar disto agora? Primeiro, porque este é um ano eleitoral e será difícil não tratarmos, aqui acolá, de Política (com P maiúsculo!). Mas, em segundo lugar, porque estou observando que neste blog está se iniciando algo que pode parecer interessante (a discussão sobre nomes, e suas articulações para cargos públicos), mas que na minha humilde opinião, pode colocar em segundo plano uma discussão associada, porém mais aprofundada, que é aquela sobre quais são os interesses em jogo!”

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Sistema S (da Era dos Serviços)- parte 2

maio 20, 2008

“Na semana passada, argumentamos que nós estamos vivenciando uma Síndrome Macunaíma. Hoje, com mais de 80% da população já vivendo nas cidades, nós estamos nos dando conta da necessidade de evoluirmos na aquisição de novos valores e caracteres, que já não são urbano-nacionais, mas sim globais. Precisamos urgentemente formar o cidadão-global (obviamente sem perda daquilo que conforma nossa identidade cultural).

Adicionalmente, defendemos que, em primeiro lugar, infelizmente nosso sistema educacional não foi estruturado para essa necessidade! E, em segundo lugar, apontamos que uma grande parcela da responsabilidade deste hiato de qualidade no sistema educacional pode estar se concentrando na pobreza, ou cegueira cognitiva, das nossas políticas públicas.

Para darmos conta deste argumento, indicamos que nossas políticas públicas, principalmente aquelas que se relacionam com o desenvolvimento do país, têm se voltado essencialmente para a Indústria, em detrimento do Setor de Serviços, que hoje é o setor que mais contribui para a agregação de valor na economia (com 63% do PIB) e aquele que mais gera empregos.”

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