Aqueles que viveram 2001 se lembram de dois fatos marcantes: o atentado de 11 de setembro nos EUA e o apagão de energia no Brasil. O primeiro mudou a história do mundo contemporâneo sinalizando novos tempos na geopolítica da segurança internacional. O segundo marcou o fim do governo FHC.
A partir daquele momento, o Partido dos Trabalhadores-PT (o maior da oposição à época) começou a perceber que a perspectiva real para o poder era iminente. O apagão de energia deixou claro para a população que havia uma crise de gestão (afinal, como se deixou que aquilo acontecesse?) e que era hora de uma mudança.
Vieram as eleições de 2002 e o Presidente do PT (Lula) passou a ser o Presidente do Brasil. Hoje, passados seis anos (em 2006, pela total falta de opção, o atual governo foi reconduzido), vemos o fato se repetir: mais uma crise energética bate às nossas portas. Mas o que é pior ainda, é que para a população fica a mesma mensagem: como é que, depois de 2001, ainda não aprenderam a lição?
Em 2001 havia um craque: o Ministro Pedro Parente! Lembram-se dele? Pois é, mesmo que o ex-Senador José Jorge (PFL de Pernambuco) tivesse sido indicado para ser o Ministro de Minas e Energia à época, quem deu conta do recado foi o tecno-burocrata, e experiente técnico do governo, Pedro Parente.
Hoje nós estamos assistindo uma epopéia ainda mais trágica. Depois de um longo período sem piloto oficial, o Ministério de Minas e Energia é entregue a um político cujo aspecto mais importante do seu currículo, é ser um homem de confiança do Senador José Sarney, o hoje todo-poderoso líder da ala governista do PMDB!
Vejam só o que a jornalista Míriam Leitão diz hoje em sua coluna nacional:
“‘É lamentável a maneira como o governo lida com a séria questão da crise energética! O ministro Edison Lobão (ela colocou a palavra ministro com m minúsculo! grifos nossos!) tartamudeou na primeira entrevista que deu ao tentar falar a palavra “térmica”. Falou em “termas”, tentou “termos” e não encontrou as “térmicas”, nome dado äs usinas que, no nosso modelo, são a variável de ajuste”.
Isso é uma caricatura grosseira do que vem por aí! Tenho colocado aos meus alunos e amigos que o episódio da CPMF foi o início do fim do governo Lula. Parece que os fatos, paulatinamente, vão confirmando a minha tese!
Queiram Deus e São Pedro (o das chuvas!), não transformem o apagão gerencial, no atual quase apagão elétrico, em um caos na energia elétrica (tal como transformaram a crise aérea num caos aéreo)!
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