“Nos dois artigos anteriores defendemos o argumento de que a partir do governo FHC (marcadamente com a implantação do Plano Real) ocorreu uma radical mudança cultural no modo como as empresas passaram a fazer seus negócios, e que esta mudança cultural decorreu de dois determinantes centrais: a) Primeiramente, o Sistema Financeiro Nacional- SFN foi radicalmente transformado; e, b) O Mercado de Capitais teve que se ajustar radicalmente a um novo contexto de uma forte abertura da economia, tanto em termos de comércio externo quanto em termos do fluxo de capitais.
Hoje trataremos brevemente do segundo determinante (e para tanto, vamos nos valer de extratos do livro “Mercado Financeiro: Aspectos Conceituais e Históricos”, de Andréa F. Andrezo, e Iran S. Lima, Editora Atlas, 2007)!
O fim da instabilidade inflacionária com o Plano Real levou a um conjunto de mudanças significativas no comportamento do mercado de capitais brasileiro. Inicialmente, levou à diversificação dos tipos de fundos de investimento, uma vez que os investidores passaram a ter a possibilidade de realizar planejamentos com prazos mais longos. Surgiram os fundos referenciados em DI (depósitos interfinanceiros) e em índices de ações, os fundos imobiliários, de derivativos e em projetos culturais.”
Esta é a introdução ao nosso artigo desta semana no blog Acerto de Contas, que você pode acessar aqui, ou pode baixar no formato pdf aqui!