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Tele)Comunicações no Brasil: mudanças tecnológicas impulsionam mudanças institucionais (parte 2)

Março 3, 2008

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“Na letterícia passada afirmamos que mudanças tecnológicas estão impulsionando mudanças institucionais em ciclos históricos cada vez mais breves. Afirmamos também a compra de uma empresa monopolista regional (a Brasil Telecom- BrT) por outra empresa monopolista regional (a Oi, ex-Telemar), para a formação de uma grande empresa monopolista privada nacional, é um dos principais fatos da atualidade da dinâmica das telecomunicações nacionais que estão impulsionando grandes mudanças institucionais (para aqueles interessados em saber a posição do governo federal nesta questão, basta acessar o link : http://jccavalcanti.wordpress.com/2008/02/27/ministerio-das-comunicacoes-envia-carta-a-anatel/).  Em adição, levantamos a questão de como esta compra estaria relacionada com a discussão no Congresso Nacional sobre os Projetos de Lei 27/2007 e 29/2007 (este sendo substitutivo do primeiro), que, marcadamente o segundo, dispõe sobre a comunicação audiovisual eletrônica de acesso condicionado, e dá outras providências.”

Esta é a introdução à newsletter da Creativante desta semana, que você pode acessar aqui!

(Tele)Comunicações no Brasil: mudanças tecnológicas impulsionam mudanças institucionais

Fevereiro 26, 2008

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“Há alguns anos o Professor de Economia Hal Varian, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, EUA, e hoje Economista-Chefe do Google, vaticinou: “a tecnologia muda, as leis econômicas não”.  Ele estava se referindo essencialmente às leis de demanda e de oferta econômicas.

Além de concordarmos com o que diz o Prof. Varian, podemos afirmar que além das leis econômicas não mudarem, as leis sociais também não mudam com a tecnologia (nem nos mundos virtuais, como o Second Life! Neste, tal como no real, também existem classes sociais, conflitos, disputas, regras e normas sociais).  E uma destas “leis sociais” é a de que as mudanças tecnológicas invariavelmente antecedem as mudanças institucionais. 

No caso das telecomunicações, o mundo está presenciando um conjunto de avanços tecnológicos jamais visto! Desde a emergência dos computadores pessoais (e das redes de computadores), as telecomunicações tradicionais, e outras formas de transmissão de conteúdos (da mídia em geral, tais como a televisão – aberta ou fechada, o rádio, os jornais, etc.), vêm sendo profundamente impactados pelos primeiros de tal forma que hoje se tornou unânime se falar em convergência tecnológica. Ou seja, as tecnologias de informação e comunicação estão cada vez mais se fundido, ou tornando suas antigas fronteiras indistintas.

Estas mudanças tecnológicas estão impulsionando mudanças institucionais em ciclos históricos cada vez mais breves.  No que diz respeito ao segmento das telecomunicações nacionais, o último conjunto de mudanças institucionais ocorreu em 1998, quando o mercado brasileiro foi re-estruturado, deixando de ser um monopólio estatal de oferta de infra-estrutura e serviços de eminentemente de telefonia fixa (que teve início nos anos 1970s) para adquirir uma feição mais flexível, não estatal, e adaptável às transformações tecnológicas impostas pelo avanço da telefonia móvel que estava em curso.”

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