Arquivo da categoria ‘Política’

O Programa Econômico de Barack Obama

Março 6, 2008

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Apesar de dois setbacks recentes, a campanha de Barack Obama vai empolgando os americanos. Para aqueles interessados no seu Plano Econômico, aqui está o link.

A mensagem é:

Keeping America´s Promise: Strengthening The Middle Class”

(Mantendo a Promessa da América: Fortalecendo a Classe Média)

Obama ganha mais adesões no seio dos economistas

Março 5, 2008

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Ontem no Financial Times, um dos mais destacados nomes da Economia Internacional, Prof. Jagdish Bhagwati , escreveu porque Barack Obama será melhor para o livre-comércio do que Hillary Clinton!

Veja o que ele escreveu em: http://www.ft.com/cms/s/0/f24fa1c4-e92b-11dc-8365-0000779fd2ac.html?nclick_check=1

Intrade: The Prediction Market

Fevereiro 29, 2008

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De acordo com a empresa de Preditividade Intrade, eis abaixo a probabilidade de indicação de candidato do Partido Democrata às eleições dos EUA:

P (Obama) = 85%
P (Clinton) = 15%

Popularidade do Obama

Fevereiro 28, 2008

Mais um indicativo da popularidade do Senador Barack Obama!

O plano de gastos de Obama: como ele vai financiar?

Fevereiro 24, 2008

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Mr. Obama, pelo crescimento de sua campanha, já está causando enorme frisson na mídia amerciana.  E, ao mesmo tempo que em ele avança, fica cada vez mais claro seu posicionamento amador diante das grandes questões que o gestor da maior economia do mundo terá que enfrentar.

Vejam só o que o editorial do jornal Washington Times publicou na data de 22/02/2008:

Obama’s spending plan

THE WASHINGTON TIMES EDITORIAL
February 22, 2008

Barack Obama has a plan. Well, he actually has lots of plans. Paying for those plans is no secret.

Bear with us even though the costs aren’t hidden in these details. To finance (1) his 10-year, $150 billion program to “establish a green energy sector,” (2) his 10-year, $60 billion “National Infrastructure Reinvestment Bank,” (3) his nearly universal health care plan (whose annual price tag he low-balls at $50 to $65 billion) and (4) a host of refundable tax credits ranging from $4,000 per year for college students to a tripling of the Earned Income Tax Credit for minimum-wage workers, Mr. Obama plans to (1) end the war in Iraq, (2) permit the Bush tax cuts to expire for households earning more than $250,000 and (3) “change our tax code,” which “has been rigged by lobbyists with page after page of loopholes that benefit big corporations and the wealthiest few.”

In his attempt to appease the anti-war brigades, Mr. Obama may be overestimating the peace dividend. And in his efforts to engage in class warfare, he is demonizing businesses and wealthy individuals, who collectively bear the lion’s share of the nation’s tax burden.

Regarding the peace dividend, it must be recalled that Mr. Obama declined in September to promise that all U.S. troops would be out of Iraq by January 2013, which was more than five years down the road. Meanwhile, U.S. military forces in Afghanistan will soon exceed 32,000 troops, there are growing expectations that more will be needed and it is likely that our allies will be withdrawing more of their forces. If a Democratic president managed to reduce U.S. forces in Iraq by 75 percent from the surge’s peak level, there would still be 40,000 troops there. That means the Afghanistan/Iraq theaters would still have a total of about 75,000 U.S. troops. In October, when the Congressional Budget Office (CBO) examined a scenario in which 75,000 U.S. troops would remain in those two countries through fiscal 2017, it concluded that the costs “would total $1,055 billion over the 2008-17 period.” That figure did not include an additional $290 billion in interest outlays; nor did it include another $147 billion over the 2009-17 period to increase the size of the Army and Marines; and it did not include the tens of billions of dollars that will be required to reset the military’s equipment.

Regarding the lobbyists who have “rigged” the tax code with “loopholes that benefit big corporations and the wealthiest few,” two facts are worth noting. First, as total tax receipts increased from 16.5 percent of gross domestic product (GDP) in fiscal 2003 to 18.8 percent of GDP in fiscal 2007, corporate income taxes increased from 1.2 percent of GDP to 2.7 percent, the highest level in 30 years. Thus, the four-year proportionate increase in corporate income tax revenue (from 1.2 percent to 2.7 percent) accounted for 65 percent of the proportionate increase in total revenues (from 16.5 percent to 18.8 percent). The second point relates to the “loopholes” for the “wealthiest.” According to a December 2007 CBO study, in 2005 the top 1 percent of households earned 18.1 percent of income and paid 38.8 percent of individual federal income taxes and 27.6 percent of all federal taxes. The highest quintile (the top 20 percent) earned 55 percent of income and paid 86.3 percent of individual federal income taxes and 68.7 percent of all federal taxes.

Mr. Obama’s anti-war and class-warfare rhetoric borders on the demagogic.

Outsourcing, India e Obama

Fevereiro 24, 2008

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Outsourcing not causing US unemployment: India Inc

Esta é a manchete do jornal The Times of India, de 20/02/2008. A India Inc., ou seja, o lado empresarial da India, que está sentindo o calor dos candidatos à Presidência dos EUA, que estão acusando a ida dos empregos para a China e India pelo cresimento do desemprego americano, lançou uma contra-ofensiva nos EUA dizendo aos americanos que a indústria está criando novas oportunidades de trabalho para eles.

Uma propaganda de página inteira no Chicago Tribune, pela entidade de representação industrial FICCI e o Ministério do Comércio da India, dá um relato elaborado de como o legendário Grupo Tata, além de outros como a Ranbaxy, Mahindra USA, Bharat Forge, ITC Kitchens of India, e HCL America têm criado milhares de nos EUA ao investir em diferentes setores da economia americana.

No dia 22/02/2008 foi a vez do Timesnow.tv entrar na briga com a seguinte matéria: “India Inc. avança nos políticos americanos“.  Segundo a matéria, o debate do outsourcing se renova e desta vez a India Inc, que está enfrentando o fogo dos candidatos à Presidência dos EUA, especialmente o esperançoso democrata Barack Obama, que tem apontado os indianos como a causa do crescimento do desemprego no país.

Quero ver até onde vai o discurso do populista Obama, e se ele continua dizendo estas bobagens sobre os indianos e chineses.  Mais interessante ainda será vê-lo Presidente e ter que reafirmar o que disse na campanha!

Em compensação, Hillary Clinton ….

Fevereiro 20, 2008

… mas parece o ex-Senador e Ministro José Serra na campanha presidencial de 2002, quando ele lamentava que o candidato Lula não ia a certos debates, ou o ex-Governador Jarbas Vasconcelos na campanha para governador de 2006 (mesmo não postulando este cargo), quando este criticava o então candidato Eduardo Campos.

Ou seja, enquanto Hillary Clinton criticava em Wisconsin, Obama ganhava!

A popularidade de Barack Obama cresce!

Fevereiro 20, 2008

Ontem o Senador Barack Obama venceu mais uma na disputa para sua indicação à Presidente dos EUA pelo partido dos Democratas.

Hoje vi um vídeo no YouTube que expressa bem uma das razões de sua popularidade: seu forte apelo emotivo na mídia!

Vejam este vídeo!

Apagão gerencial + Apagão elétrico = Caos na energia elétrica

Janeiro 20, 2008

Aqueles que viveram 2001 se lembram de dois fatos marcantes: o atentado de 11 de setembro nos EUA e o apagão de energia no Brasil.  O primeiro mudou a história do mundo contemporâneo sinalizando novos tempos na geopolítica da segurança internacional. O segundo marcou o fim do governo FHC.

A partir daquele momento, o Partido dos Trabalhadores-PT (o maior da oposição à época) começou a perceber que a perspectiva real para o poder era iminente.  O apagão de energia deixou claro para a população que havia uma crise de gestão (afinal, como se deixou que aquilo acontecesse?) e que era hora de uma mudança. 

Vieram as eleições de 2002 e o Presidente do PT (Lula) passou a ser o Presidente do Brasil.  Hoje, passados seis anos (em 2006, pela total falta de opção, o atual governo foi reconduzido), vemos o fato se repetir: mais uma crise energética bate às nossas portas.  Mas o que é pior ainda, é que para a população fica a mesma mensagem: como é que, depois de 2001, ainda não aprenderam a lição?

Em 2001 havia um craque: o Ministro Pedro Parente! Lembram-se dele?  Pois é, mesmo que o ex-Senador José Jorge (PFL de Pernambuco) tivesse sido indicado para ser o Ministro de Minas e Energia à época, quem deu conta do recado foi o tecno-burocrata, e experiente técnico do governo, Pedro Parente.

Hoje nós estamos assistindo uma epopéia ainda mais trágica. Depois de um longo período sem piloto oficial, o Ministério de Minas e Energia é entregue a um político cujo aspecto mais importante do seu currículo, é ser um homem de confiança do Senador José Sarney, o hoje todo-poderoso líder da ala governista do PMDB!

Vejam só o que a jornalista Míriam Leitão diz hoje em sua coluna nacional:

“‘É lamentável a maneira como o governo lida com a séria questão da crise energética! O ministro Edison Lobão (ela colocou a palavra ministro com m minúsculo! grifos nossos!) tartamudeou na primeira entrevista que deu ao tentar falar a palavra “térmica”.  Falou em “termas”, tentou “termos” e não encontrou as “térmicas”, nome dado äs usinas que, no nosso modelo, são a variável de ajuste”.

Isso é uma caricatura grosseira do que vem por aí!  Tenho colocado aos meus alunos e amigos que o episódio da CPMF foi o início do fim do governo Lula.  Parece que os fatos, paulatinamente, vão confirmando a minha tese! 

Queiram Deus e São Pedro (o das chuvas!), não transformem o apagão gerencial, no atual quase apagão elétrico, em um caos na energia elétrica (tal como transformaram a crise aérea num caos aéreo)!

Secretaria de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça

Novembro 9, 2007

Para contribuir para um “melhor” entendimento do que é o sistema judiciário no Brasil, não se pode deixar de registrar algo pelo menos exótico!.

O Ministério da Justiça (parte integrante do Poder Executivo) tem uma Secretaria denominada “Secretaria de Reforma do Judiciário”.

Não me perguntem o porquê disso (deve haver uma razão, sic!), mas a existência de uma instância (executiva) em um poder com competência (abaixo) de ingerência em outro poder, pelo menos para mim soa estranho!

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Competência da Secretaria de Reforma do Judiciário

I - orientar e coordenar ações com vistas à adoção de medidas de melhoria dos serviços judiciários prestados aos cidadãos;

II - examinar, formular, promover, supervisionar e coordenar os processos de modernização da administração da Justiça brasileira, por intermédio da articulação com os demais órgãos federais, do Poder Judiciário, do Poder Legislativo, do Ministério Público, dos Governos Estaduais, agências internacionais e organizações da sociedade civil;

III - propor medidas e examinar as propostas de reforma do setor judiciário brasileiro;

IV - processar e encaminhar aos órgãos competentes expedientes de interesse do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública;

V - instruir e opinar sobre os processos de provimento e vacância de cargos de magistrados de competência do Presidente da República; e

VI - instruir e opinar sobre assuntos relacionados a processos de declaração de utilidade pública de imóveis, para fins de desapropriação com vistas à sua utilização por órgãos do Poder Judiciário da União.

Competência estabelecida pelo Decreto nº 6.061, de 15 de março de 2007, Anexo I

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Independente desta “coisa” que foi criada em março deste ano, é importante registrar algo que foi deixado pelo Ministro Márcio Thomás Bastos.

Trata-se de um documento interessante intitulado “Diagnóstico do Poder Judiciário“, que foi divulgado em agosto de 2004 (o documento pode ser encontrado em formato pdf aqui!). 

Na minha opinião não se trata de um diagnóstico profundo, mas qualquer um pode perceber algumas das nuances principais da organização deste poder que cada vez mais cresce no país!