Indicadores de Tecnologias de Informação e Comunicação do Estado de Pernambuco - ITIC (3)

Após 9 tenebrosos dias (nunca imaginei que abrir uma empresa no Brasil, com telefone e com banda larga, fosse algo tão complicado e desse tanta dor-de-cabeça ! estou sentindo na pele o que é verdadeiramente o tão chamado “Custo Brasil” e porque o país não cresce como deveria !), eis aqui a continuação desta série. 

Os dados que aqui serão apresentados (divulgados em dezembro de 2006, mas referentes a 2005) ainda não representam a totalidade daqueles que conformam os ITIC’s mais recentes, uma vez que aqueles referentes à Comunicação ainda não foram divulgados em função do ajuste da estatísticas. Neste espírito, trataremos especificamente ao que diz respeito às TI’s de Pernambuco.

Em termos de Emprego e Faturamento tivemos a seguinte trajetória. Inicialmente quanto ao Emprego, o crescimento do ano 2002 para o ano de 2001 foi de 6,5%; de 2003 para 2002 este crescimento foi de 6,6%, caindo para 3,5% de 2004 para 2003, refletindo as agruras do péssimo ano de 2003, que todos lembramos com pouca saudade.

Já entre 2005 e 2004 a taxa retomou sua trajetória crescente e tivemos um vigoroso crescimento de 18,1%, que esperamos deva também ter acontecido entre 2006 para 2005, como divulgaremos em breve.  Com relação a Faturamento (real, deflacionado pelo IPCA Recife) as taxas foram as seguintes: 2002/2001, 13,1%; 2003/2002, 10,2%; 2004/2003, 5,5%; 2005/2004, 15%.

Uma tabela interessante dos ITIC’s é a que trata da Distribuição da Receita por Origem do Faturamento.  Só para que se perceba a evolução do setor, no primeiro semestre de 2002, 83% do faturamento desta indústria originaram-se na região Nordeste (sendo 73,8% destes a partir de Pernambuco e 9,3% do resto do Nordeste), 1,1% veio da região Norte, 3,4% vieram da região Centro-Oeste, 9,3% vieram da região Sudeste, 1,3% veio da região Sul, e 1,8 do Exterior. 

Já no primeiro semestre de 2005 os valores oriundos da região Nordeste caíram para 47,7% (sendo 39,7% de Pernambuco e 8,0% do resto do Nordeste), os do Norte subiram para 1,6%, os do Centro-Oeste subiram para 5,8%, os do Sudeste “pularam” para 33,4%, os do Sul subiram para 1,4%, e do Exterior subiram para 2,1%.  Estes números indicam que a TIC de Pernambuco, em 3 anos, já se tornou mais voltada para outras regiões do país que não somente a do seu próprio território e de sua própria região.

Outra tabela digna de nota é aquela que apresenta a Distribuição da Receita por Faturamento por Clientes.   Repetindo a trajetória temporal acima indicada, no primeiro semestre de 2002, 1,5% do faturamento das empresas tiveram origem em pessoas físicas, 16,2% originaram-se de governos municipais, 39,0% foram de governos estaduais, 5,4% foram de governos federais, 31,7% foram de empresas privadas nacionais, e 6,1% vieram de empresas privadas internacionais ou multinacionais.  

No primeiro semestre de 2005 apenas 1,6% veio de pessoas físicas, tivemos uma queda nas receitas de governos municipais para 9,0%, junto com uma queda nas receitas de governos estaduais para 17,5%, um aumento nas receitas do governo federal para 8,2%, um aumento no faturamento das empresas privadas nacionais para 33,0%, e um “espantoso” crescimento das receitas de empresas privadas internacionais e multinacionais para 30,7%.  Portanto, indica que o setor está se tornando menos dependente de governos, e, por sua vez, mais voltado ao mercado privado e multinacional.

PS: para aqueles que desejarem maiores detalhes sobre estes Indicadores, basta deixarem uma nota neste blog que enviarei para o endereço desejado.  De outra forma, podem enviar mensagem para o endereço cavalcanti.jc@gmail.com.

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