Arquivo da categoria ‘Economia Brasileira’

Pesquisa sobre o uso das TICs nas empresas do Brasil

abril 1, 2013

A mais nova newsletter da Creativante, intitulada “Pesquisa sobre o uso das TICs nas empresas do Brasil”, já está no ar. Confira aqui (http://bit.ly/X7XkzQ)!

Boa leitura!

Governo perde “batalha das expectativas”

janeiro 30, 2013
Uma corrente cada vez mais crescente de economistas, executivos e empresários (adicione-se a mídia) vem solidificando um diagnóstico de que o governo vem perdendo a “batalha das expectativas”.
O editorial do Valor do dia 29/01/2013 foi contundente: “Para domar expectativas, BC precisa reforçar credibilidade“.
O Banco  Central- BC disse na semana passada (na ata do COPOM- Comitê de Política Monetária do BC) que “o baixo crescimento da economia se deve a constrangimentos do lado da oferta“, e que eles não podem ser combatidos com a política monetária, que é voltada para a demanda agregada.  Logo, tirou “da reta” sua responsabilidade neste assunto!
Mas, como afirmado pelo editorial do Valor, o banco tem responsabilidade em garantir um ambiente de estabilidade monetária no país que dê mais segurança aos investidores.  Ocorre que isso tem tudo a ver com a orientação da política econômica.
O atual quadro de agravamento das incertezas é totalmente devido à postura do Palácio do Planalto.  Se a própria Presidente antecipa as eleições de outubro de 2014 para janeiro de 2013 (como foi entendido seu pronunciamento recente da duvidosa redução das tarifas de energia), ela própria “jogou álcool na fogueira“, o que contribuiu mais ainda para o aumento das incertezas, e para a piora do ambiente de negócios.
Neste contexto, os agentes econômicos começam a perceber a “insegurança na condução da política econômica” e tentam maximizar seus interesses, mesmo que estejam conscientes (ou não) das fragilidades da economia real do país (é o “salve-se quem puder”!).
Em resumo, nenhuma novidade (do ponto de vista econômico) sobre os determinantes da atual conjuntura (e o que fazer para sair dela; por sinal, as saídas vêm sendo apontadas por vários especialistas).  O que estamos precisando é de RUMO, DIREÇÃO, LIDERANÇA POLÍTICA, ESTRATÉGIA POLÍTICA, de forma a “domar as expectativas”!

O Brasil e as Políticas de Desenvolvimento Produtivo (I)

janeiro 21, 2013

Bom 2013!
Já está no ar a primeira newsletter da Creativante de 2013, intitulada “O Brasil e as Políticas de Desenvolvimento Produtivo (I)“, que você pode acessar aqui (http://bit.ly/SpvFcw)!

Boa leitura!

A newsletter da Creativante está de volta

janeiro 18, 2013

Bom 2013!

Informamos nesta oportunidade que a newsletter da Creativante está de volta!

O tema desta primeira newsletter de 2013 é a questão das chamadas “políticas industriais”, que vêm perdendo esta denominação para o termo “políticas de desenvolvimento produtivo – PDPs“.  Inicialmente partimos do tratamento conceitual para depois colocarmos como o Brasil está posicionado nesta questão.

A newsletter vai ao ar nesta segunda-feira 21/01/2013!

Aguardem!

The Handbook of Organizational Economics

dezembro 26, 2012

My new “The Handbook of Organizational Economics” has finally arrived!

It is a (1233 pages) book of the latest and most updated contributions to the field of Economics (micro)!

If you wish to have a look, please go to: http://amzn.to/U9ovFK

A indústria morreu!

dezembro 26, 2012

Como comentário a um post no Facebook de um amigo (logo mais abaixo), escrevi as linhas que seguem!
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Luiz Otavio Cavalcanti: seu Mapa brasileiro é, como todas suas contribuições, oportuno e instigante. Creio que poderia me atrever a dar uma pequena contribuição ao primeiro item (“O governo Dilma tem muita vontade. E nenhum planejamento estratégico”), que acredito seja o mais relevante para o Brasil de hoje. Você alerta para o fato de que temos tradição de planejamento, o que induz o leitor a suspeitar que o governo não esteja se valendo desta tradição, já que a última vez que o fez foi por ocasião do Plano Real. Penso que esta percebida “ausência de planejamento estratégico” não é intencional, mas sim se deve ao fato de que este governo ainda não tem um qualificado diagnóstico da economia real. Basta contrastar suas enfáticas tentativas (desde 2003/04) de apoiar marcadamente a indústria (PITCE, PDP, Brasil Maior, etc.), na “esperança” de aumentar a competividade do país, com os resultados destas tentativas. A questão que poderíamos levantar é: “por que o paciente não está respondendo às prescrições médicas?”. Minha humilde resposta é que o diagnóstico não tem sido, há 10 anos, o correto! Em primeiro lugar, penso que o governo ainda observa a indústria como se ela ainda fosse predominantemente “verticalmente integrada”, com encadeamentos (para trás, internos e para frente) bem delineados, que, ao serem incentivados por “políticas industriais” (com os estímulos tradicionais, como os fiscais e financeiros), pudessem responder favoravelmente (por “transbordamento”) ao restante da economia, e assim, por decorrência, ao país como um todo. Ocorre que a indústria mundial tem se desintegrado verticalmente, fazendo emergir novos mercados intermediários que dividem processos de produção anteriormente integrados. E o que é particularmente interessante sobre desintegração vertical é que ela acontece mesmo quando os seus principais produtos, serviços e tecnologias permanecessem quase os mesmos. Logo, enquanto possa representar uma parte invisível da evolução da indústria, a desintegração vertical pode transformar radicalmente os setores em que ela ocorre. Em segundo lugar, tais desintegrações verticais têm implicações profundas. Umas das mais marcantes é que ela muda a natureza das empresas que participam da indústria. Como observado na literatura internacional recente da área de Management, na indústria dos semicondutores, a recente estrutura verticalmente desintegrada possibilitou que empresas de engenharia com nenhuma capacidade de produção ou infraestrutura se tornassem players significativos. No setor bancário, o fato de que o processamento de dados se tornasse uma parte separada do processo de produção – ou seja, que através da desintegração vertical, ele pudesse ser contratado no mercado ao invés do banco – levou a que empresa do setor não financeiro, tais como EDS, IBM, e Accenture, tornassem-se participantes chave no setor financeiro. Em resumo, a natureza das capacidades, os tipos de entrantes em uma indústria, e a estrutura da competição podem todos mudar quando a desintegração vertical acontece. Finalmente, e como já apontado nos exemplos, o setor dos Serviços (marcadamente aqueles relacionados com as TICs – Tecnologias de Informação e Comunicação) são os setores que mais têm se fortalecido com as recentes desintegrações verticais da indústria, já que suas empresas são mais flexíveis, adaptáveis e ágeis para fazerem frente aos desafios impostos pelas desintegrações verticais já citadas. No entanto, o setor de Serviços sequer tem sido mencionado nas políticas públicas de natureza econômica que temos visto nos últimos 10 anos. Concluindo, a “indústria morreu (no sentido que estávamos acostumados a conhecê-la) e só Carolina (digo Dilma, digo, o governo dos últimos 10 anos) não viu”!
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Mapa brasileiro
Luiz Otavio Cavalcanti
O governo Dilma tem muita vontade. E nenhum planejamento estratégico.
Anunciou o propósito de investir até 23% do PIB. Não passa de 18%. Proclamou também crescimento de 4% ao ano. Não alcança 2%. Entre 2011/12, o Brasil cresce menos do que Chile, Colômbia, México e Peru. E investe menos do que Chile e México. Sem falar que é o país que menos cresce entre os BRICs (Rússia, Índia, China e África do Sul).
O Brasil tem tradição de planejamento. Possui preparada agência de elaboração de planos e programas, o IPEA. Uma sequência de planos bem formulados desde o PAEG de Roberto Campos / Otavio Bulhões, nos anos 60. Até os planos nacionais de desenvolvimento, PND, de Reis Velloso, nos anos 70. A última produção de qualidade foi o plano Real, de FHC, que implantou, com êxito, nova moeda e possibilitou a estabilização da economia. Isso faz dez anos. De lá para cá, a economia navegou por ações conjunturais de curto prazo. Sem visão estratégica.
O governo Lula manteve o tripé que garantiu bom desempenho do sistema: monitoramento e respeito a metas de inflação, superávit fiscal ajudado pela lei de responsabilidade fiscal e câmbio flexível. O governo Dilma namora excessiva flexibilização das metas de inflação. E tenta segurar a taxa de paridade do câmbio.
A tática recente
O governo Lula enfrentou a crise de 2008 ajudado pelo ciclo de bonança da economia internacional. A China continuava importando as commodities brasileiras. A estagnação ainda não se instalara na Europa.
O governo Dilma, a partir de 2010, buscou dinamizar a economia por meio da combinação de mais dinheiro e menos imposto. Foram três medidas: ampliação da oferta de crédito às famílias, redução do IPI para carros e bens da linha branca, e fortalecimento do setor de construção civil (programa Minha casa, Minha Vida).
Esse conjunto de ações insere-se na perspectiva de animar o crescimento por meio da microeconomia. Mas tem horizonte curto. As famílias estão endividadas, diminuição de IPI não é mais atrativo e programa habitacional tem limites.
Do lado da confiança dos agentes privados no ambiente de negócios, o governo Dilma produz política ambígua. Por duas razões: na privatização de aeroportos (que o governo chama de concessão por causa do patrulhamento ideológico), manteve a Infraero como sócia dos empreendedores. E, no caso de renovação das concessões para empresas de energia elétrica visando diminuir tarifas, atuou de forma pouco negociada.
O resultado é que o governo apresenta dubiedade que (des)incentiva os empresários. Em aparente neo intervencionismo que talvez reflita voluntarismo, desejo de apressar as coisas. Mas, na prática, funciona ao reverso. Nesse cenário, a notável queda de juros termina não estimulando investimento privado.
O nó da indústria
Para crescer o país precisa investir. Investimento público e privado. O governo, obeso, tem elevado custeio administrativo para manter mais de trinta ministérios. E investe menos de 3% do PIB.
O setor industrial tem participação decisiva nesse sentido. Mas, a taxa de formação bruta de capital fixo, que reflete investimento, vem declinando no Brasil nos recentes cinco anos. Uma causa importante é o aumento do preço relativo dos bens de capital, isto é, máquinas e equipamentos industriais.
Nos demais países, o preço desses bens têm se mantido constantes ou cadentes. No Brasil, por causa do protecionismo às empresas nacionais, o preço apresenta crescimento contínuo. Ampliando o custo do investimento privado e inibindo a iniciativa das empresas.
O modelo em cima de excitação do consumo e proteção industrial esgotou-se.
O lapso das reformas
O mundo globalizado muda rapidamente. E, com ele, a economia transforma-se sem parar. O governo não acompanha essas mudanças. Por exemplo: não moderniza o sistema tributário que impõe ao contribuinte mais de cinquenta tipos de tributos, entre impostos, taxas e contribuições.
Ao invés de estimular a adoção de modelo de mercado, induz as empresas a mergulhar em modelo de negócios. A diferença é simples e fatal: modelo de mercado valoriza tecnologia, produtividade e competição. Modelo de negócio ressalta dinheiro subsidiado, protecionismo e falta de inovação.
Visão estratégica
Um país com a complexidade social e produtiva do Brasil tem de saber para onde vai. O que significa isso ? Significa definir quais são as prioridades que vão levar a sociedade a determinado estágio de desenvolvimento e bem estar.
Dois exemplos: pacto federativo e projeto de Nação.
Pacto federativo não é só redistribuição de receita pública entre União, Estados e municípios. É organizar um modelo moderno e funcional de receitas e encargos entre os entes federativos. Quem faz o que ? Quem deve administrar a educação de primeiro, segundo e terceiro graus ? Como deve ser cuidado o financiamento, a política e a execução dos programas de saneamento ? Como devem ser articuladas e gerenciadas as ações de segurança pública ?
Projeto de Nação é antecipar o que queremos ser, como sociedade, em 2030, ou 2040. E o que temos de fazer para concretizar tal cenário. A Coréia do Sul, em quarenta anos, com base em investimentos continuados em educação e tecnologia, tornou-se uma das mais competitivas economias do planeta. Um país menor do que a Bahia.
No relatório Competitividade Brasil 2012, publicado pela CNI, estão ranqueados quatorze países. Desde Argentina e México, passando por Índia, China e Canadá. Pois bem, o Brasil só é mais competitivo do que a Argentina.
Não temos outra saída na sociedade do conhecimento em que o mundo globalizado ingressou. Estamos condenados ao binômio educação e tecnologia. Para isso, precisamos investir em pesquisa e inovação. Educação, tecnologia, pesquisa e inovação. Este é o mapa brasileiro para o século 21.

PLP 171/12 – Tributação sobre computação em nuvem

novembro 14, 2012

Está em dicussão na Câmara do Deputados o Projeto de Lei Complementar PLP 171/12, que modifica a Lista de Serviços anexa à Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003 (que dispõe sobre o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, de competência dos Municípios e do Distrito Federal, e dá outras providências), e inclui nesta lista de serviços o item “Computação em nuvem” (serviços na internet que não requerem conhecimento, do consumidor, quanto a localização física e configuração do sistema).

Eis aí mais uma interferência para “extrair riqueza” da sociedade!

Avaliação dos Fundos Setorias: CT-Info

agosto 19, 2012

Avaliação dos Fundos Setorias: CT-Info

Luis Claudio Kubota, Mauro Oddo Nogueira e Daniel Nogueira Milani / Brasília, 2012

Este estudo, que adota uma metodologia diferente de avaliação dos fundos setoriais, tem por objetivo realizar um exame da dinâmica de funcionamento e dos impactos do Fundo Setorial de Tecnologia da Informação (CT-Info) segundo o que está estabelecido como seu foco: fomentar projetos em empresas brasileiras do setor de informática. Para tanto, foi realizada uma investigação que buscou responder a três questões fundamentais: qual o perfil das empresas que obtiveram recursos concedidos pelo CT-Info? Como se desenvolveu a dinâmica de utilização destes recursos? Quais são os motivos para que empresas recorram ou não ao instrumento? Por um lado, os resultados apontam para uma captura do instrumento pelo complexo acadêmico-universitário. Por outro, para as poucas empresas beneficiárias, apesar das dificuldades burocráticas, os resultados obtidos foram muito expressivos. Palavras-chave: fundos setoriais; informática; sistema nacional de inovação.

This articles adopts a differentiated methodology for evaluating sectoral funds, and its aim is to analyze the functioning and the impacts of CT-Info in what regards to its focus: to support projects in Brazilian information technology firms. To accomplish this goal, the research tried to answer three fundamental questions: what is the profile of the firms supported by CT-Info? How was the dynamics of utilization of the resources? What was the motivation for firms to use or not to use the instrument? In one hand, results point to a capture of the instrument by the Academy. On the other hand, for the few supported firms, despite bureaucratic difficulties, the obtained results were very important. Keywords: sectorial funds; information technology; national innovation system.

(Ver artigo em:

http://www.ipea.gov.br/082/08201008.jsp?ttCD_CHAVE=3599)

Grau de dependência de incubadoras é alto, mostra estudo

agosto 6, 2012

O jornal Valor Econômico mostra hoje que o grau de dependência de nossas incubadoras é alto, segundo estudo feito pela ANPROTEC- Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores!

Enquanto os executivos internacionais pensam estratégias digitais, os daqui perdem o sono com o complicado ambiente de negócios!

junho 4, 2012

Eis aqui o título “longo” da nova newsletter da Creativante (“Enquanto os executivos internacionais pensam estratégias digitais, os daqui perdem o sono com o complicado ambiente de negócios!“), que já está no ar.

Para acessá-la, acesse aqui, ou aqui no formato pdf!

Boa Leitura!


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