“Um prazer estar de volta, e um Super 2008 a todos os leitores!
Inicio 2008 desejoso em apontar alguns aspectos de uma revolução profunda (e silenciosa) que está acontecendo no mundo empresarial brasileiro. E posso também argumentar que ela se iniciou no governo Fernando Henrique Cardoso (os petistas e associados que me desculpem, mas eles não poderão dizer que foi no governo Lula que ela se iniciou!), o qual aprofundou enormemente o processo de liberalização/ /privatização/internacionalização de nossa economia.
O que muitos dos opositores do governo FHC diziam (e alguns que gostam de olhar para o retrovisor ainda proclamam), era que naquele período tal processo de liberalização/privatização/internacionalização havia colocado o Brasil numa “crise de profundas dimensões sociais e econômicas”. Hoje, muitos daqueles opositores (hoje no poder) disfarçam (às vezes de modo descarado!) para não assumirem que a “herança FHC” foi de fato bendita, e não maldita como propugnavam! Em outras palavras, “romperam com a ruptura” que diziam que iam fazer, e adotaram quase tudo do governo FHC, marcadamente sua política econômica (moeda, regime monetário, regime fiscal, e por aí vai!).
Mas algo que tais opositores sequer mencionam, é subproduto direto das profundas transformações que ocorreram na economia brasileira no período FHC: a partir daquela “octaetéride fernandista” (como gosta de criticar o ex-czar da economia do regime militar, e hoje ídolo do governo federal de plantão, Prof. Antonio Delfim Netto, que por sinal admiro muito sua inteligência econômica) ocorreu uma radical mudança cultural no modo como as empresas passaram a fazer seus negócios.”
Esta é a introdução ao meu primeiro artigo deste ano no blog Acerto de Contas, que você pode acessar aqui, ou pode baixar no formato pdf aqui!