“Temos convivido, desde setembro de 2007, com uma série de fatos (calote no mercado imobiliário americano, quebra de bancos internacionais, aumento dos preços do petróleo, retorno da inflação, etc., etc.) que concorrem para a crença de que o mundo está atravessando uma séria crise econômica com desdobramentos que se assemelham àqueles dos anos 30 do século passado. E não faltam catastrofistas de plantão (lá fora e aqui no Brasil) para reforçar esta crença.
O que pretendemos com este brevíssimo artigo é estabelecer um duplo argumento. Inicialmente, desejamos apontar que muito embora não devamos subestimar as conseqüências destes choques financeiros para a redução das taxas de crescimento econômico mundial que vínhamos observando nos últimos cinco a seis anos, estamos muito longe de caminhar para uma catástrofe financeira que leve a um caos no ordenamento econômico mundial. E a matriz de raciocínio que dá suporte a este posicionamento vem se denominando a tese Bretton Woods II. E, em segundo lugar, queremos afirmar que a tese Bretton Woods II está na base do que estamos chamando de Fronteira Tecnológica Global-FTG 2.0.”
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