Esta é introdução a mais uma pesquisa de The Economist. Segundo a revista, o rádio tem 110 anos de idade e o microprocessador menos que 50. À medida que estas duas tecnologias caminham cada vez mais juntas, com capacidades sem fio agora sendo colocadas em chips de computador, alguma coisa excitante está acontecendo. Todos os benefícios do mundo do computador- inovação, ciclos de desenvolvimento mais curtos e baixo custo- estão sendo estendidos às comunicações sem fio. Como resultado, uma miríade de objetos até agora separados está se tornando conectada às redes, de televisões e carros até maquinário industrial de coisas de fazendas. Pequenos artefatos estão sendo colocados no corpo humano para desempenhar tarefas úteis. A nova tecnologia possibilita o controle ser exercido a distância, e permite que artefatos se interconectem para fazer algo novo.
Até o momento o celular tem tido todas as atenções. Em torno de 2,8 bilhões já estão em uso, com mais 1,6 milhões sendo adicionados a cada dia. Os telefones estão eles mesmos melhorando a passos impressionantes. E ainda, este boom está também transbordando em outras áreas da comunicação sem fio, usadas para conectar máquinas, sensores e objetos. “Todo mundo fala sobre os mercados emergentes como sendo a grande oportunidade para a indústria do celular nos próximos poucos anos, mas no longo-prazo existirão muito mais artefatos falando uns com os outros”, diz Paul Jacobs, da Qualcomm, que produz chips para telefones móveis.
Este ano em torno de 10 bilhões de microprocessadores serão vendidos, embutidos em qualquer coisa desde computadores até máquinas-de-café. A grande maioria deles estará apta a “pensar” mas não “falar”: eles irão desempenhar tarefas específicas mas não se comunicarão. Mas isso está começando a mudar. Os requerimentos de custo, tamanho e poder das funções sem fio estão caindo rapidamente, de modo que improváveis candidatos estão sendo agora conectados às redes. Por exemplo, pontes e construções estão sendo monitoradas por sua integridade estrutural por pequenos sensores. As fazendas estão sendo observadas e sistemas de irrigação estão sendo ligados remotamente.
Nos anos que se seguem, as comunicações sem fio irão crescentemente se tornar parte da fábrica da vida cotidiana. David Clark, um cientista computacional do Massachusets Institute of Technology-MIT que ajudou a desenvolver a Internet, acredita que em 15 a 20 anos a rede necessitará acomodar trilhões de artefatos, a maioria sem fio. Para ilustrar que mundo pode ser, Robert Poor, o co-fundador de duas companhias sem fio, Adozu e Ember, usa um exemplo modesto: luzes afixadas em prédios. Se cada uma delas tivesse um pequeno nó sem fio, as pessoas iriam não somente ser capazes de controlar a luz mais eficientemente, mas iriam colocá-las para muitos outros usos. Se os nós fossem programáveis para servir como detectores de fumaça, eles poderiam sinalizar um fogo bem como indicar sua localização. Eles poderiam também agir como um sistema de segurança ou oferecer conectividade Internet para outras coisas no prédio.
Tais aplicações já estão sendo desenvolvidas. Por exemplo, Phillips, uma empresa eletrônica, planeja introduzir sistemas controladores de luz sem fio para prédios comerciais em cinco anos. Seus pesquisadores estão trabalhando na preparação de conectores de luz em rede capazes de monitorar os objetos em um prédio, rastreando equipamentos em hospitais ou prevenindo roubos em escritórios.
Estas idéias tem girado por aí por anos, algumas vezes chamadas de “computação ubíqua”, ” redes incorporadass”, “Internet prevasiva”. Mas agora elas estão começando a acontecer. Mesmo governos já estão se dando conta. Japão e Coréia incorporaram a tecnologia sem fio nas suas políticas nacionais.
Por toda esta excitação, daqui a pouco comunicação máquina-a-máquina (machine-to-machine-M2M) e redes sensoriais se tornarão perenes e em toda parte. A direção geral é clara. Nos anos à frente novas tecnologias sem fio irão aparecer em uma pletora de artefatos, da mesma maneira que os chips fizeram na segunda metade do século 20. Esta pesquisa de The Economist vai explicar como isso pode acontecer, e porque não será fácil.