A Economia do Reuso de Software

By jccavalcanti

“O reuso de software é o uso de software existente para o desenvolvimento de novo software. No reuso de software duas decisões estão envolvidas. A primeira é se devemos, ou não, adquirir software para reusar. Sistemas operacionais devem ser comprados, bibliotecas de códigos devem ser desenvolvidas, ou compradas, arquiteturas de domínio específico para famílias de produtos devem ser produzidas. Se o software a ser reusado já é possuído como resultado de outra atividade, esta decisão é desnecessária.

A segunda decisão é se devemos, ou não, reusar software em instâncias particulares. A questão é: o desenvolvedor deve escrever uma rotina, ou deve buscá-la na Internet? Justamente pelo fato de que o processo de reuso de software envolve encontrar software, entender como reusá-lo, e talvez, modificá-lo antes de ser de fato reusado, pode ser mais atrativo para redesenvolver.”

Esta é a introdução ao meu novo artigo na coluna Cultura Rai-Tec, no JC-Online, que você pode acessar aqui, ou baixá-lo no formato pdf aqui!

2 Respostas para “A Economia do Reuso de Software”

  1. Jarley Nóbrega Disse:

    Professor, desculpe pelo comentário do post com quase 1 ano de atraso, mas não posso perder a oportunidade de colocar a minha visão sobre esse tema. Realmente existem poucos trabalhos disponíveis na literatura sobre modelos econômicos de reuso. A dificuldade dos stakeholders em mensurar os benefícios (e os riscos) de um programa de reuso têm contribuído para a baixa adoção desse paradigma nas empresas que desenvolvem e mantém software. É consenso entre a comunidade de reuso que os maiores problemas para adoção de programas sistemáticos de reutilização de componentes estão ligados a aspectos não-técnicos, como uma adequada análise de investimentos em reuso, a falta de um processo sistemático de reuso, entre outros. Na semana passada um trabalho de minha autoria, em conjunto com Sílvio Meira (CESAR) e Eduardo Almeida (RiSE), foi apresentado na 34th Euromicro (http://seaa2008.isti.cnr.it/), onde mostramos um modelo integrado de custos para Linhas de Produto de Software (uma nova abordagem de reuso, semelhante às linhas de produção da engenharia “tradicional”). O trabalho que originou o paper foi fruto de minha dissertação de mestrado no CIN (a versão completa pode ser vista em http://www.bdtd.ufpe.br/tedeSimplificado//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=4239).

  2. jccavalcanti Disse:

    Caro Jarley,

    Obrigado pelo comentário! Tenho estudado as TICs há pelo menos 15 anos. E a questão do reuso de software há menos de dois anos. A dificuldade que eu vejo hoje em dia de adoção de novas tecnologias (como reuso) pelas empresas, passa pelo fato de que TI virou commodity para a grande maioria delas; ou seja, TI deixou de representar um diferencial competitivo. Logo, o argumento para implantação de coisas novas como reuso tem que ser bastante sólido (i.e., deve apontar ganhos de produtividade, ganhos de lucratividade, e ganhos de bem-estar para os usuários).
    Vou ler sua dissertação com calma; mas pelo ligeiro browsing que dei, você só enfrentou as questões do lado da oferta, deixando de lado qualquer consideração do lado da demanda. Hoje em dia, em Economia das TICs, quando se observa os bens em rede (como software e serviços correlatos), a gente deve considerar que, por um lado, os custos de produção destes bens são elevados, mas os custos de reprodução são baixos. Por outro, devemos estar atentos à willingness to pay (ao desejo de pagar) dos clientes (e isso é análise do lado da demanda).
    Depois que ler sua dissertação poderei conversar em detalhe!
    Grato,
    JCC

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