Archive for the ‘Desenvolvimento Regional’ Category

What is at stake in this Presidential election in the US

setembro 7, 2012

Dica do blog De Gustibus Non Est Disputandum do economista Claudio D. Shikida!

The Numbers Game with Russ Roberts:

A CISPA, o cyberspace e a indústria de TI

maio 3, 2012

A newsletter da Creativante da semana que vem (que estará no ar dia 07/05) tratará sobre a CISPA- Cyber Intelligence Sharing and Protection Act of 2011- a Lei de Compartilhamento e Proteção da Inteligência Cibernética dos EUA, e suas implicações para a indústria de TI!

Aguardem!

Desigualdades Regionais em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Brasil: Uma Análise de sua Evolução Recente

março 17, 2011

Um novo artigo, publicado pelo IPEA- Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, traz mais evidências de um fenômeno que há muito tempo tentamos combater, mas que nossas tentativas têm sido praticamente em vão: as desigualdades regionais no Brasil, e, marcadamente em Ciência, Tecnologia e Inovação.

O texto, cujo resumo segue abaixo, pode ser baixado em http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/TDs/td_1574.pdf.

================

Desigualdades Regionais em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Brasil: Uma Análise de sua Evolução Recente
Luiz Ricardo Cavalcante / Rio de Janeiro, 2011

O objetivo deste trabalho é analisar a evolução das desigualdades regionais em ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no Brasil ao longo da última década. A revisão bibliográfica i) reafirma a associação entre as atividades de CT&I e o desenvolvimento econômico e social; e ii) constata a existência de elevados níveis de desigualdades regionais em CT&I no Brasil. Do ponto de vista metodológico, o trabalho apoia-se i) na análise de estatísticas descritivas de indicadores regionalizados de CT&I; e ii) no cálculo de índices de desigualdades inter-regionais e interestaduais em CT&I. Conclui-se que i) houve um lento processo de convergência da base científica ao longo da década de 2000; ii) esse processo não pode ser creditado à distribuição regional dos recursos do Conselho.Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que foi proporcional à base científica instalada nas Unidades da Federação (UFs); e iii) no mesmo período, acentuaram-se as desigualdades regionais em esforços tecnológicos pelas empresas industriais. Como resultado, pode-se afirmar que o processo de convergência da base científica ainda não tem sido capaz de motivar um processo de convergência da base tecnológica. Assim, as regiões menos desenvolvidas não somente têm uma menor base científica como contam com mecanismos de transmissão mais precários entre a ciência e a tecnologia. Tendo em vista a crescente relevância atribuída às políticas de CT&I em escala nacional, esse aspecto não pode ser negligenciado ao se formularem políticas de desenvolvimento regional para o Brasil.
The aim of this paper is to analyze the path followed by the regional inequality indicators of science, technology, and innovation (ST&I) during the last decade. The literature review i) reasserts the association between ST&I and the economic and social development; and ii) indicates a high level of ST&I inequalities in Brazil. The analysis is based upon i) descriptive statistics of regionalized indicators of ST&I; and ii) interregional and intra-regional inequality indicators of ST&I. It is shown that i) there was a slow convergence process of the scientific basis from 2000 onwards; ii) this processes can not be credited to the regional allocation of resources by the local science foundations, which basically followed the preexisting scientific basis of the Brazilian states; and iii) in the same period, regional inequalities of technological efforts by industrial firms deepened. As a result, the convergence process of the scientific infrastructure has not yet been capable of fostering a convergence process of the technological efforts in the country. Less developed regions not only count on a smaller scientific infrastructure but also on less effective transmission mechanisms from science to technology. Considering the increasing relevance of the ST&I policies at the national level, this issue can not be neglected in the formulation of regional development policies in Brazil.

China estuda mega-aposta em setores estratégicos

dezembro 6, 2010

Notícia, no mínimo inquietante para um país como o Brasil, e que saiu no Valor Econômico de sexta-feira 03/12!

=========

China estuda mega-aposta em setores estratégicos

Ásia: Pequim pode investir US$ 1,5 tri para se tornar líder em tecnologia

Benjamin Kang Lim e Simon Rabinovitch | Reuters, em Pequim
03/12/2010

A China está estudando um plano de investimentos de até US$ 1,5 trilhão durante cinco anos em sete setores estratégicos, segundo fontes. Esse plano visa acelerar a transição do país da condição de fornecedor de produtos baratos ao mundo para provedor líder de tecnologias de alto valor.

Analistas expressaram ceticismo em face do enorme volume de dinheiro – equivalente a cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) chinês, em base anual -, mas disseram que a espantosa dimensão do número é uma indicação da determinação do governo de catalisar uma mudança estrutural na economia.

Entre os setores em foco estão: fontes energéticas alternativas, biotecnologia, tecnologia da informação de nova geração, equipamentos industriais de alta tecnologia, materiais avançados, carros movidos a combustíveis alternativos e tecnologias para poupar energia e não agressivas ao ambiente.

Muito provavelmente, a maior parte dos recursos não virá do governo central, que procurará estimular gastos de empresas, investimentos de governos locais e empréstimos por bancos. A Conferência Central de Trabalho Econô-mico, encontro anual decisivo no qual os líderes de mais alto escalão definem as políticas econômicas para o ano seguinte, provavelmente endossarão o plano focado nos sete novos setores estratégicos ao reunirem-se no fim deste mês.

“O Conselho de Estado está ponderando um plano para investir até 2 trilhões de yuans [US$ 300 bilhões] por ano nos sete novos setores estratégicos durante os próximos cinco anos”, disse à Reuters uma fonte próxima à liderança e com conhecimento direto sobre a proposta. A fonte não quis ser identificada devido à delicadeza da informação.

Pequim já disse que deseja incentivar os setores, uma política que espera tornará o país menos dependente de práticas industriais “sujas”, de baixo tecnologia. O valor adicionado total agregado pelos sete setores estratégicos representam atualmente cerca de 2% do PIB. O governo disse desejar que eles gerem 8% do PIB em 2015 e 15% até 2020. Ao estimular esses setores, a China estaria fazendo uma grande aposta em que a tecnologia pode ajudar a estabelecer uma ponte entre a oferta reduzida de commodities e a demanda em rápido crescimento que levou o país a tornar-se a segunda maior economia do mundo.

O plano quinquenal do Partido Comunista para 2011-2015 defende “incubar e desenvolver” os setores. Mas até agora o governo não divulgou nenhum número definindo quanto dinheiro vai gastar como parte do plano quinquenal para reformar a economia.

Os investimentos propostos para os setores deverão rivalizar (em ordem de grandeza) com o pacote de estímulo governamental de dois anos que mobilizou 4 trilhões de yuans e chegou ao fim em novembro. “É um desses números tão grandes que, mesmo que seja exagerado, o número real provavelmente ainda será grande”, disse Ben Simpfendorfer, economista do Royal Bank of Scotland em Hong Kong.

Em sua declarações, as autoridades chinesas muitas vezes ambicionam enormes investimentos como uma maneira de reunir apoio para iniciativas de investimentos, ainda que os números em última instância não correspondam às metas originais.

“A concentração nos sete novos setores estratégicos fará crescer a competitividade chinesa e elevará sua economia a patamares mais altos na cadeia de valor”, disse Zhao Changhui, economista-chefe do Banco de Exportação e Importação da China. “Isso dará rumo para uma transformação da economia chinesa”, afirmou Zhao. “É o próximo estágio da globalização”.

O governo também deve dar tratamento preferencial aos investidores em termos de impostos e de aquisição de terras.

O “China Times”, publicado em chinês, informou que a alíquota do imposto de renda para os investidores nos sete setores será reduzida para 7,5%. A imprensa oficial também informou que a China vai investir 5 trilhões de yuans em projetos de energia renovável ao longo da próxima década. O dinheiro gasto nos sete setores focados pela iniciativa que envolverá 10 trilhões de yuans poderá, em certa medida, poderá sobrepor-se (aos projetos de energia renovável). Os planos também poderão defrontar-se com oposição de alguns setores do governo.

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR), a poderosa agência de planejamento do país, disse que o setor de energia eólica já está sofrendo excesso de capacidade, levantando dúvidas sobre a necessidade de grandes investimentos em energia alternativa. Ontem, a CNDR não quis comentar.

Xu Jian, economista da China International Capital, em Pequim, questionou se os sete setores visados têm condições de absorver tal afluxo de dinheiro. “Eles ainda estão em seu estágio inicial de desenvolvimento. São distintos de setores convencionais, que são de grandes escala. Assim, nesses termos, esse investimento pode ser grande demais”, disse.

O plano precisa ser aprovado pelo do Congresso Nacional do Povo, o Parlamento chinês, que irá realizar a sua sessão anual em março de 2011.

Innovation in the 21st Century: Keeping the US Competitive

novembro 17, 2009

Publicado no blog http://www.huffingtonpost.com !

===================

Innovation in the 21st Century: Keeping the US Competitive

Justin R. Rattner

Justin R. Rattner

Vice president and chief technology officer, Intel Corporation

Posted: November 16, 2009 01:40 PM

Today, Newsweek and Intel released the findings from a survey on innovation and the economy. The good news: despite one of the deepest recessions in history, Americans have an undiminished faith in technology and innovation as the primary engines of economic growth. The bad news: most Americans say that the downturn has hurt the U.S.’s ability to innovate and they have significant doubts about our ability to maintain leadership.

While pursuing game-changing technology innovation is my charge at Intel, I am acutely interested in supporting this undiminished faith of the American people and am working tirelessly to relieve their doubts about our ability to compete on the global stage.

 Too often I find that organizations of all types are told by their management or their customers to be more innovative. They quickly embrace the idea, but then struggle to understand its true meaning and are clueless about how to achieve it.

Having spent my entire career in R&D, I’ve learned that innovation is a type of human endeavor, a process. If we as a nation fail to understand that innovation is this long, often torturous process, we will find ourselves taking a back seat to those countries that learned how to innovate by studying us in great detail, but then took the bold steps to make innovation their hallmark instead of ours. If we are not vigilant, the students will have become the masters.

Being an optimist, something essential to being a successful innovator, I believe we can return to our cultural roots and make innovation a process to be once again embraced and nurtured. Doing so will require the kind of investment environments, R&D strategies, and management know-how to keep us at the forefront of innovation and reassert our competitiveness in the rapidly changing, global economy.

A 21st Century Model of Cooperation between Government, Industry, and Academia

The old 20th century research model is all but dead. The big “think tank” labs that did research for the sake of doing research, such as Bell Labs (invented information theory and the transistor) and the Xerox Palo Alto Research Center (invented the Ethernet, laser printing, and the window-mouse user interface) are now just shadows of their former selves.

After World War II, much of what energized our economy was driven by industrial research and development organizations continuing the innovation process by taking the fundamental ideas from academia or the big think tanks and turning them into truly useful products and services. Indeed, the Internet may have been invented at UCLA and Stanford, with funding by the Defense Research Projects Agency, and the World Wide Web at CERN and the University of Illinois with funding from NSF, but it took industrial R&D at companies such as Cisco and Google to make the net and the web the global reality they are today.

In the 21st century, we advocate the adoption of a more contemporary research model, bringing together the best of world-class university research and industrial R&D with critical government support in a phased approach that yields the best outcome for all three sectors and drives a healthy pipeline of innovative American products and services to the global market well into the new century.

 

Can Government Alone Drive Innovation?

According to the survey, nearly half of Americans also want the government to offer incentives to spur innovation and a third think a national innovation initiative would be very effective. Where is the next invention on the level of the integrated circuit or the Internet going to come from, and how can we be sure it creates high paying jobs here at home?

For the 21st century R&D model to work we also must commit to increased funding for R&D in both the public and private sectors. While the call we often hear is for unilateral increases in government R&D funding and tax policy, I guarantee you that alone will not keep us competitive. The decreasing amount of industrial investment in R&D must be of equal concern.

A two-year old study by the Chinese government of its own electronics industry revealed that very few companies in China spend more than one percent on R&D. Are you surprised that most of those companies are not profitable? The few that spend ten percent or more on R&D, more typical of U.S. electronics companies such as Intel, do make money. There is a powerful lesson to be learned from this study. Government funding and tax policy must be matched by industrial R&D investments. One without the other is a recipe for failure.

Science & Engineering Education in the U.S. is Critical

The doubts that Americans expressed in the survey about the ability to maintain leadership in innovation is shared by Chinese respondents. To no one’s surprise, the Chinese believe that the U.S. has a significant advantage today, but they expect to take the mantle of leadership over the next 30 years. In contrast, Americans say their doubts are largely based on a perceived gap with other nations in the quality of math and science education, with 82% thinking that the U.S. lags behind other countries. While it’s true that we do lag, the good news is that the trend for American student is positive. The 2007 Trends in International Mathematics and Science Study (TIMSS) ranked U.S. fourth and eighth grade student 12th and 10th world-wide in mathematics, up dramatically from previous surveys. We need to do whatever it takes for as long as it takes until we’re on par with the Chinese.

Immigration Policy Helps Power U.S. Innovation

Since innovation begins with an idea in response to a need, the next big product or service idea will hopefully come from the mind of a current American or an American-trained student. Given that I’m responsible for six of Intel’s international research labs, I can say first hand that the U.S. doesn’t have an exclusive deal on smart people. They are everywhere on the planet and most of them don’t live in the U.S. It doesn’t help to chase them out of the U.S. once they finish their academic training. We should give them a job offer and a hiring bonus the day they get their PhDs.

Tuning Up for the Global Battle

With 75% of Americans believing that technological innovation is more important than ever in driving U.S. economic success, the significance of developing our innovators of tomorrow is more pronounced than ever. The space race was basically a dual between two countries. Now we are engaged in a truly global competition over who will have the best ideas and who will turn those ideas into products, services, and high-paying jobs.

It’s amazing to think that with an enlightened combination of cutting edge academic research and industrial R&D, well-informed government policy and support, and continuous improvement of math and science outcomes, the next big thing is on the horizon — something that will change our lives and better our world. In that: not just reason to have faith, but a reason to act and act quickly.

Motivating the Newsweek-Intel Survey

Intel sponsored this survey with Newsweek to highlight key areas of interest around innovation. In the current economy, there is nothing more important than driving change that will create jobs and build confidence among the American people. Intel is also sponsoring a conference in Washington, DC to explore what American business, governmental and academic institutions, NGOs, and private citizens can do to invigorate our culture of innovation that will drive economic recovery and ensure long-term, sustainable growth.

PIB do Recife está pior do que o de Fortaleza

dezembro 19, 2007

Nada contra os Cearences de Fortaleza, mas a publicação do PIB de 2005 dos municípios do Brasil pelo IBGE na data de ontem confirma aquilo que apontávamos no Blog da Folha no primeiro semestre deste ano (entre os dias 08/05 e 12/06, ver http://jccavalcanti.wordpress.com/category/blog-da-folha-de-pernambuco/page/2/: o declínio econômico relativo do Recife

Segundo o IBGE o PIB do Recife (décimo sétimo no ranking dos cem maiores PIBs do Brasil: R$ 16.664.468,00) está abaixo do de Fortaleza (décimo segundo: R$ 19.448.018,00)! 

Quem quiser dar uma olhada rápida, é só entrar no site http://noticias.uol.com.br/ultnot/especial/2007/pib/index.jhtm !

Uma “Nova Política de Desenvolvimento Regional” ?

janeiro 13, 2007

Esta semana foi recheada de matérias na imprensa (principalmente nordestina) do retorno da “agenda regional”.  Matéria de divulgada na data de ontem (12/01/07) pela Secretaria-Geral da Presidência da República noticia o acontecimento e dá sua importância (abaixo):

————————

Novas Sudam e Sudene vão alavancar desenvolvimento regional

Já estão em vigor as Leis Complementares nº 124 e 125 que recriam a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e a Superintendência Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). As novas Sudam e Sudene, que ficarão vinculadas ao Ministério da Integração Nacional, vão garantir para a região Nordeste e para a Amazônia mais investimentos, maior planejamento das políticas públicas e mais mecanismos de controle da aplicação dos recursos para a promoção do desenvolvimento regional. 

As principais diferenças entre as antigas superintendências que funcionaram até 2001 e as que iniciarão as atividades em 2007 são: os mecanismos de controle interno mais eficientes; a destinação de recursos para inovação tecnológica; a obrigatoriedade de um planejamento em consonância com as políticas públicas voltadas para o crescimento sócio-econômico das regiões em questão; e o aprimoramento dos regulamentos dos fundos de desenvolvimento em relação aos dos antigos fundos de investimentos Finam e Finor.  

Juntamente com as novas Sudam e Sudene serão criados os seus Conselhos Deliberativos.  Integrarão os conselhos ministros de estado, dentre os quais o ministro da Integração Nacional que o presidirá, governadores, prefeitos, presidentes de bancos de desenvolvimento regional, titulares das superintendências e representantes das classes empresariais e de trabalhadores.”

—————–

Minha sensação e de “déjà vu” ! Lembro que no começo do governo Lula, em janeiro de 2003, movimento semelhante (de euforia com o desenvolvimento regional) foi iniciado, com muitas reuniões e manifestações de apoio de políticos e empresários.  Ocorre que, de uma hora para outra o movimento perdeu seu fôlego e a partir de 2004 pouco se falava a respeito do assunto.

Lembro também que no final de 2003 o governo federal lançou um documento intitulado “Diretrizes Gerais para uma Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior“, que em seu corpo revelava que essa nova política industrial teria um forte ingrediente regional.  No entanto, quando foi oficialmente divulgada, em março de 2004, tal política já não contava mais com sua ênfase regional.

Enfim, vamos esperar que desta vez não fiquemos apenas no sentimento de “déjà vu” e que alguma coisa realmente aconteça !  


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 1.282 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: