Arquivo da categoria ‘Acerto de Contas’

Sistema S (da Era dos Serviços)

Maio 13, 2008

“Como tenho manifestado há algum tempo em palestras, em artigos, e em salas de aula, nós estamos vivendo uma Síndrome Macunaíma. De forma breve, Mário de Andrade escreveu seu “Macunaíma: o herói sem nenhum caráter” numa época (início do século XX) em que o Brasil estava saindo da fazenda e se dirigindo para as cidades. E isto implicou numa perda de valores e caracteres (rurais), e num ganho, gradual, de outros (eminentemente urbanos). Daí nosso herói sem caráter algum!

Hoje, com mais de 80% da população já vivendo nas cidades, nós estamos vivendo uma outra síndrome: a necessidade de evoluirmos na aquisição de novos valores e caracteres, que já não são urbano-nacionais, mas sim globais. Precisamos urgentemente formar o cidadão-global (obviamente sem perda daquilo que conforma nossa identidade cultural).

Infelizmente nosso sistema educacional não foi estruturado para essa necessidade! Por esta razão, hoje estamos nos dando conta que este sistema está à beira de um colapso: demos grande ênfase à quantidade/acesso (temos um ensino fundamental praticamente universalizado!), mas estamos muito aquém (pelos parâmetros internacionais) em termos de qualidade/conteúdo, em quase todos os níveis (só a pós-graduação do país é que pode ser considerada “um ponto fora da curva!”). “.

Esta é a introdução ao meu artigo desta semana no blog Acerto de Contas, que você pode acessar aqui!

 

O Mito do Eleitor Racional: Por que Democracias escolhem políticas ruins

Maio 6, 2008

“Tomei conhecimento há duas semanas, através do blog do Prof. Greg Mankiw, da Harvard University, do lançamento do livroThe Myth of the Rational Voter: Why Democracies Choose Bad Policies” (O Mito do Eleitor Racional: Porque Democracias escolhem políticas ruins), da Princeton University Press, de 2007. O autor é Bryan Caplan, que é Professor Associado de Economia da George Mason University, nos EUA.

A tese do livro é polêmica, principalmente se transportada, sem a devida mediação, para outros contextos, já que o livro trata essencialmente da vida política dos EUA (e é bom colocar isso diante mão, para que alguns leitores deste blog não partam para a crítica ideológica sem atentar para as circunstâncias que levam um autor a escrever o que escreve!).

Segundo o Prof. Caplan o grande obstáculo para políticas econômicas sólidas não são os interesses de grupos entrincheirados, nem os crescentes lobbies, mas sim as falsas concepções populares, as crenças irracionais, e os viéses pessoais assumidos pelos eleitores comuns. O argumento do Prof. Bryan Caplan é que os eleitores continuamente elegem políticos que ou compartilham seus vieses, ou pretendem compartilhá-los, resultando assim em políticas públicas ruins que vencem novamente pelo voto popular.”

Esta é a introdução ao meu artigo desta semana no blog Acerto de Contas, que você pode acessar aqui!

Terceiro Mandato e Pena de Morte: o que eles têm em comum?

Abril 29, 2008

“O título deste artigo me veio à mente a partir da leitura do post População quer o terceiro mandato. E agora? que nosso Pierre Lucena colocou ontem neste blog, citando uma pesquisa da CNT/Sensus que praticamente diz que a população quer o terceiro mandato. Ou seja, 50,4% dos entrevistados querem que Lula se candidate mais uma vez, e 51,1% disseram que votariam nele.

Isto me fez lembrar uma ocasião em que a ex-Primeira Ministra da Grã-Bretanha Margareth Thatcher quis empurrar goela abaixo nos britânicos um imposto chamado Poll Tax, que incidiria em todos os cidadãos, independentemente de renda, local de moradia, etc. A reação do Parlamento Britânico foi estrondosa, e era capitaneada pelo líder da oposição à época, se não me engano Neil Kinnock, Presidente do radical Labour Party- Partido Trabalhista, que depois veio a ser liderado por John Smith, que viera a falecer em 1994, sendo substituído então pelo jovem advogado de centro-esquerda Tony Blair. Tony Blair, que derrotou o conservador John Major (que sucedeu Margareth Thatcher em 1990) nas eleições majoritárias de 1997, interrompeu uma hegemonia dos conservadores que vinha desde 1979; portanto 18 anos de poder dos conservadores. Agora a hegemonia é dos Trabalhistas, que já estão há onze anos no poder!”

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Interesse Nacional ???

Abril 22, 2008

“Dei-me conta na semana passada da existência de uma nova revista, intitulada Interesse Nacional, e que conta com um blog: http://interessenacional.com/ ! A revista, que tem em seu conselho editorial 25 membros, começou a circular no dia 08 de abril, e foi lançada em São Paulo, no dia 16 de abril, num seminário sobre a Globalização e o Interesse Nacional do Brasil: uma agenda para o futuro, no Instituto Norberto Bobbio. Ela também será apresentada em Belo Horizonte, no dia 08 de maio, com debate no Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais e Brasília, no dia 14 de maio.

Interesse Nacional, com periodicidade trimestral (quatro números ao ano), segundo a divulgação no blog, “defende uma orientação editorial diversificada, como convém a um país complexo e multifacetado como o Brasil”.”

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Business Design Intelligence (Inteligência de Desenho de Negócios)

Abril 15, 2008

 

“No mundo dos profissionais das Tecnologias de Informação a mera menção do termo BI (Business Intelligence em inglês, ou Inteligência de Negócios em português), remete-nos a um universo amplo e sofisticado de processos de coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento de informações que oferecem suporte a gestão de negócios.

Segundo o Wikipedia, a Inteligência Empresarial, ou Business Intelligence, é um termo da multinacional Gartner Group. O conceito surgiu na década de 80 e descreve as habilidades das corporações para acessar dados e explorar as informações (normalmente contidas em um Data Warehouse/Data Mart), analisando-as e desenvolvendo percepções e entendimentos a seu respeito, o que as permite incrementar e tornar mais pautada em informações a tomada de decisão.

Este universo de BI é intensamente povoado por várias corporações de TI multinacionais (como Microsoft, IBM, Oracle, SAP, dentre tantas) que vivem desenvolvendo e vendendo ferramentas e soluções de TI para as empresas das mais variadas finalidades.

Mas o que queremos discutir neste espaço, não é o ambiente de BI, mas sim um outro conceito, que é o de Business Design Intelligence-BDI, ou Inteligência de Desenho (ou Projeto) de Negócios. Eu já estava trabalhando este conceito (que trata, grosso modo, da formatação de negócios e suas inter-relações), quando recebi uma indicação de um amigo sobre um artigo exatamente sobre este assunto.”

Esta é a introdução ao nosso artigo desta semana no blog Acerto de Contas, que vcoê pode acessar aqui!

Mais sobre o PL 29/2007!

Abril 8, 2008

“Há alguns dias escrevi aqui neste blog sobre o Projeto de Lei – PL 29/2007, que visa regulamentar a TV por Assinatura (nos dias 26/02/2008, 04/03/2008, e 11/03/2008). Semana passada o cantor Lobão fez uma discussão sobre isso no programa MTV Debate, que ele apresenta na MTV. Os deputados federais Jorge Bittar e Walter Pinheiro estavam lá para defender o projeto.

Aos poucos as pessoas estão se dando conta da importância deste projeto para suas vidas, já que o que está também associado a esta discussão é a regulamentação do conteúdo a ser produzido e veiculado pela indústria do áudio-visual.

Mas algo que não está sendo levado na devida conta, é a relação entre a tramitação deste projeto no Congresso Nacional e o esforço concentrado do atual governo federal para a formação de um grande monopolista privado das telecomunicações, com a viabilização da compra da BrT pela Oi (ex-Telemar), e com a mudança na legislação em vigor para permitir que tal fusão aconteça (argumento central dos meus artigos acima referido).”

Esta é a introdução ao meu artigo desta semana no blog Acerto de Contas, que você pode acessar aqui!

Mais uma Política Industrial? E cadê a Política de Serviços?

Abril 1, 2008

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“Essa não! Mais uma?  Pois é!  O Governo Federal está se preparando para divulgar sua segunda política industrial em 05 (cinco) anos.  E o que houve com a primeira? Alguém tem alguma idéia dela?

Pois é!  Comentei os “resultados” desta tal de “primeira” política industrial deste Governo Federal em dois posts no meu blog (quem quiser ler, a primeira parte está aqui, e a segunda parte está aqui). Ou seja, são comentários de pouco mais de um ano!

Nestes dois posts apontava que mesmo que a PITCE- Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (como ficou sendo denominada a tal política industrial) do Governo Federal tivesse sido lançada em 2004, não foi possível identificar (em 2007) uma análise consistente dos seus resultados.”

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Gasto Social Federal: uma mudança positiva?

Março 25, 2008

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“Na semana passada, deparei-me com um texto interessante, intitulado “GASTO SOCIAL E POLÍTICA MACROECONÔMICA: TRAJETÓRIAS E TENSÕES NO PERÍODO 1995-2005”, publicado em 18/02/2008 e escrito Jorge Abrahão de Castro, José Aparecido Ribeiro, José Valente Chaves, Bruno de Carvalho Duarte, e Helenne Barbosa Simões, que são pesquisadores e consultores do IPEA-Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, um órgão do governo federal que contribui com estudos e pesquisas voltadas para suporte técnico e institucional às ações governamentais para a formulação e reformulação de  políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiros.”

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O Programa Bolsa Família se tornou um programa eleitoreiro?

Março 18, 2008

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“Tenho procurado imprimir nestes artigos uma linha um tanto quanto neutra sobre determinadas questões que considero interessantes para um público mais geral, que tem múltiplas visões (ainda bem!) sobre determinados temas.

No entanto, na semana que passou, tive a oportunidade de ler uma interessante, e instigante, entrevista do Frei Betto, uma figura carismática da nossa realidade social, política e religiosa.

Nesta entrevista, Frei Betto critica o assistencialismo do Programa Bolsa-Família, no atual governo federal, e pede reformas por democracia econômica! “

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A comunicação audiovisual social eletrônica no Brasil: você sabe como estão pretendendo regulá-la? (final)

Março 11, 2008

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“Nos dois últimos artigos apontamos, de maneira sintética, que mudanças tecnológicas estão impulsionando mudanças institucionais em ciclos históricos cada vez mais breves. E registramos dois fatos importantes que convergem neste sentido. Em primeiro lugar, a compra de uma empresa monopolista regional (a Brasil Telecom- BrT) por outra empresa monopolista regional (a Oi, ex-Telemar), para a formação de uma grande empresa monopolista privada nacional; e, em segundo lugar, a discussão no Congresso Nacional sobre os Projetos de Lei 27/2007 e 29/2007 (este sendo substitutivo do primeiro), que, marcadamente o segundo, dispõe sobre a comunicação audiovisual eletrônica de acesso condicionado, e dá outras providências.

Ao evidenciarmos, a guisa de esclarecimento, o que é a comunicação audiovisual de acesso condicionado envolve, apontando o que é a TV por Assinatura no Brasil, argumentamos que o que os Projetos de Lei 27/2007 e 29/2007 se propõem é estabelecer um marco referencial legal para atuação dos serviços de TV por Assinatura a partir da confluência dos serviços proporcionados pelo surgimento das tecnologias de banda-larga, originados pelo desenvolvimento das tecnologias ligadas à Internet.

Mas este novo marco referencial legal tem que dar conta também de um outro importante aspecto das comunicações: o conteúdo a ser transmitido. E neste sentido, faz-se necessária a inclusão de um importante ator: o Ministério da Cultura (e de modo particular, a ANCINE), já que o mesmo é o responsável pela Política Nacional do Audiovisual, ou seja, pela política do conteúdo a ser transmitido.”

Esta é a introdução ao nosso artigo de hoje no blog Acerto de Contas, que você pode acessar aqui!