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A declaração de impostos de Obama: ele não paga nem o dízimo de caridade!

Março 29, 2008

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É incrível o nível de detalhes a que se pode chegar numa campanha transparente (pelo menos para os padrões brasileiros) com está sendo a de Presidente dos EUA.

A matéria abaixo saiu no blog do Prof. Mark Perry, da Universidade de Michigan, EUA.  Ele observou, pelas declarações de impostos do Senador Barack Obama, que além do Senador pertencer ao grupo dos 1% mais ricos americanos, em matéria de caridade ele não cumpre nem os “bíblicos 10%”. 

E, continua o blog, se ele está firme mesmo em acabar com os cortes nos impostos dos ricos da administração Bush, ele não deveria esperar pelo fim da política de cortes de Bush, mas sim poderia de imediato cumprir a política de impostos que vigia na época de Bill Clinton!

Summary of Barack Obama’s Income Taxes, 2000 - 2006

According to Law Professor Paul Caron: What is surprising, given the recent controversy over Obama’s membership in the Trinity United Church of Christ, is how little the Obamas apparently gave to charity — well short of the biblical 10% tithe for all seven years. In two of the years, the Obamas gave far less than 1% of their income to charity; in three of the years, they gave around 1% of their income to charity. Only in the last two years have they given substantially more as their income skyrocketed — 4.7% in 2005 and 6.1% in 2006. (Of course, it is possible that the Obamas may have made gifts to other worthy causes that were not deductible for federal income tax purposes.)

Comment 1: In 2002, when the Obama’s income of $259,000 put them close to being in the top 1% of the richest Americans ($285,000 was the dollar cut-off for the top 1%, so they were certainly probably in the top 2%), they were giving only $20 per week to charity!

According to the Washington Post, “Like Clinton, Barack Obama favors expanding the government’s role in delivering health care, and would pay for that by ending President Bush’s tax cuts for the rich.”

Comment 2: Obama’s income in recent years puts him in the top 1% of the richest Americans. If he wants to end “tax cuts for the rich,” he clearly wants to end tax cuts for those Americans in his own income group, the top 1%. If Obama really supports ending tax cuts for the rich, he doesn’t have to wait for the Bush tax cuts to expire, he can file his own 2007 taxes at the Clinton tax rates before the tax cuts went into effect. Here is the tax schedule for 2000 under Clinton:
(HT: Club for Growth)Update: According to IRS guidelines, churches are qualified charitable organizations that can receive deductible contributions. Any contributions the Obamas made to their church would be tax-deductible and would be included in their “charitable gifts” reported to the IRS. Any contributions they made to other worthy causes would NOT include contributions to their church.

O pós-lulismo

Março 23, 2008

Artigo muito interessante do Gaudêncio Torquato hoje no Estado de São Paulo.  Se estiver correto, 2008 vai representar muito para as mudanças que o Brasil precisa a partir de 2010!

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O pós-lulismo

Gaudêncio Torquato

A previsível decisão de que o PT autorizará alianças com o PSDB para as eleições municipais de outubro não deixa de ser matreira operação de engenharia política. Ajusta-se à boa lição do samurai Miyamoto Musashi, autor de Um Livro de Cinco Anéis, breve tratado sobre a luta com espadas: “Na estratégia, é importante ver coisas distantes como se estivessem próximas e ter uma visão distanciada das coisas próximas.” O acordo entre os dois partidos para eleger Marcio Lacerda (PSB) prefeito de Belo Horizonte (BH) é uma coisa próxima vista a grande distância. Trata-se, na verdade, de uma composição com projeção do futuro. A aliança na capital do segundo maior colégio eleitoral do País, Minas Gerais, abrirá novas perspectivas na articulação política, tornando contundente o embate partidário, propiciando rearranjo de forças e redimensionando o papel de São Paulo como principal patrocinador do campeonato eleitoral de 2010.O governador Aécio Neves movimenta-se há muito tempo para colocar Minas no centro do jogo. Age convicto de que é preciso dar um basta à hegemonia paulista em matéria de nomes para a Presidência da República. Oito anos de FHC e oito de Lula bastariam para fechar, temporariamente, o ciclo paulista e resgatar o legado mineiro. Esse é o discurso que expressa quando recorda a condição de reserva a que Minas Gerais foi levada com a morte de Tancredo. Os acenos para a escalação mineira à posição de titular vêm de todos os lados. Lula faz ver ao PT que deseja a aliança entre petistas e tucanos em outras cidades. O prefeito de BH, o petista Fernando Pimentel, prega o fim do antagonismo entre eles e não esconde o entusiasmo com Aécio, vendo nele “um candidato do nosso campo” e “excelente presidente do Brasil”. O governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), distingue identidades programáticas entre os dois partidos, afirmando ser “um erro tentar medir o Brasil pela regra de São Paulo”.

Não há como tirar a razão de petistas que argumentam com o parentesco entre PSDB e PT. Extravagante, na teia de contra-sensos de nossa cultura política, é a união entre tucanos e demos (ex-pefelistas). A aliança, em 2004, entre PSDB e o então PFL em torno de José Serra como candidato a prefeito de São Paulo foi conseguida a fórceps. Serra quase não engoliu Kassab como vice. O acordo seguinte, em 2006, em torno do nome da candidatura Alckmin à Presidência da República não se respaldou em idéias. A geléia doutrinária acabou vingando. Como os três macaquinhos, os aliados fecharam os olhos, a boca e os ouvidos. Convenhamos, o ideário defendido pelos liberais (ou abandonaram a marca?) difere da visão social-democrata dos tucanos (e hoje dos petistas), cujo documento Os desafios do Brasil e do PSDB assim reza: “O primado da sociedade, o prestigiamento da iniciativa privada - individual e social - não se confunde com a tese neoliberal do retraimento do Estado ou do Estado mínimo nem com a tese do Estado máximo.” O Estado mínimo era a luz do ex-PFL. O PT e o PSDB, portanto, são mais próximos.

Portanto, a dificuldade para firmar compromissos com o PT não se ampara em ideologia. A questão é outra. O petismo perdeu credibilidade. Passou a enxergar apenas o próprio umbigo. Os próprios aliados o olham com desconfiança. Não é de cumprir contratos, acordos, alianças, a não ser as que mais lhes convêm. Tornou-se centro de denúncias. Cindiu-se em alas que se confrontam. Esnobe, continua a se considerar o centro da política. Alianças pontuais com o PSDB, como as que existem em 26 cidades paulistas, são vistas com reservas. Mas Lula tem interesse em quebrar resistências internas. Teme não viabilizar a candidatura da petista “mãe do PAC”, Dilma Rousseff. Incentiva Aécio Neves a abrir espaço em partidos da base governista e trabalhar por uma eventual candidatura à Presidência. Simpatiza com a idéia de ver Ciro Gomes junto do mineiro. Os ensaios político-eleitorais, encenados pelo neto de Tancredo com a simpatia do presidente, têm um alvo: o bastião do tucanato paulista, sob o império do ex-presidente Fernando Henrique e do governador José Serra. A estratégia conta com o discreto apoio do ex-presidente do PSDB senador Tasso Jereissati. A idéia é descentralizar o poder concentrado em São Paulo, dando uma feição mais horizontal às decisões e arrumando um ideário consoante com a realidade.

Nessa direção, o ciclo pós-Lula abriria espaço para a implantação de uma nova concepção, amparada na quebra de antagonismos e em visão mais propositiva e menos dissonante sobre o pacto nacional. Os entes partidários, transformados em escoadouros mais largos das demandas sociais, substituiriam o plano da “conquista do poder pelo poder” pela visão magnânima da integração de propósitos, respeitando-se, evidentemente, convicções doutrinárias e abordagens diferenciadas sobre questões nacionais. Tal moldura implicaria menor personalização do poder e impulso ao “cidadanismo”, desenvolvido por grupos cívicos de pressão e movimentos em defesa do interesse público. Tipos personalistas e caricaturas populistas, que repartem a sociedade em compartimentos extremos e radicais, dariam lugar a perfis menos exuberantes. Sem entrar no mérito de competências pessoais, vejamos como três grandes atores se inserem nessa abordagem. Lula, como é óbvio, seria o último dos moicanos. Com seu imenso poder de atrair e repelir, fecharia a era. José Serra representa a fricção do outro lado. Eleito presidente, em contraponto ao lulo-petismo, deixaria a porta aberta para a continuidade do ciclo. Aécio Neves, por seu lado, seria a ração balanceada e, como tal, agregaria forças para ser o eixo-mor da nova vertente.

Sob essa nova ordem, seriam plantadas as sementes de reformas em profundidade e nenhum governante, nem mesmo um Luiz Inácio de cabelos mais brancos, voltaria a fazer as coisas d’antigamente. Este, porém, é o busílis. O “pós-Lula” anunciado por Aécio cria zumbido nos tímpanos presidenciais. Por isso se diz que Lula confia desconfiando no governador mineiro.

Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP e consultor político

Os assessores econômicos dos candidatos (nos EUA)

Março 13, 2008

Quem os candidatos à Presidência dos EUA estão ouvindo em matéria de Economia?

Vejam aqui!

O Programa Econômico de Barack Obama

Março 6, 2008

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Apesar de dois setbacks recentes, a campanha de Barack Obama vai empolgando os americanos. Para aqueles interessados no seu Plano Econômico, aqui está o link.

A mensagem é:

Keeping America´s Promise: Strengthening The Middle Class”

(Mantendo a Promessa da América: Fortalecendo a Classe Média)

Obama ganha mais adesões no seio dos economistas

Março 5, 2008

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Ontem no Financial Times, um dos mais destacados nomes da Economia Internacional, Prof. Jagdish Bhagwati , escreveu porque Barack Obama será melhor para o livre-comércio do que Hillary Clinton!

Veja o que ele escreveu em: http://www.ft.com/cms/s/0/f24fa1c4-e92b-11dc-8365-0000779fd2ac.html?nclick_check=1

Intrade: The Prediction Market

Fevereiro 29, 2008

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De acordo com a empresa de Preditividade Intrade, eis abaixo a probabilidade de indicação de candidato do Partido Democrata às eleições dos EUA:

P (Obama) = 85%
P (Clinton) = 15%

Popularidade do Obama

Fevereiro 28, 2008

Mais um indicativo da popularidade do Senador Barack Obama!

O plano de gastos de Obama: como ele vai financiar?

Fevereiro 24, 2008

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Mr. Obama, pelo crescimento de sua campanha, já está causando enorme frisson na mídia amerciana.  E, ao mesmo tempo que em ele avança, fica cada vez mais claro seu posicionamento amador diante das grandes questões que o gestor da maior economia do mundo terá que enfrentar.

Vejam só o que o editorial do jornal Washington Times publicou na data de 22/02/2008:

Obama’s spending plan

THE WASHINGTON TIMES EDITORIAL
February 22, 2008

Barack Obama has a plan. Well, he actually has lots of plans. Paying for those plans is no secret.

Bear with us even though the costs aren’t hidden in these details. To finance (1) his 10-year, $150 billion program to “establish a green energy sector,” (2) his 10-year, $60 billion “National Infrastructure Reinvestment Bank,” (3) his nearly universal health care plan (whose annual price tag he low-balls at $50 to $65 billion) and (4) a host of refundable tax credits ranging from $4,000 per year for college students to a tripling of the Earned Income Tax Credit for minimum-wage workers, Mr. Obama plans to (1) end the war in Iraq, (2) permit the Bush tax cuts to expire for households earning more than $250,000 and (3) “change our tax code,” which “has been rigged by lobbyists with page after page of loopholes that benefit big corporations and the wealthiest few.”

In his attempt to appease the anti-war brigades, Mr. Obama may be overestimating the peace dividend. And in his efforts to engage in class warfare, he is demonizing businesses and wealthy individuals, who collectively bear the lion’s share of the nation’s tax burden.

Regarding the peace dividend, it must be recalled that Mr. Obama declined in September to promise that all U.S. troops would be out of Iraq by January 2013, which was more than five years down the road. Meanwhile, U.S. military forces in Afghanistan will soon exceed 32,000 troops, there are growing expectations that more will be needed and it is likely that our allies will be withdrawing more of their forces. If a Democratic president managed to reduce U.S. forces in Iraq by 75 percent from the surge’s peak level, there would still be 40,000 troops there. That means the Afghanistan/Iraq theaters would still have a total of about 75,000 U.S. troops. In October, when the Congressional Budget Office (CBO) examined a scenario in which 75,000 U.S. troops would remain in those two countries through fiscal 2017, it concluded that the costs “would total $1,055 billion over the 2008-17 period.” That figure did not include an additional $290 billion in interest outlays; nor did it include another $147 billion over the 2009-17 period to increase the size of the Army and Marines; and it did not include the tens of billions of dollars that will be required to reset the military’s equipment.

Regarding the lobbyists who have “rigged” the tax code with “loopholes that benefit big corporations and the wealthiest few,” two facts are worth noting. First, as total tax receipts increased from 16.5 percent of gross domestic product (GDP) in fiscal 2003 to 18.8 percent of GDP in fiscal 2007, corporate income taxes increased from 1.2 percent of GDP to 2.7 percent, the highest level in 30 years. Thus, the four-year proportionate increase in corporate income tax revenue (from 1.2 percent to 2.7 percent) accounted for 65 percent of the proportionate increase in total revenues (from 16.5 percent to 18.8 percent). The second point relates to the “loopholes” for the “wealthiest.” According to a December 2007 CBO study, in 2005 the top 1 percent of households earned 18.1 percent of income and paid 38.8 percent of individual federal income taxes and 27.6 percent of all federal taxes. The highest quintile (the top 20 percent) earned 55 percent of income and paid 86.3 percent of individual federal income taxes and 68.7 percent of all federal taxes.

Mr. Obama’s anti-war and class-warfare rhetoric borders on the demagogic.

Outsourcing, India e Obama

Fevereiro 24, 2008

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Outsourcing not causing US unemployment: India Inc

Esta é a manchete do jornal The Times of India, de 20/02/2008. A India Inc., ou seja, o lado empresarial da India, que está sentindo o calor dos candidatos à Presidência dos EUA, que estão acusando a ida dos empregos para a China e India pelo cresimento do desemprego americano, lançou uma contra-ofensiva nos EUA dizendo aos americanos que a indústria está criando novas oportunidades de trabalho para eles.

Uma propaganda de página inteira no Chicago Tribune, pela entidade de representação industrial FICCI e o Ministério do Comércio da India, dá um relato elaborado de como o legendário Grupo Tata, além de outros como a Ranbaxy, Mahindra USA, Bharat Forge, ITC Kitchens of India, e HCL America têm criado milhares de nos EUA ao investir em diferentes setores da economia americana.

No dia 22/02/2008 foi a vez do Timesnow.tv entrar na briga com a seguinte matéria: “India Inc. avança nos políticos americanos“.  Segundo a matéria, o debate do outsourcing se renova e desta vez a India Inc, que está enfrentando o fogo dos candidatos à Presidência dos EUA, especialmente o esperançoso democrata Barack Obama, que tem apontado os indianos como a causa do crescimento do desemprego no país.

Quero ver até onde vai o discurso do populista Obama, e se ele continua dizendo estas bobagens sobre os indianos e chineses.  Mais interessante ainda será vê-lo Presidente e ter que reafirmar o que disse na campanha!

Em compensação, Hillary Clinton ….

Fevereiro 20, 2008

… mas parece o ex-Senador e Ministro José Serra na campanha presidencial de 2002, quando ele lamentava que o candidato Lula não ia a certos debates, ou o ex-Governador Jarbas Vasconcelos na campanha para governador de 2006 (mesmo não postulando este cargo), quando este criticava o então candidato Eduardo Campos.

Ou seja, enquanto Hillary Clinton criticava em Wisconsin, Obama ganhava!