Arquivo para 3 setembro, 2007

Serviços crescem e dão peso ao desemprego na política do BC

setembro 3, 2007

Todos aqueles que me conhecem mais de perto sabem que defendo há anos uma melhor atenção ao Setor de Serviços na economia. Quando passei pelo governo do Estado de Pernambuco, tive a oportunidade de contratar uma série de estudos sobre este setor na economia do estado.

Hoje li no jornal Valor Econômico uma matéria que muito me animou e que creio venha numa boa direção.  Ela mostra que finalmente o Banco Central do Brasil “acordou” para a importância do setor de serviços na economia.  Eis aqui a matéria!

“Serviços crescem e dão peso ao desemprego na política do BC

Alex Ribeiro
03/09/2007

O Banco Central está investigando como o crescimento do setor de serviços e a perda de importância da indústria afeta o controle da inflação. Uma das conclusões é que, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos, a taxa de desemprego passou a ser uma variável essencial nas decisões de política monetária.

A participação dos serviços na economia cresceu de 56,3% para 66,7%, de acordo com a nova metodologia de cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), divulgada no início do ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No sentido inverso, o peso da indústria no PIB encolheu de 36,1% para 27,7%.

O BC leva suas conclusões mais adiante: a indústria já não é mais o motor da economia, ou seja, aquele setor dinâmico que, quando entra em declínio, a economia como um todo afunda junto. Na sua visão, não há nada de errado com isso. O setor de serviços caminha com as próprias pernas e, em alguns casos, chega a funcionar como o indutor da atividade industrial.

Os economistas do BC fizeram recentemente uma pesquisa para checar o que puxa a criação de empregos na economia brasileira – algumas das conclusões estão no texto “Geração de Postos de Trabalho por Atividade Econômica”, disponível no site da instituição. Ficou constatado que, de 1997 a 2004, os setores de serviços e de comércio foram capazes de gerar postos de trabalho em todos os anos, mesmo em 1998 e 2001, quando o emprego no setor industrial encolheu.

A conclusão, segundo esse estudo, é que os setores de comércio e de serviços tem “certa autonomia” em relação à indústria. E isso faz uma enorme diferença para quem é responsável por controlar a inflação por meio do manejo da política monetária.

Até agora, o BC dedicava muita atenção ao setor industrial. Acompanhava muito de perto o crescimento da indústria, os aumentos de produtividade nesse setor, a evolução do emprego nas fábricas e, sobretudo, o nível de utilização da capacidade produtiva. Sinais de aquecimento nesse setor acendiam a luz amarela. Como se supunha que a indústria era o motor da economia, inferia-se que todos os setores haviam chegado perto do limite, inclusive os serviços, exigindo mais cuidado da política monetária.

Com os novos dados do PIB, toda essa preocupação em acompanhar a indústria continua válida. Mas a ordem, agora, é também checar o que acontece nos serviços – seu crescimento, o aumento da oferta e o nível de utilização da capacidade instalada.

O principal indicador do setor de serviços é justamente a taxa de desemprego. Essa será, daqui por diante, uma variável essencial a ser acompanhada pelo BC, replicando no Brasil o que já ocorre nos Estados Unidos. Lá, o principal indicador para a política monetária é o “non-farm payroll”, ou seja, os empregos de toda a economia, exceto agricultura. Os analistas que acompanham o Federal Reserve (Fed), o BC americano, dedicam um bom tempo investigando as relações entre o desemprego e a inflação.

No Brasil, os economistas do setor privado dão importância limitada para os dados de desemprego. O foco é a análise dos dados sobre a capacidade ociosa da indústria. O BC quer mudar isso. Além do estudo sobre os setores que geram mais empregos, vai publicar outros trabalhos, para estimular o debate sobre o tema.”

Programa de apoio à Competitividade das Pequenas e Médias Empresas de Software (3)

setembro 3, 2007

“Na Letterícia passada comentamos o Componente 1 “Melhoria da Qualidade dos Produtos de Software- MPS.BR” do “Programa de Apoio à Competitividade das Pequenas e Médias Empresas de Software” (coordenado pela Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro – SOFTEX, que tem como objetivo tornar as pequenas e médias empresas de software do Brasil mais competitivas em seu território e na região).

Hoje trazemos ao leitor informações sobre os três outros componentes deste Programa: a) O Componente 2: Serviços para a internacionalização de produtos de software; b) O Componente 3: Capacitação e Fomento do associativismo das pequenas e médias empresas de software; e, c) O Componente 4: Disseminação Regional.”

Esta é a introdução á newsletter da Creativante desta semana, que você pode ler aqui!

Bolsa de Mercadorias & Futuros

setembro 3, 2007

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Se você é estudante, ou profissional curioso como eu, e deseja conhecer a Bolsa de Mercadorias & Futuros, e também como operar nela, eis aí uma ferramenta interessante.

Tal como anunciado hoje no jornal Valor Econômico, a BM&F está lançando um simulador de mercados futuros no seu site.  É uma competição interessante (o candidato inscrito recebe uma quantia fictícia de R$ 150 mil para operar) e a inscrição é gratuita.  O vencedor será aquele que obtiver o maior retorno sobre o investimento que recebeu.

Vale a pena conhecer o sistema! 


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