Recife: empobreceu por inépcia ou por falta de opção?

By jccavalcanti

“Em artigo do dia 29/05 levantamos três hipóteses que poderiam responder pelo empobrecimento relativo do Recife nos anos recentes: 1) ou o município “se acomodou” em sua posição econômica e deixou de atrair novos empreendimentos e investimentos necessários para garantir sua histórica importância relativa no PIB do Estado; ou, 2) outros municípios se mostraram mais competentes (ou foram induzidos) para atrair novos empreendimentos e investimentos para os seus respectivos territórios; ou, finalmente, 3) os dois fatores anteriores combinados.

Vimos que do ponto de vista da agregação de valor dos setores industrial e de serviços (os mais importantes do município), entre 1998 e 2004 não houve uma variação estatisticamente significativa na participação destes setores na composição do valor adicionado bruto do município (o desvio padrão calculado para os dois setores gira em torno de um ponto percentual, o que não representa uma medida de dispersão elevada nesta série de dados), o que nos leva a acreditar que não houve no período qualquer fato novo alterando a estrutura e a dinâmica econômica do Recife. 

Vimos também que no período acima referido outros municípios de Pernambuco mostraram mais vigor e/ou foram mais estimulados por diferentes governos estaduais, tais como o Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, que sediam o complexo industrial do Porto de Suape.  À luz destas evidências (mesmo que grosseiras) alguém pode facilmente concluir que a hipótese 3 é a que mais responde pelos determinantes do empobrecimento relativo do Recife.”

Esta é a introdução ao meu artigo de hoje no blog do jornal Folha de Pernambuco, que você pode acessar aqui.

Uma resposta para “Recife: empobreceu por inépcia ou por falta de opção?”

  1. Anyrx Disse:

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