Tim O’Reilly On The Next Generation Of Government

maio 9, 2012

Good suggestion from Tim O´Reilly: Government as a Platform and not as a service/solution provider!

Estamos fadados a um mundo “pós-americano”?

maio 9, 2012

Muito se tem falado a respeito do declínio do poder americano. Mas é correto se tratar de um mundo “pós-americano”?

Este é o tema da próxima newsletter da Creativante, que estará no ar na próxima segunda-feira (14/05).

Aguardem!

Uma nova razão para se aumentar a educação do país

maio 8, 2012

O  nosso “senso comum” é o de que na ausência de democracia, a elite escolhe negar o acesso em massa à educação para assegurar o seu poder, enquanto que a introdução da democracia promove as decisões que favorecem educação em massa.
Vejam só o que o Prof. Philip Aghion, um dos mais brilhantes economistas da atualidade investiga, num dos seus últimos artigos (baixar aqui), como uma nova razão para países se engajarem em massivos investimentos em educação: rivalidade, ou conflito militar (tendo como um exemplo, uma derrota militar)!
Talvez a aceitação de que perdemos a “guerra contra as drogas” possa nos levar a um “novo futuro”, como nos sugerem Touraine e FHC!

CISPA e as ameaças à segurança da indústria de TI

maio 7, 2012

A mais nova newsletter da Creativante já está no ar, e seu título é “CISPA e as ameaças à segurança da indústria de TI“. Você pode acessá-la aqui, ou aqui, no formatod pdf!.

A CISPA, o cyberspace e a indústria de TI

maio 3, 2012

A newsletter da Creativante da semana que vem (que estará no ar dia 07/05) tratará sobre a CISPA- Cyber Intelligence Sharing and Protection Act of 2011- a Lei de Compartilhamento e Proteção da Inteligência Cibernética dos EUA, e suas implicações para a indústria de TI!

Aguardem!

A indústria de segurança de TI e a segurança da indústria de TI

abril 30, 2012

Já está no ar a mais nova newsletter da Creativante, cujo título é “A indústria de segurança de TI e a segurança da indústria de TI “, e que você pode acessar aqui, ou aqui, no formato pdf.

É a primeira de uma série que tratará sobre segurança no cyberspace, contemplando questões polêmicas tais como o CISPA- Cyber Intelligence Sharing and Protection Act, a Lei de Compartilhamento e Proteção da Inteligência Cibernética, apresentada à House of Representatives (Câmara dos Deputados) dos EUA em 30/11/2011 pelo Republicano Michael Rogers, acabou de ser aprovada (dia 26/04) nesta Casa e vai agora para o Senado.

CISPA- Cyber Intelligence Sharing and Protection Act dos EUA e o Poder Cibernético

abril 27, 2012

O CISPA- Cyber Intelligence Sharing and Protection Act, a Lei de Compartilhamento e Proteção da Inteligência Cibernética, apresentada à House of Representatives (Câmara dos Deputados) dos EUA em 30/11/2011 pelo Republicano Michael Rogers, acabou de ser aprovada (dia 26/04) nesta Casa e vai agora para o Senado.

Você sabe o que esta Lei significa e como ela se relaciona com o Poder Cibernético? E você sabe qual o seu impacto para países como o Brasil?

A partir desta segunda-feira (30/04) a newsletter da Creativante inicia uma série que procura contextualizar estas questões, colocando como a indústria de TI está no cerne desta discussão!

Aguardem!

 

Diferenças entre a indústria de segurança de TI e a segurança da indústria de TI

abril 25, 2012

Você sabe quais são as diferenças entre a  indústria de segurança de TI e a segurança da indústria de TI?

Pois bem; este é o tema da nova newsletter da Creativante, que vai ao ar nesta segunda-feira 30/04!

Não percam!

Políticas industriais que reforçam o desenvolvimento concentrador de renda

abril 23, 2012

Já está no ar a mais nova newsletter da Creativante, intitulada “Políticas industriais que reforçam o desenvolvimento concentrador de renda“, que você pode acessar aqui, ou aqui, no formato pdf!

Boa leitura!

Por que a indústria parou de crescer nos últimos anos?

abril 21, 2012

Excelente artigo do Prof. Afonso Celso Pastore, que saiu no Estadão no dia 08/04/2012, mas que só agora tive a oportunidade de ler!

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O ESTADO DE SÃO PAULO

Domingo, Abril 08, 2012

Por que a indústria parou de crescer nos últimos anos?

AFFONSO CELSO PASTORE

A incapacidade de responder à competição externa é uma das causas da estagnação

O setor industrial brasileiro é bastante aberto ao comércio internacional. Como câmbio real valorizado, e com os preços em dólares de produtos manufaturados exportados e importados pelo Brasil mantendo-se estáveis devido à recessão e ao baixo crescimento na Europa e EUA, crescem as importações e mantém se estagnadas as exportações brasileiras de bens de consumo. Os dois gráficos ao lado mostram que enquanto os índices de quantum exportado de bens duráveis e não duráveis de consumo vêm se mantendo estáveis ou declinando ligeiramente, entre 2009 e 2011 as respectivas quantidades importadas praticamente dobraram. A incapacidade de responder à competição externa é uma das causas da estagnação da indústria.

Mas isso não conta toda a história. O setor industrial é, também, muito menor do que o setor produtor de serviços. O PIB do setor de serviços representa mais de 65% do PIB brasileiro, empregando em torno de 60 milhões de trabalhadores, enquanto que o PIB da indústria de transformação representa apenas 25%, empregando um volume de trabalhadores muito menor, em torno de 20 milhões. Por outro lado, os dados das contas nacionais negam o “saber convencional” de que somente a indústria paga os “bons salários”. No ano de 2009 (o último dado disponível)o salário médio pago pela indústria era de R$ 15.870, enquanto o salário médio pago pelo setor de serviços atingia R$ 14.006, que é muito próximo do salário médio da indústria. Obviamente amassa real de salários do setor de serviços é em torno de 3 vezes maior do que a massa de salários paga aos trabalhadores da indústria, sendo a maior responsável pela sustentação da demanda agregada.

Atualmente setor industrial está deprimido, sofrendo com a competição externa, mas o setor produtor de serviços que não sofre essa competição está superaquecido, e se beneficia dos estímulos dados pelo governo à expansão da demanda. Como o setor de serviços é o grande empregador de mão de obra, leva a economia a operar muito perto – ou mesmo acima – do pleno emprego. Não há, assim, nenhum paradoxo no fato de que ao lado de um setor industrial que não cresce, a taxa de desemprego no Brasil é a menor da história.

Com esse comportamento do mercado de trabalho crescem os salários reais tanto no setor de serviços quanto no setor industrial. O crescimento dos salários reais não levaria a um aumento de custos de produção da indústria caso a produtividade da mão de obra tivesse crescimento semelhante. Contudo, um estudo recente do Ipea (Comunicado N.º 133) mostra que a produtividade da mão de obra na indústria não vem crescendo, o que leva ao aumento do custo unitário do trabalho na indústria. Os dados do IBGE permitem estimar esse aumento: entre 2009 e 2011 o custo unitário do trabalho (salários divididos pela produtividade média da mão de obra) na indústria elevou-se em torno de 15% em termos reais.

A elevação dos salários reais não é acarretada pelo aumento da demanda de mão de obra da indústria, que segundo os dados do Caged vem contratando muito pouco ou mesmo nada. Ela é proveniente do aquecimento do setor de serviços que acarreta, simultaneamente: o aumento da demanda agregada de bens de consumo, devido à sua contribuição ao aumento da massa real de salários; e o aumento do custo unitário do trabalho para a indústria.

O setor produtor de serviços também sofre as consequências da elevação do custo unitário do trabalho, mas, como é fechado ao comércio internacional, pode repassá-lo pelo menos parcialmente aos preços. Já o setor industrial é muito aberto, e a competição dos produtos importados limita a sua capacidade de repassar aumentos de custos para preços.

Em consequência, estreitam-se as “margens” da indústria, limitando a sua capacidade de crescer. Em grande parte os estímulos derivados do aumento da demanda doméstica “vazam” para as importações. Mas esse “vazamento” não decorre apenas da valorização cambial e dos baixos preços internacionais de produtos importados e exportados pelo Brasil, e também da elevação do custo unitário do trabalho.

Diante desse quadro, o governo acena com três reações. Primeiro, procura acentuar estímulos à demanda, quer para elevar o consumo, quer, como diz a presidente Dilma, para “libertar o espírito animal” dos empresários, levando ao aumento da formação bruta de capital fixo. Além de o BC prosseguir baixando a taxa real de juros, devem ampliar-se as pressões para expansão do crédito, com o uso dos bancos públicos. Já há alguns meses vêm caindo as taxas de 12 meses de expansão do crédito de bancos privados nacionais, o que se deve em grande parte à inadimplência elevada do crédito ao consumidor provocada pelo exagero no financiamento a automóveis em 2010, mas em contrapartida vem se elevando a taxa de 12 meses de expansão do crédito de bancos públicos, e entre eles o BNDES, que deve ser premiado com novas transferências do Tesouro.

Segundo, o governo quer evitar a continuidade da valorização cambial e, se possível, gerar algum enfraquecimento adicional do real. Para isso manterá elevadas as intervenções no mercado de câmbio e, se necessário, poderão ser tomadas novas medidas tributárias para desestimular ingressos de capitais. Terceiro, pode intensificar formas disfarçadas de protecionismo, como o uso de alíquotas diferenciadas de impostos indiretos domésticos, como aumento das alíquotas do IPI sobre produtos importados que tenham simulares domésticos, como já ocorreu nos automóveis.

Outra linha de ação é o aumento puro e simples do protecionismo. Há sinais de que o ministro do Desenvolvimento vem criticando a “timidez” do ministro da Fazenda em elevar as barreiras protecionistas e o controle da taxa cambial, e não sabemos até que ponto a presidente Dilma é simpática a ações discricionárias mais fortes neste campo.

No pressuposto de que “a demanda cria a própria oferta” o governo provavelmente vai disparar novos estímulos à demanda e novas formas de evitar os “vazamentos” da demanda para o exterior. Oque esperar?

Se no contexto de fortes estímulos à demanda doméstica o governo tiver sucesso em enfraquecer o real e/ou elevar direta ou indiretamente o protecionismo, colherá um aumento adicional da inflação. Os dados de preços mostram que a inflação de “serviços” continua elevada devido às pressões salariais. Essas pressões tenderão a se acentuar com novos estímulos à expansão da demanda. Lembremos que a contribuição maior para reduzir a inflação vem dos preços dos bens “tradables” industrializados, que se interromperá com o enfraquecimento do real e o aumento do protecionismo.

Se o governo ainda estiver comprometido com a inflação baixa, terá de limitar o enfraquecimento do real e o protecionismo.  Com isso, evitará inflação mais alta nos bens “tradables industrializados”, mas ao continuar estimulando a expansão da demanda não conterá a alta de salários reais.O mais provável, contudo, é que a perseguição de uma meta de inflação mais baixa seja coisa do passado.

Infelizmente esse é um quadro no qual não há preocupações com a produtividade e com a eficiência econômica. A busca desses objetivos não parece ter importância, mesmo porque produz resultados apenas a longo prazo, e o horizonte do governo é o do seu mandato, e não o que garanta o crescimento de longo prazo.


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